DÓLAR OPERA EM ALTA, APÓS ABRIR
OS NEGÓCIOS NO PATAMAR DE R$ 3,25
O dólar opera em alta em relação ao real nesta terça-feira (17), em
meio a persistentes preocupações com a situação econômica e política
brasileira, as intervenções do Banco Central no câmbio e na véspera da
decisão de política monetária do banco central norte-americano.
O dólar abriu os negócios do dia cotado a R$ 3,25. Na máxima da sessão,
atingiu R$ 3,2844, maior nível desde 2 de maio de 2003, quando foi a R$
3,305.
Por volta das 15h, a moeda norte-americana avançava 1,02%, a R$ 3,2777 para venda. Veja cotação.
O quadro de apreensão doméstico tem levado investidores a adotar a
filosofia de "na ausência de notícias, compre dólares", segundo o
operador de um importante banco nacional, destaca a reuters. Para ele,
notícias positivas podem gerar alívios pontuais, mas será necessária uma
mudança significativa no cenário político para reverter a atual
trajetória de alta da moeda norte-americana. "Este é o novo normal:
quando não acontece nada, o dólar sobe", afirmou.
A principal preocupação dos investidores é com o impacto das turbulências políticas sobre o ajuste fiscal promovido pelo governo, que vem parecendo cada vez mais difícil. Nesse sentido, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, buscou na véspera apoio às medidas de reequilíbrio das contas públicas, mesmo diante da atividade econômica em contração e da inflação elevada.
"De um lado temos uma presidente trabalhando para 'curar cicatrizes', de outro, um ministro da Fazenda operando em várias frentes visando à aprovação das medidas de ajuste fiscal o mais breve possível", escreveu o operador da corretora Correparti Luciano Copi em nota a clientes.
Analistas ressaltavam ainda que, mesmo no caso de um ajuste fiscal bem-sucedido, a percepção é que a economia brasileira precisa de um dólar forte para se recuperar. Autoridades do governo vêm dando sinais de que acreditam que as atuais cotações são mais próximas de um nível "justo".
A principal preocupação dos investidores é com o impacto das turbulências políticas sobre o ajuste fiscal promovido pelo governo, que vem parecendo cada vez mais difícil. Nesse sentido, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, buscou na véspera apoio às medidas de reequilíbrio das contas públicas, mesmo diante da atividade econômica em contração e da inflação elevada.
"De um lado temos uma presidente trabalhando para 'curar cicatrizes', de outro, um ministro da Fazenda operando em várias frentes visando à aprovação das medidas de ajuste fiscal o mais breve possível", escreveu o operador da corretora Correparti Luciano Copi em nota a clientes.
Analistas ressaltavam ainda que, mesmo no caso de um ajuste fiscal bem-sucedido, a percepção é que a economia brasileira precisa de um dólar forte para se recuperar. Autoridades do governo vêm dando sinais de que acreditam que as atuais cotações são mais próximas de um nível "justo".
O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Nelson Barbosa, afirmou nesta terça que o câmbio mudou de nível, mas "não é uma situação fora de controle".
Intervenção do BC e FED
Intervenção do BC e FED
O movimento do câmbio no Brasil destoava de outros mercados emergentes, importantes, onde a divisa norte-americana variava pouco, enquanto investidores aguardavam a decisão do Federal Reserve.
A expectativa é que o banco central dos EUA dê pistas mais claras sobre
a esperada alta de juros, o que poderia dar mais fôlego à escalada do
dólar.
Outro fator importante para explicar o comportamento da moeda aqui é a
incerteza em relação à continuidade das atuações diárias do Banco
Central brasileiro no mercado. O programa está marcado para durar pelo
menos até o fim deste mês, mas o BC não deu sinais, até agora, de que
pretende estendê-lo, mesmo com a acentuada volatilidade no câmbio.
Nesta manhã, o BC deu continuidade às "rações diárias", vendendo a
oferta total de até 2 mil swaps cambiais, que equivalem a uma posição
vendida de 97,7 milhões de dólares. Foram vendidos 1 mil contratos para
1º de dezembro de 2015 e 1 mil para 1º de março de 2016.
A autoridade monetária também vendeu a oferta integral no leilão de rolagem dos swaps que vencem em 1º de abril. Até agora, foram rolados cerca de 43% do lote total, que corresponde a US$ 9,964 bilhões.
Na segunda-feira (16), o dólar fechou a R$ 3,2445, em baixa de 0,14%. No mês, há valorização acumulada de 13,6% e no ano, de 22,03%.
A autoridade monetária também vendeu a oferta integral no leilão de rolagem dos swaps que vencem em 1º de abril. Até agora, foram rolados cerca de 43% do lote total, que corresponde a US$ 9,964 bilhões.
Na segunda-feira (16), o dólar fechou a R$ 3,2445, em baixa de 0,14%. No mês, há valorização acumulada de 13,6% e no ano, de 22,03%.
Fonte: G1 Economia
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