EM BUSCA DE FOLÊGO
Não bastasse lidar com os inúmeros problemas econômicos domésticos,
entre eles o baixo crescimento, a inflação nas alturas e a fraca
confiança de empresários e consumidores, o risco de perda do grau de
investimento pelas agências de risco também tem tirado o sono do
governo. Nas últimas semanas, o país recebeu a visita de representantes
das três principais agências de rating internacionais – Moody’s,
Standard & Poor’s e Fitch Ratings. Uma boa noticia foi que a S&P
resolveu manter a perspectiva estável para o risco soberano no país que
está em BBB-, a um passo do grau especulativo. Mas ainda é cedo para
comemorações.
Conforme alerta a reportagem de capa da edição de abril da revista Conjuntura Econômica, que chega às bancas na segunda quinzena do mês, o grande temor do governo e dos empresários é que, se um downgrade ocorrer (queda de nível do grau de investimento), o Brasil perderá bilhões de dólares em investimentos. Isso porque investidores estrangeiros — como grandes fundos de pensão, por exemplo — estão impedidos de aplicar recursos em países com grau especulativo. Essa barreira certamente agravaria a situação econômica do país. Além disso, outro impacto de um possível rebaixamento seria a consequente perda de rating das empresas no país, já que perderiam capacidade de investir, reduzindo sua capacidade de financiamento para novos projetos. Até agora, a queda nos preços das commodities e a alta dos juros já estão fazendo com que muitas companhias enfrentem dificuldades de caixa.
Especialistas tentam desvendar quais serão os próximos passos das agências acompanhando com lupa os indicadores — desempenho das contas públicas, PIB, inflação e grau de abertura comercial — que elas avaliam para tentar inferir o que pode acontecer com o rating brasileiro. Samuel Pessôa, pesquisador da FGV/IBRE, acredita que dificilmente as agências de risco irão rebaixar as notas de crédito, mas alerta para o fato de que a situação fiscal do país é a pior desde 1997. “As agências poderiam dar um crédito à política econômica adotada pelo ministro da Fazendo, Joaquim Levy, mas sabem que o quadro fiscal do país se deteriorou muito”, explica. Já o economista do Banco Safra, Carlos Kawall, lembra que, no curto prazo, a situação da Petrobras (operação Lava-Jato e problemas de governança e caixa) é um risco a mais que ameaça o investment grade. Ele explica que a necessária desvalorização real do câmbio agrava o quadro financeiro e econômico da empresa e poderá levar à necessidade de aporte do acionista controlador por meio de garantias de crédito ou futura capitalização. “De importância sistêmica, a empresa pode contaminar o risco país”, destaca.
Conforme alerta a reportagem de capa da edição de abril da revista Conjuntura Econômica, que chega às bancas na segunda quinzena do mês, o grande temor do governo e dos empresários é que, se um downgrade ocorrer (queda de nível do grau de investimento), o Brasil perderá bilhões de dólares em investimentos. Isso porque investidores estrangeiros — como grandes fundos de pensão, por exemplo — estão impedidos de aplicar recursos em países com grau especulativo. Essa barreira certamente agravaria a situação econômica do país. Além disso, outro impacto de um possível rebaixamento seria a consequente perda de rating das empresas no país, já que perderiam capacidade de investir, reduzindo sua capacidade de financiamento para novos projetos. Até agora, a queda nos preços das commodities e a alta dos juros já estão fazendo com que muitas companhias enfrentem dificuldades de caixa.
Especialistas tentam desvendar quais serão os próximos passos das agências acompanhando com lupa os indicadores — desempenho das contas públicas, PIB, inflação e grau de abertura comercial — que elas avaliam para tentar inferir o que pode acontecer com o rating brasileiro. Samuel Pessôa, pesquisador da FGV/IBRE, acredita que dificilmente as agências de risco irão rebaixar as notas de crédito, mas alerta para o fato de que a situação fiscal do país é a pior desde 1997. “As agências poderiam dar um crédito à política econômica adotada pelo ministro da Fazendo, Joaquim Levy, mas sabem que o quadro fiscal do país se deteriorou muito”, explica. Já o economista do Banco Safra, Carlos Kawall, lembra que, no curto prazo, a situação da Petrobras (operação Lava-Jato e problemas de governança e caixa) é um risco a mais que ameaça o investment grade. Ele explica que a necessária desvalorização real do câmbio agrava o quadro financeiro e econômico da empresa e poderá levar à necessidade de aporte do acionista controlador por meio de garantias de crédito ou futura capitalização. “De importância sistêmica, a empresa pode contaminar o risco país”, destaca.
Fonte: FGV/IBRE

















































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