A LÓGICA INVERTIDA
Aprendemos durante anos que existia um “Primeiro mundo”, onde tudo que
se fazia era de primeiríssima qualidade e a vida transcorria como um mar
de felicidades.
Qualquer produto de lá, era sinônimo de “qualidade
comprovada”. A ponto de gozarmos com a nossa própria incompetência,
dizendo que pão tinha que ser “francês”, trinchete só “americano”,
canário tinha que ser “belga" e até flatulência tinha que ser “alemã”.
Precisão, no sentido de exatidão tinha que ser “suíça”. Trocamos até
nossos seguros currulepes pelas chinelas “japonesas”. Até uma buchada
boa, uma mão de vaca especial, uma tapioca bem recheada, era dita “de
primeiro mundo”.
Para Luiz Gonzaga se recuperar depois de um terrível
desprezo da mídia imbecilizada, foi preciso Carlos Imperial dar “uma
mãozinha” dizendo que os Beatles tinham gravado Asa Branca.
Aprendemos
também a ver o Brasil de pires na mão, angariando esmolas caríssimas no
FMI e os seus técnicos mandando e desmandando em Brasília.
Estabilidade
social, gestão competente, governo sério, democracia de verdade só lá,
onde a vida era verdadeira. Aqui, a piada da terra boa, clima generoso,
território continental sem tufões, vulcões, terremotos, maremotos e
outras bondades de Deus, mas... Olha só o povinho que ele botou nesse
chão sagrado... Brasil era só Pelé, carnaval, mulatas seminuas e
políticos corruptos ou generais ditadores gorilas ferindo os direitos
humanos.
Agora, vemos o Brasil emprestando dinheiro ao FMI, a Embrapa
ensinando americano a plantar soja, a Petrobrás vendendo patentes
tecnológicas às sete irmãs, cientista brasileiro nas pesquisas de
células-tronco, do DNA, da Nanotecnologia e da descoberta da “Partícula
de Deus”.
Até as nossas eleições são feitas em computadores, enquanto em
vários países do primeiro mundo, ainda se contam cédulas de papel, com
sérios riscos de “brejeiras”.
E enquanto o Real atinge a maioridade, o
velho dólar cambaleia e o jovem Euro se esbagaça, com as economias da
sua zona caindo como castelos de cartas.
Nos 17 países do euro, o
desemprego entre os jovens está no patamar recorde de 22%. No Brasil é
quase pleno emprego.
O Brasil atinge a condição de quinta economia do
planeta e a solução aqui encontrada está sendo copiada pelos países a
quem sempre copiávamos.
Nos Estados Unidos abrem-se escolas para ensinar
Português. O português que se fala no Brasil.
Muito ainda tem que ser
feito, mas, já temos motivos para exercitar o orgulho de ser brasileiro.
Fonte: My Opera

















































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