CLÁUDIA REGINA SERÁ OUVIDA PELA
JUSTIÇA NO PROCESSO QUE APURA
PRÁTICA DE CRIME ELEITORAL
A certeza de inocência que a prefeita de Mossoró, Claudia Regina, do
DEM, já demonstrou em entrevista ao Jornal de Hoje e em nota de
esclarecimento enviada aos eleitores mossoroenses, quando foi cassada
por abuso de poder político e econômico nas eleições de outubro, vai ter
que ser novamente utilizada nesta sexta-feira. Desta vez, porém, o
futuro político dela pode depender disso. Afinal, ela vai se explicar
para a Justiça Eleitoral, na primeira audiência de instrução do recurso
contra a expedição do diploma que tramita no Tribunal Regional Eleitoral
(TRE).
A audiência vai ser realizada na 34ª zona eleitoral e as explicações
de Cláudia Regina, do vice-prefeito, Wellington Filho (PMDB), e de
algumas testemunhas arroladas por eles, serão dadas a juíza eleitoral
Ana Clarisse – que está substituindo Pedro Cordeiro na zona. Caso não
demonstre tanta segurança, Cláudia Regina poderá dar um grande passo em
direção a sua cassação, mas desta vez no TRE, o que já a tornaria
automaticamente inelegível por oito anos. O processo pede também a
realização de uma nova eleição tão logo o processo seja julgado.
“O processo é do TRE, mas pedi para que a juíza realizasse a
audiência de instrução lá em Mossoró para coletar as explicações deles e
dar continuidade ao processo”, afirmou o juiz eleitoral Verlano
Medeiros, do Tribunal Regional Eleitoral, que relata o processo na Corte
Eleitoral.
Segundo Medeiros, por sinal, neste primeiro momento a governadora
Rosalba Ciarlini, que foi incluída na ação, não será ouvida. Ela é
acusada de usar a máquina pública estadual para favorecer a sua
candidata, Cláudia Regina, no pleito eleitoral de Mossoró. Além de
promessas, a gestora estadual também teria “manipulado a mídia” local
para que ela incentivasse o nome Democrata.
É importante lembrar que esse processo que tramita no TRE é
semelhante ao que causou a cassação de Claudia Regina e Wellington Filho
na 33ª zona eleitoral, em sentença proferida pelo juiz Herval Sampaio
em março. Em abril e maio, porém, em substituição a Sampaio, o juiz
eleitoral Pedro Cordeiro anulou a condenação pelo fato de Rosalba não
ter sido incluída no processo.
Quando foi condenada, porém, Cláudia Regina demonstrou bastante
segurança e garantiu ser inocente. Segundo ela, a condenação havia sido
proferida de maneira irregular, porque ela não tinha tido possibilidade
de se defender e o povo que votou nela sabia de sua inocência no
processo.
Porém, além da denúncia do crime eleitoral, que foi feita nesse caso
pela coligação de Larissa Rosado, do PSB, adversária derrotada por
Cláudia Regina no pleito de outubro passado, no Tribunal Regional
Eleitoral há também outro recurso contra a expedição do diploma pelo
Ministério Público Eleitoral (MPE), que contempla os indícios de outras
irregularidades, como compra de voto e falhas na prestação de contas.
E, conforme mostrou O Jornal de Hoje na semana passada, foi
demonstrada a aproximação entre Cláudia Regina e o empresário
mossoroense Edvaldo Fagundes, que teve R$ 212 milhões em bens de suas
empresas bloqueados por sonegação fiscal. Fagundes foi um dos principais
doadores da campanha Democrata e fez isso tanto de forma lícita, como
está descrito na prestação de contas dela (cerca de R$ 500 mil), como de
forma ilícita, segundo apontou o Ministério Público Eleitoral, por meio
da promotora de Justiça, Ana Ximenes.
Segundo ela, de doação irregular na campanha de Cláudia Regina há
mais de R$ 2 milhões não declarados pela coligação, o que representa um
crime eleitoral e ensejaria o pedido de cassação, realização de uma nova
eleição e inelegibilidade por oito anos, conforme pediu o MPE na ação.
Fonte: Jornal de Hoje

















































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