MOSSORÓ: DATAS IMPORTANTES
65 - 01.02.1883
Falece em
Natal, o Deputado Provincial, Dr. Euclides Deocleciano de Albuquerque,
Presidente da Intendência de Mossoró, eleito para o período administrativo
1881/ 1882. O Dr. Euclides, apesar
de se distinguir dos seus pares para a Presidência da Intendência, não
presidiu nenhuma sessão do nosso legislativo, pelo que assumiu o cargo o
Vereador Manuel Benício de Melo, administrando o município durante todo o
biênio. Na Assembléia Legislativa, o
dr. Euclides Deocleciano exerceu sua Presidência, em razão do que, por
ausência do chefe do Executivo potiguar, e de acordo com a lei vigente,
esteve na Presidência da Província no período de 7 a 14 de fevereiro de 1879.
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66 - 07.03.1883
Falece Miguel
Arcanjo Guilherme de Melo, Tenente Coronel da Guarda Nacional, nascido no
sitio Camurupim, em 1803, Presidente da Intendência com função executiva nos
períodos 1861/1864, 1865/1868 e 1873/1876, neste último tendo presidido o ato
inaugural do prédio da Loja Maçônica ˝ 24 de Junho˝, vice-Presidente na
gestão de seu parente Simão Balbino Guilherme de Melo (1857/1860), Juiz de
Paz do Termo de Mossoró a 15 de fevereiro de 1859, Juiz Municipal do quinto
lugar em Mossoró em 14 de julho de 1860, primeiro Juiz de Paz em 7 de janeiro
de 1861. – No primeiro período
administrativo do Cel. Miguelinho (assim conhecido por sua baixa estatura),
foi criada a Comarca de Mossoró pela Lei nº 499 de 23 de maio de 1861. Apenas os municípios de Mossoró e Campo
Grande (depois Augusto Severo), formavam a nova comarca, instalada pelo Juiz
de Direito João Quirino Rodrigues da Silva, a 23 de abril de 1862,
transferido de Alagoas e falecido em Mossoró a 15 de outubro de 1870. Seu primeiro Promotor Público foi o Bacharel Manuel José Fernandes,
permanecido na Comarca até 1867. –
Na gestão do Cel. Miguelinho, Mossoró recebeu a visita do Presidente da
Província, Conselheiro Pedro Leão Veloso, a 10 de agosto de 1861, vindo com
comitiva de que fazia parte como Ajudante de Ordens, Manuel Ferreira Nobre.
Historiador. – São fatos principais
de sua segunda administração as guerras externas e o serviço de recrutamento
de jovens para o campo de batalha (Guerra do Paraguai). Alguns mossoroenses foram apanhados,
inclusive surgindo dessa época a fama de Alexandre Baraúna. As lojas não fechavam aos domingos, sendo
necessária uma postura da Câmara estabelecendo multa de 10$000 e dias de
cadeia aos infratores. As bodegas
deviam fechar ao meio dia. É também
dessa época a adoção do sistema métrico decimal, sem que ninguém soubesse
prestar esclarecimentos.
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67 - 10.06.1883
Mossoró
registrou um dos maiores acontecimentos da campanha abolicionista culminada a
30 de setembro do mesmo ano. Quarenta
escravos foram declarados livres em solenidade pública, quando foi fundado
com os mesmos o Clube dos Espartacos, que teve como seu Presidente o
negro Rafael Mossoroense da Glória, servindo como Secretario, seu antigo
patrão, Alexandre Soares do Couto. Os
Espartacus constituíam a milícia da Libertadora Mossoroense, sendo
inestimável sua cooperação na busca e tomada de escravos das mãos dos
terríveis capitães do mato.
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68 - 11.06.1883
Criada
pela Lei nº , da Presidência da Província, a 2ª cadeira de instrução
primaria para Mossoró, o que representou grande estímulo para a juventude
de então.
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69 - 30.09.1883
Mossoró
registra seu maior acontecimento cívico-patriótico, decretando a extinção da escravatura
em todo seu município. Uma soleníssima
sessão da Sociedade Libertadora Mossoroense, presidida por Joaquim Bezerra da
Costa Mendes e realizada com início ao meio dia e encerrando-se à noite, no
Paço Municipal situado no 1º andar do prédio da Cadeia Pública, em cuja mesa
tomaram assento maiores autoridades dói município, representantes de
sociedades libertadoras das Províncias do Ceará, Pernambuco, Pará e Amazonas,
com assistência de grande massa popular, foi assinado o feito histórico que
deu a Mossoró destacada posição no movimento de redenção dos cativos em todo
o Brasil, cinco anos antes da assinatura da Lei Áurea pela Princesa Isabel.
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70 - 08.10.1883
Primeira
nomenclatura oficial de ruas e praças da cidade feita por proposta do
Presidente da Câmara, Romualdo Lopes Galvão e aprovada por unanimidade. Daquela época, apenas quatro conservam seus
nomes: Praça da Redenção, rua 30 de Setembro, rua do Triunfo e rua Cel.
Gurgel. Outras trinta e uma ruas e
praças tiveram seus nomes modificados até o ano 2000 (data das pesquisas).
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Enviado por Steverson Aquino

















































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