INDICADORES DE MERCADO DE
TRABALHO SINALIZAM ESTAGNAÇÃO
Os dois indicadores sobre mercado de trabalho
doméstico do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas
(FGV/IBRE) — o Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) e o Indicador
Coincidente de Desemprego (ICD)—, divulgados hoje, não sinalizam um
cenário animador, ainda que não possam ser lidos com pessimismo. A
avaliação do IAEmp, que é calculado a partir de uma combinação de séries
extraídas das Sondagens da Indústria, de Serviços e do Consumidor, foi
de 0% em fevereiro de 2014 na comparação com o mês anterior, ou seja, o
índice se manteve estável. Para Fernando de Holanda Barbosa Filho,
pesquisador da área de Economia Aplicada do IBRE, esse resultado já era
esperado. “A variação na geração de vagas está parada. O resultado é
compatível com o que a gente tem observado nos últimos tempos: a
população ocupada está sem evoluir como evoluía dois ou três anos
antes”, avalia.
Como consequência do resultado do IAEmp, o Indicador Coincidente de
Desemprego (ICD), o qual demonstra a percepção da população de
diferentes classes de renda familiar sobre a situação atual do mercado
de trabalho, teve uma elevação de 1,7% em fevereiro de 2014 em
comparação ao mês anterior. Esse é o maior resultado desde julho do
último ano e o quarto positivo do indicador. “O aumento demonstra também
que existe uma tendência de elevação do desemprego, visto que não se
geram mais vagas de trabalho como antes. Dado o crescimento da população
com idade ativa, nós esperamos uma taxa de desemprego ainda maior”,
alerta Holanda.
O nível de otimismo dos empresários diante dos negócios nos próximos
seis meses foi o fator que mais contribuiu para um IAEmp estável no mês
de fevereiro. A Sondagem de Serviços, por exemplo, que calcula o ímpeto
de contratações pelos empresários variou -2,2%. Já o aumento do ICD foi
influenciado principalmente pelos consumidores com renda familiar de até
R$ 2.100,00 e dos consumidores com renda entre R$ 4.800,00 e R$
9.600,00, cujos indicadores de emprego variaram 3,2% e 2,7%,
respectivamente.
Fonte: Portalibre-FGV

















































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