quarta-feira, 13 de junho de 2012



MOSSORÓ: DATAS IMPORTANTES



151 - 15.12.1916

O Farmacêutico Jerônimo Rosado tem suas atividades voltadas para a exploração de gipsita no sitio Tapuyo, localizado em São Sebastião (hoje Governador Dix-sept Rosado).  Tendo colhido apreciável quantidade de pedras, tentou com êxito a colocação das mesmas em Fortaleza. Iniciava assim a expansão das jazidas de gesso do município, como pioneiro da industria.  A gipsita de Mossoró foi descoberta pelo naturalista e médico francês Louis Jacques Brunet, em 1853, cujo nome foi dado pela municipalidade a um logradouro do bairro Santa Luzia.  Já em 1877, Manoel Ferreira Nobre, no seu livro ˜Breves Noticias˝, dizia que o Capitão Miguel Viana, escultor regional, ˜empregou-o vantajosamente em seus aperfeiçoados trabalhos˝.

152 - 30.12.1916

Banquete político realizado na residência do Presidente da Intendência Tenente Coronel Francisco Vicente da Cunha Mota, de congraçamento das maiores forças situacionistas e de oposição na política mossoroense.  Fato histórico de grande significação, quando o Cel. Cunha da Mota conseguiu unir num mesmo teto, em meio da maior cordialidade, as representações de partidos políticos do município, do mesmo participando os chefes Almeida Castro e Bento Praxedes.

153 - 3.03.1917

Instalação da Escola Correcional ˜Paulo de Albuquerque˝, iniciativa do Presidente da Intendência, Farmacêutico Jerônimo Rosado, que tornava o ensino obrigatório para as pessoas de 7 a 18 anos de idade, além de multas a patrões que não mandassem seus empregados à escola.  O referido estabelecimento de ensino primário funcionou num salão da rua Almeida Castro, com grande freqüência de empregados do comércio, trabalhadores e operários que ali recebiam ensinamentos de leitura e escrita, alem de noções gramaticais e aritméticas. Foram seus professores, contratados pela Intendência, os Srs. Sebastião Magi de Oliveira e Silvério de Souza Noronha.

154 - 25.05.1917

Inauguração das novas instalações da firma Tertuliano Fernandes & Cia., à rua Cel. Gurgel e avenida Cunha da Mota, com afixação em seu escritório , do retrato do sócio falecido – Raimundo Nonato Fernandes.  Falaram na oportunidade, o Dr. Felipe Guerra, Juiz de Direito da Comarca e o Dr. Rafael Fernandes Gurjão, interessado da referida firma exportadora.

155 - 26.05.1917

Falece Alfredo de Souza Melo, jornalista e orador fluente, comerciante de artigos de exportação e uma das luzes da Loja Maçônica ˜24 de Junho˝, onde ocupou a oratória e tem seu nome dado à biblioteca daquela sociedade filantrópica.  Filho do português-mossoroense José Damião de Souza Melo, herdou seus dotes intelectuais e jornalísticos, formando com João da Escóssia e Antonio Gomes de Arruda Barreto, o triunvirato da imprensa esclarecedora no reaparecimento de O MOSSORENSE a 12 de junho de 1902.   Exerceu o magistério como professor do Colégio Sete de Setembro e Santa Luzia, lecionando a língua inglesa, que falava com vasto conhecimento.  Era casado com D. Maria Faria de Souza Melo, exímia pianista e jornalista, colaboradora daquele jornal, na tradução de contos ingleses com o pseudônimo de Mercedes Marvel.    Alfredo de Souza Melo faleceu em Mossoró, sendo, quando jovem, um fervoroso adepto do movimento abolicionista de 1883.

156 - 28.05.1917

A firma F. Borges de Andrade & Cia.., promove a solene inauguração de uma fábrica de óleo a que deu o nome de Santa Madalena.  Após a benção das instalações pelo Padre Manoel Barreto, vigário de Mossoró, houve troca de brindes entre os participantes, falando no ato, além daquele eclesiástico, o industrial Francisco Borges  de Andrade, principal chefe da organização que se descortinava para o  comércio da cidade.  A cerimônia teve a presença de autoridades municipais, grande massa popular, além de uma Banda de Música que executou varias partituras.

157 - 18.10.1917

Falece o Capitão Abílio Fernandes Gurjão, ex-comerciante e proprietário em Mossoró. Era natural de Pau dos Ferros, dali vindo para Mossoró, onde se estabeleceu associado a Luiz Colombo Ferreira Pinto com comércio de ferragens e louças.  Era pai do Dr. Rafael Fernandes Gurjão, ex-Governador do Estado.

158 - 02.06.1918

Com a idade de 84 anos, falece na Vila Justa (depois Palácio Episcopal), residência  de sua filha, a veneranda Maria Idalina da Costa, (Mariquinha Nogueira), viúva do comerciante Joaquim Nogueira da Costa.  D. Mariquinha residiu desde a época de seu matrimonio no prédio de sua propriedade à praça da Redenção (depois ocupado pela vice-Prefeitura e várias secretarias do governo municipal).  Foi em vida uma dama de grande atuação nos círculos sociais de Mossoró, muito cooperando no movimento abolicionista dos escravos de 1883.

Enviado por Steverson Aquino


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