MOSSORÓ: DATAS IMPORTANTES
151 - 15.12.1916
O
Farmacêutico Jerônimo Rosado tem suas atividades voltadas para a exploração
de gipsita no sitio Tapuyo, localizado em São Sebastião
(hoje Governador Dix-sept Rosado).
Tendo colhido apreciável quantidade de pedras, tentou com êxito a
colocação das mesmas em Fortaleza. Iniciava assim a expansão das
jazidas de gesso do município, como pioneiro da industria. A gipsita de Mossoró foi descoberta pelo
naturalista e médico francês Louis Jacques Brunet, em 1853, cujo nome foi
dado pela municipalidade a um logradouro do bairro Santa Luzia. Já em 1877, Manoel Ferreira Nobre, no seu
livro ˜Breves Noticias˝, dizia que o Capitão Miguel Viana, escultor regional,
˜empregou-o vantajosamente em seus aperfeiçoados trabalhos˝.
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152 - 30.12.1916
Banquete
político realizado na residência do Presidente da Intendência Tenente Coronel
Francisco Vicente da Cunha Mota, de
congraçamento das maiores forças situacionistas e de oposição na política
mossoroense. Fato histórico de grande
significação, quando o Cel. Cunha da Mota conseguiu unir num mesmo teto, em
meio da maior cordialidade, as representações de partidos políticos do
município, do mesmo participando os chefes Almeida Castro e Bento Praxedes.
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153 - 3.03.1917
Instalação
da Escola Correcional ˜Paulo de Albuquerque˝, iniciativa do Presidente
da Intendência, Farmacêutico Jerônimo Rosado, que tornava o ensino
obrigatório para as pessoas de 7
a 18 anos de idade, além de multas a patrões que não
mandassem seus empregados à escola. O
referido estabelecimento de ensino primário funcionou num salão da rua
Almeida Castro, com grande freqüência de empregados do comércio,
trabalhadores e operários que ali recebiam ensinamentos de leitura e escrita,
alem de noções gramaticais e aritméticas. Foram seus professores, contratados
pela Intendência, os Srs. Sebastião Magi de Oliveira e Silvério de Souza
Noronha.
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154 - 25.05.1917
Inauguração
das novas instalações da firma Tertuliano Fernandes & Cia., à rua
Cel. Gurgel e avenida Cunha da Mota, com afixação em seu escritório , do
retrato do sócio falecido – Raimundo Nonato Fernandes. Falaram na oportunidade, o Dr. Felipe
Guerra, Juiz de Direito da Comarca e o Dr. Rafael Fernandes Gurjão,
interessado da referida firma exportadora.
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155 - 26.05.1917
Falece Alfredo
de Souza Melo, jornalista e orador fluente, comerciante de artigos de
exportação e uma das luzes da Loja Maçônica ˜24 de Junho˝, onde ocupou a
oratória e tem seu nome dado à biblioteca daquela sociedade
filantrópica. Filho do
português-mossoroense José Damião de Souza Melo, herdou seus dotes
intelectuais e jornalísticos, formando com João da Escóssia e Antonio Gomes
de Arruda Barreto, o triunvirato da imprensa esclarecedora no reaparecimento
de O MOSSORENSE a 12 de junho de 1902.
Exerceu o magistério como professor do Colégio Sete de Setembro e
Santa Luzia, lecionando a língua inglesa, que falava com vasto
conhecimento. Era casado com D. Maria
Faria de Souza Melo, exímia pianista e jornalista, colaboradora daquele
jornal, na tradução de contos ingleses com o pseudônimo de Mercedes Marvel. Alfredo de Souza Melo faleceu em Mossoró,
sendo, quando jovem, um fervoroso adepto do movimento abolicionista de 1883.
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156 - 28.05.1917
A firma F.
Borges de Andrade & Cia.., promove a solene inauguração de uma fábrica
de óleo a que deu o nome de Santa Madalena. Após a benção das instalações pelo Padre
Manoel Barreto, vigário de Mossoró, houve troca de brindes entre os
participantes, falando no ato, além daquele eclesiástico, o industrial
Francisco Borges de Andrade, principal
chefe da organização que se descortinava para o comércio da cidade. A cerimônia teve a presença de autoridades
municipais, grande massa popular, além de uma Banda de Música que executou
varias partituras.
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157 - 18.10.1917
Falece o Capitão Abílio Fernandes Gurjão,
ex-comerciante e proprietário em Mossoró. Era natural de Pau dos Ferros, dali
vindo para Mossoró, onde se estabeleceu associado a Luiz Colombo Ferreira
Pinto com comércio de ferragens e louças.
Era pai do Dr. Rafael Fernandes Gurjão, ex-Governador do Estado.
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158 - 02.06.1918
Com a
idade de 84 anos, falece na Vila Justa (depois Palácio Episcopal),
residência de sua filha, a veneranda Maria
Idalina da Costa, (Mariquinha Nogueira), viúva do comerciante Joaquim
Nogueira da Costa. D. Mariquinha
residiu desde a época de seu matrimonio no prédio de sua propriedade à praça
da Redenção (depois ocupado pela vice-Prefeitura e várias secretarias do
governo municipal). Foi em vida uma
dama de grande atuação nos círculos sociais de Mossoró, muito cooperando no
movimento abolicionista dos escravos de 1883.
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Enviado por Steverson Aquino

















































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