MOSSORÓ: DATAS IMPORTANTES
51 - 12.07.1875
Pela Lei
nº 622 da Presidência da Província, John Ulrich Graf foi autorizado a
construir uma estrada de ferro que partisse do porto de Mossoró (Areia
Branca), passando por Mossoró, Chapada do Apodi e Pau dos Ferros.
|
52 - 23.08.1875
A Câmara
Municipal de Mossoró, pela Lei nº 739, autoriza a construção de uma casa
destinada ao mercado da cidade, a ser feita mediante contrato com que
melhores vantagens oferecesse.
|
53 - 26.08.1875
A Lei nº
742, da Presidência da Província, faz concessão ao comerciante John Ulrich
Graf para construir uma estrada de
ferro da Barra do rio Mossoró a Petrolina, na Bahia.
|
54 - 1.08.1875
O Decreto
nº 5881, do Gabinete do Visconde do Rio Branco, aprovando o regulamento do
recrutamento para o Exército e Armada, teve repercussão desfavorável na
Província do Rio Grande do Norte, onde várias comunidades se levantaram em
sinal de protesto. Ninguém desejava
que seus filhos fossem apanhados para o serviço militar, notadamente quando
era sabido das intenções dos chefes políticos dominantes em darem preferência
a filhos de adversários. Assim é que,
mirado em acontecimento idêntico desenrolado em municípios deste Província,
as mulheres mossoroenses promoveram uma manifestação e conseqüente passeata
pelas ruas da cidade, rasgando os editais afixados na Igreja, indo à redação
do jornal O MOSSOROENSE, destruindo cópias dos mesmos que ali estavam para
ser publicados. Partiram daí para a
Praça da Liberdade e se engalfinharam com um grupo de soldados da Força
Pública, mandados para dominar a rebelião.
Houve luta entre mulheres e soldados, saindo algumas feridas, não mais
se agravando a situação, graças à interferência de outras pessoas. O Juiz de Direito, Dr. João Antonio
Rodrigues comunicou o fato ao Presidente da Província, Bacharel João Bernardo
Galvão Alcanforado Junior, que mandou instaurar inquérito contra as
promotoras do Motim das Mulheres, cuja peça processual desapareceu do
arquivo do Departamento de Segurança Pública.
Estavam envolvidas no movimento das mulheres mossoroenses, cujo número
de participantes se eleva a 300, Ana Floriano, mãe do Jornalista Jeremias da
Rocha Nogueira, Maria Filgueira, esposa do Capitão Antonio Secundes Filgueira
e Joaquina Maria de Góis, mãe do historiador Francisco Fausto de Souza.
|
55 - 17.06.1876
Criada pela
Lei nº 985, do Presidente da Província, a Estação do Peso Público de
Mossoró, repartição destinada à arrecadação de tributos sobre mercadorias
exportadas. Foi seu contratante
Antonio Pompilio de Albuquerque, que por não ter cumprido algumas cláusulas do
contrato, teve o mesmo rescindido, dez anos depois, no governo do Dr. José
Moreira Alves da Silva (1885-1886), quando de sua visita a Mossoro e em
atendimento a denuncias formuladas em abaixo assinado de vários comerciantes
da cidade. Substituiu-o, o cidadão
Antonio Secundes Filgueira que ocupou o cargo de Diretor do Peso Público,
tendo Almáquio Olindino Pinto Bandeira como escriturário.
|
Enviado por Steverson Aquino

















































Nenhum comentário :
Postar um comentário