AGRONEGÓCIO AINDA PRECISA
AMPLIAR MERCADO EXTERNO
Mesmo
sendo o maior exportador de soja do mundo, o Brasil ainda tem um amplo
potencial a explorar no mercado externo para seus produtos agrícolas,
fundamental para impulsionar a agroindústria e ampliar os ganhos
econômicos do setor. A avaliação é de Gesmar Rosa dos Santos, técnico de
Planejamento e Pesquisa de Estudos e Políticas Setoriais de Inovação,
Regulação e Infraestrutura (Diset) do Ipea.
Em estudo publicado em fevereiro, Santos cita que o poder multiplicador da agroindústria sobre o valor dos bens da agropecuária nos Estados Unidos era da ordem de dez vezes já em 1990. No Brasil, por sua vez, essa relação está estacionada em três vezes. Para o pesquisador, a diferença se encontra em focar o mercado externo. “Temos grande capacidade de produção, mas se não tivermos competitividade para inserir nossos produtos no exterior, corremos o risco de ter um resultado negativo, incentivando a competição predatória em âmbito doméstico”, alerta. Ele lembra que, no caso dos alimentos, cerca de 85% da produção nacional – excetuando a soja – já são direcionadas ao mercado interno.
Um dos casos clássicos desse déficit no país é o do café. “Exportamos matéria-prima para a Alemanha, que ganha ao menos seis vezes no preço final do produto processado”, lembra Santos. “Em Minas Gerais, São Paulo e Bahia há exceções a essa regra, que atraem compradores de vários países. Ainda assim, são casos que conseguem agregar valor não pela transformação, mas pelo processo de produção de café de alta qualidade”, diz. Outro ponto defendido por Santos é uma revisão no regime de incentivo ao setor. “Hoje facilitamos para que o grande produtor venda seu produto no mercado doméstico, quando este deveria ser desafiado no mercado internacional. Dessa forma, daria mais chances de inserção ao médio produtor, que iniciaria seu caminho em busca de competitividade para também alcançar as exportações, mesmo sem a escala dos grandes”, afirma.
Em estudo publicado em fevereiro, Santos cita que o poder multiplicador da agroindústria sobre o valor dos bens da agropecuária nos Estados Unidos era da ordem de dez vezes já em 1990. No Brasil, por sua vez, essa relação está estacionada em três vezes. Para o pesquisador, a diferença se encontra em focar o mercado externo. “Temos grande capacidade de produção, mas se não tivermos competitividade para inserir nossos produtos no exterior, corremos o risco de ter um resultado negativo, incentivando a competição predatória em âmbito doméstico”, alerta. Ele lembra que, no caso dos alimentos, cerca de 85% da produção nacional – excetuando a soja – já são direcionadas ao mercado interno.
Um dos casos clássicos desse déficit no país é o do café. “Exportamos matéria-prima para a Alemanha, que ganha ao menos seis vezes no preço final do produto processado”, lembra Santos. “Em Minas Gerais, São Paulo e Bahia há exceções a essa regra, que atraem compradores de vários países. Ainda assim, são casos que conseguem agregar valor não pela transformação, mas pelo processo de produção de café de alta qualidade”, diz. Outro ponto defendido por Santos é uma revisão no regime de incentivo ao setor. “Hoje facilitamos para que o grande produtor venda seu produto no mercado doméstico, quando este deveria ser desafiado no mercado internacional. Dessa forma, daria mais chances de inserção ao médio produtor, que iniciaria seu caminho em busca de competitividade para também alcançar as exportações, mesmo sem a escala dos grandes”, afirma.
Fonte: Portalibre - FGV

















































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