MAIS DE 35% DOS MOSSOROENSES
SOBREVIVE COM ATÉ MEIO
SALÁRIO MÍNIMO
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou novos
números referentes ao desenvolvimento social e econômico brasileiro. De
acordo com o balanço, que analisa dados até o ano de 2010, 35, 33% dos
mossoroenses vivem com até meio salário mínimo por mês, o que à época
equivalia a R$ 255,00.
Segundo a pesquisa, a porcentagem em
Mossoró é maior do que em Natal, onde 29,16% das residências pesquisadas
sobrevivem com a quantia ínfima. No Rio Grande do Norte, porém, 47,70%
das pessoas atestaram que vivem com meio salário mínimo ou menos.
Segundo o Ipea, o universo de análise da pesquisa fica limitado pelo
número de pessoas que vivem em domicílios particulares permanentes.
O
balanço também revelou o número de pessoas com 18 anos ou mais
economicamente inativas. Conforme o estudo, em Mossoró, 10% das pessoas
de maior idade não trabalham. Em Natal, o percentual é de 9,87% e no RN o
número chega a 9,69%. No Brasil, a porcentagem de maiores
economicamente inativos é inferior à média potiguar, registrando 7,29%.
No
que tange à renda per capita, o balanço do Ipea também revela índice
preocupante para Mossoró. Segundo a pesquisa, em média a população do
município recebe cerca de R$ 600,00 por mês. Em Natal, a renda per
capita é de R$ 950,00, valor bem acima da capital do Oeste. No Rio
Grande do Norte, a média é de apenas R$ 545,42 e no Brasil de R$ 793,87.
O
estudo, que avaliou dados até 2010, apontou ainda que a população de
Mossoró atingia na data uma população total de 259.815 habitantes, sendo
que 237.241 vivem na zona urbana e 22.574 são residentes na zona rural.
No Brasil, dos 190.755.799 milhões de habitantes, 29.830.007 são
residentes na zona rural.
Brasil reduziu vulnerabilidade
social em 27% entre 2000 e 2010
O
Ipea apresentou o Índice de Vulnerabilidade Social (IVS) para os 5.565
municípios do país. Os dados revelam que o Brasil apresentava, em 2000,
IVS igual a 0, 446, posicionando-se na faixa da alta vulnerabilidade
social. Dez anos depois, o índice caiu para 0,326, na faixa de média
vulnerabilidade social - uma redução de 27% no período. O IVS leva em
consideração critérios como distribuição de renda, escolaridade e
desenvolvimento humano.
O Ipea concluiu que a quantidade de
municípios brasileiros com alta ou muito alta vulnerabilidade social
caiu de 3.610 em 2000 para 1.981 em 2010. Já o número de municípios com
baixa ou muito baixa vulnerabilidade social passou de 638 em 2000 para
2.326 dez anos depois. A evolução foi mais nítida em alguns estados das
regiões Centro-Oeste (como a faixa de fronteira do Mato Grosso do Sul),
Norte (especialmente Tocantins) e Nordeste (com destaque para o sul da
Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte e leste de Pernambuco).
No
entanto, permanece um quadro de disparidades regionais, com a
concentração de municípios na faixa de muito alta vulnerabilidade social
na região Norte - estados do Acre, Amazonas, Pará, Amapá e Rondônia - e
no Nordeste - principalmente nos estados do Maranhão, de Alagoas e de
Pernambuco, além de porções do território baiano.
Fonte: O Mossoroense

















































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