DESEMBARGADOR FAZ APELO PARA
QUE COLEGAS VOTEM PROCESSO
DE CLÁUDIA REGINA NO TRE
Os efeitos da repercussão nacional em torno dos processos de cassação
da prefeita Cláudia Regina (DEM) começam a assustar os magistrados do
Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
Ontem, logo no começo da sessão, o desembargador João Rebouças
lembrou que o assunto foi divulgado pela Folha de S.Paulo e que isso
pode trazer consequências para o TRE. "Queria fazer um apelo para que
esses processos sejam julgados com celeridade porque temos os prazos
para prefeitos eleitos e isso (demora) pode ter repercussão no TSE
(Tribunal Superior Eleitoral) e no CNJ (Conselho Nacional de Justiça)",
alertou.
Por coincidência, João Rebouças é um dos magistrados da
corte que alegam suspeição nos processos relacionados à Mossoró porque
um genro faz parte da banca de advogados que defende Cláudia Regina.
Na
sequência, o juiz Marco Bruno Miranda, que substitui Eduardo Guimarães
que está em férias, prometeu trazer um processo da relatoria dele hoje
ou amanhã.
Já Carlo Virgílio, que até então não tinha apresentado
datas sobre os processos de Mossoró, garantiu que traz o voto vista do
processo que está 1 x 0 pela cassação amanhã e o processo em que relatou
na terça-feira. Carlo tinha pedido vistas alegando ver semelhanças nos
processos.
SUBSTITUTO
O presidente do TRE, Amílcar Maia,
explicou como será a continuidade do processo em que está 1 x 0 pela
cassação de Cláudia Regina, que deverá ser retomado amanhã. É que o
relator Eduardo Guimarães já votou. Amílcar explicou que o juiz Marco
Bruno não poderá votar, mas terá direito a defender o voto do colega se
assim o desejar. Já nos demais processos em que assumiu a relatoria de
Guimarães e que não foram apreciados, Bruno poderá proferir o próprio
voto.
Fonte: O Mossoroense
Por Bruno Barreto - Editor de Política
CLÁUDIA REGINA É A POLÍTICA
MAIS CASSADA DO RN
Dez vezes cassada. A façanha alcançada pela prefeita de Mossoró,
Cláudia Regina (DEM), e seu vice, Wellington Filho, rendeu-lhes o posto
de políticos mais cassados do Rio Grande do Norte. Antes deles, o
recorde era de Flávio Veras, que sofreu cinco reveses na Prefeitura de
Macau. Chama atenção, nesse caso, que ambos carreguem tantas
condenações, mas ainda resistam, com o perdão da redundância, no Palácio
da Resistência.
O caso fica ainda mais rumoroso quando se atenta para outros atores
implicados no caso. As sucessivas condenações atingiram também a
governadora Rosalba Ciarlini (DEM) e o empresário Etevaldo Fagundes,
acusados de abuso de poder econômico. À chefe do Executivo estadual
acrescenta-se ainda imputação de excessos políticos.
Genericamente, a defesa vê com preocupação as acusações, na medida em
que, argumenta que as condenações significam perigoso precedente. No
caso da condenação da governadora Rosalba Ciarlini, por exemplo,
questiona-se que ela sofreu um revés no exercício de suas atribuições
políticas, apoiando naturalmente sua correligionária. O Ministério
Público Eleitoral, entretanto, entendeu que houve excessos nessa
atuação, e a Justiça acatou.
A primeira condenação de Cláudia e Wellington veio em 1º de março
deste ano. ” Portanto, condeno Cláudia Regina Freire de Azevedo e
Wellington Carvalho Costa Filho como beneficiários do abuso de poder
comprovado nessa ação, na esteira do artigo 19 e parágrafo único da lei
complementar 64/90, cominando-lhes a sanção de inelegibilidade para as
eleições que se realizarem nos 08 (oito) anos seguintes, contados a
partir do pleito de 2012″, lia-se ao fim da primeira sentença, subscrita
pelo juiz Herval Sampaio.
Em 21 de junho veio a segunda cassação. A terceira chegou em 1º de
outubro, mês a partir do qual as condenações se tornaram frequentes.
Seis dias depois, mais uma cassação. A quinta veio em 10 de outubro, e a
sexta foi registrada 18 dias depois. No início de novembro foi
anunciada a sétima. No dia 7 do mês passado, a prefeita somava a oitava.
Nona e décima vieram em combo no dia 28 de novembro.
Nesse meio tempo, a prefeita e o vice foram afastados três vezes e
devolvidos à prefeitura por ordem do Tribunal Regional Eleitoral, que
ainda não julgou o mérito da primeira das ações. Um pedido de vistas
adiou o julgamento, que está previsto agora para entrar na pauta da
próxima semana. Não há mais processos em primeira instância esperando
julgamento. A reportagem contatou o Tribunal Superior Eleitoral para
estabelecer um comparativo nacional, mas o TSE informou que não dispõe
de dados de cassações tabulados.
Fonte: Portal no Ar
Por Dinarte Assunção
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