quarta-feira, 12 de março de 2014

INDICADORES DE MERCADO DE
 
TRABALHO SINALIZAM ESTAGNAÇÃO


Os dois indicadores sobre mercado de trabalho doméstico do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV/IBRE) — o Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) e o Indicador Coincidente de Desemprego (ICD)—, divulgados hoje, não sinalizam um cenário animador, ainda que não possam ser lidos com pessimismo. A avaliação do IAEmp, que é calculado a partir de uma combinação de séries extraídas das Sondagens da Indústria, de Serviços e do Consumidor, foi de 0% em fevereiro de 2014 na comparação com o mês anterior, ou seja, o índice se manteve estável. Para Fernando de Holanda Barbosa Filho, pesquisador da área de Economia Aplicada do IBRE, esse resultado já era esperado. “A variação na geração de vagas está parada. O resultado é compatível com o que a gente tem observado nos últimos tempos: a população ocupada está sem evoluir como evoluía dois ou três anos antes”, avalia.

Como consequência do resultado do IAEmp, o Indicador Coincidente de Desemprego (ICD), o qual demonstra a percepção da população de diferentes classes de renda familiar sobre a situação atual do mercado de trabalho, teve uma elevação de 1,7% em fevereiro de 2014 em comparação ao mês anterior. Esse é o maior resultado desde julho do último ano e o quarto positivo do indicador. “O aumento demonstra também que existe uma tendência de elevação do desemprego, visto que não se geram mais vagas de trabalho como antes. Dado o crescimento da população com idade ativa, nós esperamos uma taxa de desemprego ainda maior”, alerta Holanda.

O nível de otimismo dos empresários diante dos negócios nos próximos seis meses foi o fator que mais contribuiu para um IAEmp estável no mês de fevereiro. A Sondagem de Serviços, por exemplo, que calcula o ímpeto de contratações pelos empresários variou -2,2%. Já o aumento do ICD foi influenciado principalmente pelos consumidores com renda familiar de até R$ 2.100,00 e dos consumidores com renda entre R$ 4.800,00 e R$ 9.600,00, cujos indicadores de emprego variaram 3,2% e 2,7%, respectivamente.

  Fonte: Portalibre-FGV

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