domingo, 10 de abril de 2011

POR ALEKSANDRE SARAIVA DANTAS*


O QUE NOS SOBROU 
 

 Depois de 8 anos de administração de Rosalba e 6 anos de administração de Fafá, o que nos sobrou foi uma cidade dominada pelo medo.

Mossoró tem tudo para ser uma cidade modelo: recursos naturais, posição geográfica estratégica entre duas capitais, uma população guerreira que não tem medo do trabalho, várias universidades públicas e privadas etc.

Porém, a riqueza produzida pelo povo mossoroense e a montanha de dinheiro arrecadada pela Prefeitura Municipal de Mossoró não se convertem em direitos essenciais para a sua população.

 Saúde e educação de qualidade, apenas para aqueles que podem pagar.

Quanto a questão da segurança, vivemos uma verdadeira guerra civil, onde marginais invadem residências, roubam e matam de dia e de noite sem que nada lhes aconteça.

Os poucos que são capturados, rapidamente voltam às ruas para continuar aterrorizando a população.

Povo de Mossoró, já passou da hora de mudar essa realidade.

2012 vem aí. 
 
Já está na hora de a população de Mossoró dar uma resposta aos "gestores" que, há décadas, se revezam no comando da nossa cidade e que se mostraram incapazes de lhe dar  a dignidade e o repeito que ela merece.
 
* Aleksandres é um amante do conhecimento, da vida, da família e da profissão docente.

3 comentários :

Unknown disse...

Carlos
É com tristeza que nós, nativos ausentes e amantes de Mossoró, somos informados desta situação. É fato que a terrinha agora tem jeito de cidade, em muitos aspectos, o que nos enche de orgulho. É certo, tambem, que muitos dos problemas que hoje a população enfrenta é comum nas cidades que passam pela transformação que Mossoró vem passando, o que não justifica a continuidade dos mesmos. É o preço que não devia existir, mas é cobrado. Outros problemas, por demais conhecidos, são crônicos em todos os recantos do país, o que não isenta as autoridades locais da, pelo menos, busca de soluções. Para isto foram investidos nos cargos.
Por fim, quero parabenizar pelas críticas no que elas tem de construtivas por serem a essência das transformações no mundo democrático.
Um abraço

Levi Barros

Rui Nascimento disse...

Até o ano passado alguns órgãos de comunicação ligados ao atual governo e à prefeitura, desciam o porrete de Jucá (como dizia Canindé Queiróz), sem dó nem piedade no governo anterior e uma das áreas mais atacadas era justamente segurança pública. Hoje, passados mais de cem dias do novo governo, talvez seja exagero cobrar mudanças radicais no sistema, mas a verdade é que após esse tempo, as coisas pioraram e muito no que se refere à violência, principalmente nesta “província” querida, terra da governadora, pois se a coisa estava feia no passado, o que dizer agora que chegou a esta situação? Não chegamos sequer à metade do ano e já estamos com mais da metade dos homicídios registrados em 2010, sem contar com os assaltos, furtos, roubos, que acontecem diuturnamente, sem que as pessoas saibam mais o que fazer para se livrar de tanta violência. Pergunta-se: e aí, o que dizer de tamanho descalabro? Vamos ficar somente culpando o governo passado pela violência presente no nosso dia a dia, pra não dizer na nossa hora a hora? Até quando perdurará tal situação?

Zé Antão disse...

Jornalista, sou natalense, e alguns dias li que Mossoró seria uma metrópolis do futuro (Veja), fiquei muito contente, sinceramente, mais esta realidade chegou antes do tempo nos indices de homicídio, são de metrópolis, como diz Carlos Santos podre Mossoró.
José Nascimento