sábado, 5 de maio de 2012

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MOSSORÓ: DATAS IMPORTANTES


46 - 24.06.1873
 
Fundação da Loja Maçônica ˜24 de Junho˝ entidade pioneira de Pereiros livres Mossoró, organizada por maçons oriundos das Lojas de Natal e Recife, residentes nesta cidade.  Foi seu Venerável, aclamado, o comerciante José Paulino de Castro Medeiros, ficando sua primeira diretoria formada pelos demais obreiros – Conrado Mayer (suíço) – 1º Vigilante, Orlando Alves de Paiva – 2º Vigilante, José Inácio Pereira do Lago – Orador, Abel Ageleu Dantas – Secretário, Joaquim Fernandes Dias – Tesoureiro e João Severiano de Souza – Mestre de Cerimônia.

47 - 12.07.1873

A Câmara Municipal aprova a construção de uma estrada carroçável na direção do município de Pau dos Ferros, no alto oeste potiguar, votada pela Lei nº 662.

48 - 06.08.1874

A Lei nº 680, firmada pelo Presidente da Província, autoriza a navegação por lancha a vapor no rio Mossoró, entre esta cidade e barra do rio, de que  é contratante o comerciante José Paulino de Castro Medeiros.

49 - 09.09.1874

A Câmara Municipal de Mossoró baixa resolução proibindo galopar, esquipar, ou correr a cavalo no quadro da cidade, de 7 horas da manhã às 7 horas da noite.   Impõe multa de dois mil réis  e prisão aos infratores.

50 - 01.01.1875

O jornal ˝ O MOSSOROENSE˝ sofre a primeira ameaça de empastelamento.  Um grupo capitaneado pelo Deputado Provincial Rafael Arcanjo da Fonseca, depois de percorrer por todo dia as ruas da cidade, visivelmente embriagado, dirigiu-se às oficinas do jornal de Jeremias da Rocha Nogueira, tentando fazer calar a voz da imprensa.  Aos gritos de ˝quebra-quebra˝ premeditou a destruição da tipografia em que era impresso o jornal e matar seu diretor e redatores, não levando ao final o seu intento macabro, graças à providência tomada  por aquele jornalista e seus companheiros de redação, homiziando-se no Vice-Consulado Português, anexo à redação do jornal, na rua 30 de Setembro, ao tempo rua da Independência (local posteriormente habitado pelo Sr. Francisco Augusto Xavier, que tinha ali estabelecido o Hotel Brasa e pequeno bar de refrigerantes).  Sobre o acontecimento que provocou franco sensacionalismo em toda a Província, além de revoltar , indignada a opinião pública, o jornalista Jeremias da Rocha Nogueira, diretor do órgão mossoroense, publicou tremendo manifesto na edição do jornal de 13 de janeiro, atacando violentamente os autores do atentado, verberando contra as autoridades municipais por assistirem impassíveis àquela sanha canibalesca.  
 
Enviado por Steverson Aquino



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