MOSSORÓ: DATAS IMPORTANTES
211 - 29.01.1926
Êxodo dos
mossoroenses pela penetração da coluna revolucionária chefiada por Luiz
Carlos Prestes, em território potiguar, ao invadir a cidade de S. Miguel,
distante 40 léguas de Mossoró. A
cidade ficou parcialmente deserta, com a retirada de autoridades,
comerciantes e famílias para Natal e outras localidades distantes. É que as notícias de maior divulgação
diziam dos propósitos dos revolucionários em destruir propriedades privadas,
trazendo o terror às populações nordestinas.
|
212 - 22.04.1926
Inauguração do trecho inicial de calçamento da cidade, a pedra regular, compreendendo a rua Vicente Sabóia e travessa Antonio de Souza. O Prefeito Antonio Fernandes iniciava assim o ˝rush˝ de sua administração, dando maior aspecto urbanístico à cidade. O ato inaugural foi realizado sem discursos, sendo apenas queimados foguetões como assinalando o feito administrativo do governante municipal que ali esteve presente com outras autoridades e pessoas da cidade, inclusive o Padre Luis da Mota, vigário paroquiano. |
213 - 13.05.1926
Entra em
circulação o CORREIO DO POVO, semanário dirigido pelo jornalista José
Octavio, tendo como redatores Jeremias Limeira e Manoel Rodrigues, além de
vários colaboradores. Jornal de Feição
moderna, o CORREIO DO POVO fez época nos anais da imprensa mossoroense pelo
desassombro de seus artigos em tremenda oposição ao Governador Juvenal
Lamartine. Círculos até o ano de 1930.
|
214 - 14.07.1926
Inauguração
do retrato do Dr. Francisco Pinheiro de Almeida Castro na galeria da
Câmara Municipal de Mossoró, numa homenagem póstuma dos mossoroenses àquele
ilustre e humilde clínico.
|
215 - 23.07.1926
Criada a
paróquia do Sagrado Coração de Jesus, inaugurada a 1º de agosto do
mesmo ano.
|
216 - 01.08.1926
Inauguração da paróquia do Sagrado Coração de Jesus, criada por provisão de D. José Pereira Alves, Bispo de Natal. Cerimônia realizada na referida igreja, após missa celebrada pelo missionário Pe. Aníbal Coelho, nomeado seu primeiro vigário. O Monsenhor Almeida Barreto proferiu a leitura da pastoral, declarando a criação da nova paróquia. O ato teve a participação dos Padres Luiz da Mota e Raimundo Subirana. |
217 - 29.08.1926
Falece Delfino Freire da Silva, grande comerciante da praça de Mossoró, com seu empório de tecidos e calçados. Delfino Freire manteve por longos anos sua casa de comércio em níveis superior às condições comerciais da região, chegando a atrair representantes de firmas do sul do país, que vinham exclusivamente receber pedidos de compras de especialidades da Casa Delfino. Homem de larga visão também no setor imobiliário, construiu sua residência, supervisionada por arquiteto contratado no Rio de Janeiro. Era um ˜Chalet˝ à praça da matriz (depois Vigário Antonio Joaquim), em local onde atualmente funciona a Câmara Municipal de Mossoró, no centro da cidade. O acabamento era com cimento inglês e tinta Carton Pierre, de procedência francesa, de escadas de ferro, além de outras construções para seus filhos, em idêntico estilo. Era possuidor de sólida fortuna, que com sua morte foi aos poucos se extinguindo, sem nenhum proveito para seus descendentes. |
218 - 07.12.1926
Falece em Mossoró, o Major Francisco Borges de Andrade, integrante do oficialato da 7ª Companhia da Guarda Nacional, sediada nesta cidade. O Major Borges nasceu a 16 de janeiro de 1884 e no comércio de Mossoró exerceu atividades industriais como proprietário de salina, fábrica de bebidas e sabão, amealhando apreciável fortuna. Militou na política local, sendo eleito Intendente e suplente em cinco legislaturas seguidas, de 1911 a 1926, falecendo no mandato de Intendente. Quando jovem integrou a ˜Charanga˝, organização musical mossoroense. Foi pistonista e compositor. |
219 - 09.04.1927
Inauguração
das primeiras caixas postais na agência dos Correios e Telégrafos de
Mossoró.
|
220 - 19.04.1927
Falece o
dr. Antonio de Oliveira, Juiz de Direito da Comarca de Mossoró,
nascido nesta cidade a 25 de maio de 1887.
Formado pela Faculdade de Direito da Universidade do Rio de Janeiro,
integrando a turma de 1909. Foi Deputado
Estadual no Governo Ferreira Chaves, Promotor Público de Macau em 1917, Juiz
de Direito de Martins em 1918, de onde se transferiu para a Comarca de
Mossoró, no mesmo ano. Foi batalhador
incansável pela construção da Estrada de Ferro de Mossoró, tendo também
colaborado com a imprensa local por longo período.
|
Enviado por Steverson Aquino

















































Nenhum comentário :
Postar um comentário