RN É O QUINTO ESTADO COM MAIS
REGISTRO DE VIOLÊNCIA
CONTRA A MULHER
O Complexo Judiciário de Natal está
realizando a partir de segunda-feira (9) audiências para solucionar os
casos de violência contra a mulher no Rio Grande do Norte. As atividades
fazem parte da “Semana Nacional Justiça Pela Paz em Casa”, que acontece
até a próxima sexta-feira (13).
As audiências são organizadas pelo
Núcleo de Atenção As Mulheres Vítimas de Violência (Namvid) e o
Ministério Público (MP), além de contar com o apoio da Ordem dos
Advogados do Brasil (OAB), Defensoria Pública e da Secretaria de
Políticas Públicas Para as Mulheres do Governo do Estado.
Apesar de ter diminuído em 10% os casos de mulheres agredidas, graças a Lei Maria da Penha, os dados ainda são preocupantes.
De acordo com dados do Tribunal de
Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), o Rio Grande do Norte tem 15 mil
processos judiciais relacionados à crimes contra a mulher e é o quinto
estado do Brasil que apresenta os maiores casos de violência doméstica. O
estado que registra o maior número de vítimas é o Espírito Santo.
A Lei Maria da Penha não é inclusa
apenas brigas entre marido e mulher, mas também para casal entre
mulheres, transmulher (transgênero que são identificadas por gênero
feminino) e pessoas que foram agredidas por parentes, como pai, tio,
avô ou irmão.
Os maiores casos são nos municípios de
Natal, Mossoró e Parnamirim, que atualmente somam 600 casos. “O aumento
desses processos se dá pelo aumento da procura, por conta do
conhecimento da lei. A gente tem que diminuir a quantidade de processos
por conta de ações como essa que estamos fazendo”, disse a
desembargadora Zeneide Bezerra, coordenadora do Núcleo de Ações e
Projetos Socioambientais do TJ/RN.
A desembargadora disse que essa quantidade de casos preocupa o Tribunal de Justiça e também a sociedade.
De acordo com a juíza Socorro Pinto, da
comarca de Natal, a intenção nessa semana é tentar solucionar 50
processos e a intenção é fechar 500 processos até o fim do mês. “Natal
está precisando de um trabalho preventivo, uma mudança de cultura em
relação às mulheres. Esse evento é muito bom para trabalhar contra a
violência doméstica”, garantiu a juíza.
Pinto também enfatizou que é necessário
fazer um trabalho contra o agressor com a finalidade de que realize a
mesma prática contra outras mulheres. “Não devemos esquecer dele e ser
trabalhado para conseguir reduzir o número de violência”, enfatizou.
A secretária de Políticas Públicas Para
as Mulheres, Teresa Freire, enfatizou que é muito importante a ação
integrada entre órgãos judiciais e Governo do Estado com a violência
para mulher.
“Nós acreditamos que a medida do
possível, com a existência da secretária e o compromisso do Governo do
Estado, nós podemos construir uma política de enfrentamento. Não podemos
permitir que as mulheres sejam mortas e sequeladas. Isto é questão de
política pública. Precisamos fazer ações de cidadania e institucional”,
enfatizou.
Freire comentou que a secretária está na
fase de estruturação, porém algumas medidas já foram feitas como a
assinatura do decreto para instalação de unidades móveis da delegacia da
mulher para o interior do Estado e estão procurando terrenos para a
criação da Casa da Mulher Brasileira em Natal.
O projeto é do Governo Federal para
reunir em um só lugar os serviços da Delegacia da Mulher, Procuradoria
da Mulher, Defensoria Pública, Secretaria da Mulher, entre outros
órgãos.
“Nós estamos conversando com a
Secretaria de Planejamento e o governador Robinson Faria para a
construção de um local. Estão analisando um terreno na zona Oeste de
Natal para ser instalado a primeira Casa da Mulher Brasileira no Rio
Grande do Norte”, garantiu a secretária.
Fonte: Portal no Ar
Por Lara Paiva

















































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