"ACREDITO QUE ROSALBA VAI
ULTRAPASSAR O ÍNDICE DE MICARLA"
O deputado federal Fábio Faria (PSD) foi eleito na semana que passou o
segundo vice-presidente da Câmara dos Deputados. Com esse cargo, ele
tem as funções de corregedor da Casa. Nesta entrevista, ele aborda esta
conquista e a situação política do Rio Grande do Norte.
O Mossoroense: A quê o senhor credita essa conquista de segundo vice-presidente da Câmara dos Deputados?
Fábio Faria:
Primeiramente, à força do nosso partido, o PSD, que é um dos mais
jovens do Congresso Nacional e está conquistando espaço na mesa diretora
como a terceira legenda de maior representatividade na Câmara dos
Deputados. Conquistando o espaço que merece, passando a participar
ativamente de todas as decisões da Casa.
OM: Como o senhor pode ajudar o Rio Grande do Norte nessa nova função?
FF:
O Rio Grande do Norte é um dos estados com menor número de deputados
federais e o mais bem representado na Câmara, com o presidente, deputado
Henrique Eduardo Alves, e conosco na segunda vice. Nosso Estado foi
respeitado na eleição desta nova mesa e teremos melhores condições de
lutar pelos pleitos dos municípios potiguares. Como um dos
vice-presidentes da Casa, temos voz nos debates sobre as políticas
públicas que serão implementadas, vamos defender enfaticamente
investimentos para os municípios, a liberação de emendas parlamentares, a
priorização de projetos de interesse do nosso Estado.
OM: O senhor foi eleito pelo PMN e migrou para o PSD. O que
mudou no seu potencial político nas questões internas da Câmara desde
então?
FF: O PSD é um partido que já nasceu
grande, nasceu forte, impondo à Casa uma consideração especial pela sua
representatividade, tanto quantitativa quanto qualitativa. A partir
deste biênio, teremos direito, além da vaga de segundo vice-presidente, à
presidência de duas comissões. E essa é a prova do reconhecimento à
nossa legenda. Nossa migração do PMN, do qual fui líder por duas
ocasiões, para o PSD, sem ter mudado nossas premissas políticas, nos
permitiu vivenciar uma atuação parlamentar bem mais significativa.
Inclusive pela minha posição de primeiro vice-líder do novo partido com
mais de 50 deputados. As discussões dentro da bancada são mais
consistentes, as matérias debatidas amplamente antes da votação em
Plenário. O PSD já chega para as votações com uma posição muito bem
definida e sólida.
OM: Nesses dois mandatos, o que o senhor destaca de mais importante em sua atuação parlamentar?
FF:
Sempre tive atuação destacada nas áreas do turismo e do esporte, sendo
membro titular da Comissão de Turismo e Desporto nos últimos seis anos
(cada deputado só pode participar de uma Comissão Permanente). E nossa
defesa de políticas públicas de combate às drogas, especialmente ao
crack, também foi muito enfática nesse período, com a realização de
seminários em todos os estados, a participação na Comissão Especial de
Combate às Drogas, e em debates com órgãos do governo federal para a
implementação de projetos que visam a prevenção, atendimento aos
usuários e combate ao tráfico. Mas o trabalho do parlamentar,
especialmente como vice-líder de um grande partido como o PSD, exige
muita dedicação à análise das matérias que tramitam na Casa, tanto nas
comissões quanto em Plenário.
OM: Vindo para a política local. Qual a sua avaliação do Governo RosalbaCiarlini?
FF:
Minha avaliação é a mesma de cada cidadão do Rio Grande do Norte. O
governo não tem planejamento e não tem nenhuma condição de governar um
Estado que vai receber a Copa do Mundo, é promissor e vem despontando
pela sua localização geográfica, população e sua história. Mas o governo
não consegue pegar um gancho que alavanque o nosso Estado. É uma pena.
Viemos de uma prefeita que foi daquela forma. Agora temos uma
governadora que é a pior avaliada do país. Acredito que Rosalba vai
ultrapassar o índice da prefeita de Natal. A prefeita saiu com um índice
histórico de 95% de desaprovação. Rosalba já está com 86% na capital
com apenas dois anos de governo. Isso é um fato para ser estudado.
OM: O senhor foi convidado a colaborar com o governo com emendas alguma vez desde que DEM e PSD romperam?
FF:
Todos os anos tenho destinado emendas individuais e também indicado
minha emenda de bancada para a Universidade do Estado do RN - Uern. Não é
um pleito da governadora, nem do governo, é um pleito da educação do
Rio Grande do Norte que faço questão de atender. A nossa Universidade
tem quase 50 anos e é um importante instrumento de formação
profissionais da população estadual. No ano passado, conseguimos
empenhar emenda de minha autoria que permitirá a implantação de um novo
campus da Uern na cidade de Apodi. Um investimento da mais alta
importância para toda a região do Vale do Apodi, que todos os dias envia
centenas de estudantes para cursar o ensino superior em Mossoró.
OM: Como o senhor analisa a posição do presidente da Câmara
Municipal, Francisco José Júnior, que migrou para a base aliada do DEM?
FF:
Eu não conversei ainda com o presidente. Eu entendo que ele fez uma
composição multipartidária, fazendo com que ele fosse eleito presidente
da Câmara assim como Henrique que foi eleito presidente com o apoio do
PSDB, do DEM e outros partidos. Fiquei de conversar com ele a respeito.
Acho que a posição dele em relação a Mossoró é de que forma for uma
outra no Estado é diferente.É isso que iremos aguardar. Quero ouvir o
presidente, que já votou em mim duas vezes. Temos um amizade muito
grande, respeito, compreensão, então nos próximos dias estaremos
marcando uma boa conversa.
OM: Para 2014, o seu pai (o vice-governador Robinson Faria) é
cotado para disputar o governo do Estado. Em que estágio está as
articulações?
FF: Estamos num estágio
inicial. A campanha de 2012 terminou. O momento é de movimentações, é
hora de conversar com as bases, formar alianças, se apresentar ao povo
do Estado porque a eleição para governador é circunstâncias. É preciso
estar disciplinado para percorrer o Rio Grande do Norte. Ele é o único
nome entre os cotados que nunca disputou a eleição majoritária,
portanto, é o mais desconhecido entre eles. Eu vejo que ele está no rumo
certo, mas ainda tem muitas articulações e outras coisas que não estão
definidas.
OM: Se o PMDB chegar para a oposição e quiser impor a indicação do candidato ao governo. Como o senhor avaliaria isso?
FF:
Não existe imposição em política. Dessa forma ninguém constrói nada. O
nome imposto a população não aceita. Isso já aconteceu em Natal em
eleições anteriores, já aconteceu no Estado. A classe política já teve
uma aula sobre isso. Nenhum pode deixar de ser cogitado, mas também não
pode ter o nome imposto de cima para baixo que aí pode até ser que o
grupo acate, mas a população não acate. Não acredito nessa imposição até
pelo amadurecimento do PMDB.
OM: O senhor disputará a reeleição em 2014?
FF:
Sou deputado federal e quero continuar deputado federal. Tenho dezenas
de projetos tramitando na Câmara e busco a aprovação destes e a
apresentação de muitos outros que venham a garantir a melhoria da
qualidade de vida dos brasileiros. Acredito que estamos conseguindo
cumprir o nosso papel com honra e muita responsabilidade.
Fonte: O mossoroense
Bruno Barreto - Editor de Política

















































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