Médico, comunista histórico e veterano de prisões e intermináveis sessões de torturas, o médico cearense Vulpiano Calvante opera concentradamente uma senhora em Mossoró. A sala de cirugia e na Casa de Saúde Santa Luzia.
Vulpiano Cavalcanti tenta eliminar um cisto no vário da paciente, quando inadvertidamente o nédico e político Duarte Filho irrompe a sala. O doutor Duarte, ex-prefeito de Mossoró e diretor da Santa Luzia, imaginava que a cirurgia tivesse concluída.
- Vulpiano, prepare-se: tem um monte de soldados aí fora para lhe prender - cientifica Duarte Filho.
Sob mais uma acusação relativa à sua posição político-ideológica, Vulpiano nem pestaneja com o novo e rotineiro incidente. Mas a mulher, consciente à mesa de cirurgia, entra em pânico.
- Doutor Vulpiano, assim eu vou morrer, é?!
- Fique tranquila. Quem está com problema aqui sou eu. a senhora escapa tranquilamente - serenou o velho comunista, com seu inesgotável bom-humor.
Mas em seguida foi preso. De novo.
Carlos Santos
Vulpiano Cavalcanti tenta eliminar um cisto no vário da paciente, quando inadvertidamente o nédico e político Duarte Filho irrompe a sala. O doutor Duarte, ex-prefeito de Mossoró e diretor da Santa Luzia, imaginava que a cirurgia tivesse concluída.
- Vulpiano, prepare-se: tem um monte de soldados aí fora para lhe prender - cientifica Duarte Filho.
Sob mais uma acusação relativa à sua posição político-ideológica, Vulpiano nem pestaneja com o novo e rotineiro incidente. Mas a mulher, consciente à mesa de cirurgia, entra em pânico.
- Doutor Vulpiano, assim eu vou morrer, é?!
- Fique tranquila. Quem está com problema aqui sou eu. a senhora escapa tranquilamente - serenou o velho comunista, com seu inesgotável bom-humor.
Mas em seguida foi preso. De novo.
Carlos Santos

















































Nenhum comentário :
Postar um comentário