quarta-feira, 6 de abril de 2011



 PODER E MIDIA


Segundo o vereador presidente da Câmara Municipal de Mossoró, Francisco José Júnior, o motivo pelo qual o poder legislativo local ser mal avaliado (desacreditado), seria a falta de comunicação.

Diante dessa grande descoberta de estraordinário valor - técnico, organizacional e administrativo - o jovem vereador presidente, acha que investindo pesado na midia, vai  resgatar ou reverter a péssima imagem que os munícipes tem da nossa  Câmara Municipal.

Antes de mais nada, aconselharia ao nobre vereador, que procurasse no Orçamento Geral do Município (OGM), qual o valor/dotação, disponibilizado para comunicação e dimensionasse o seu retorno positivo para a imagem e radiografia da administração "Mossoró da Gente!?".

O investimento em comunicação, deve obrigatoriamente ser precedido de um Plano de Marketing e por um Projeto de Redimensionamento que venha  modernizar a casa, valorizar o capital humana existente e que aponte para correção de distorções históricas.

Como já afirmei em outras postagens, não é simplesmente com  vontade, prestação de contas, transmissão de sessões por TV e outros apetrechos, que se muda o conceito de um poder, dotando-o de credibilidade, respeito e confiabilidade.

O primeiro passo para que os munícipes passem a acreditar na nossa Câmara Municipal - é que a mesma tenha plena e real consciência - que executivo e legislativo são poderes independentes: o poder executivo é exercido pelo prefeito e vice-prefeito, auxiliados pelos secretários do município. Já o poder legislativo é exercido em toda sua plenitude pelos senhores vereadores.

A Câmara não é um setor ou departamento da prefeitura, na verdade, é um poder que tem o seu Regimento Interno, tendo seus funcionários, equipamentos e recurso próprio, previsto no Orçamento Anual do Município

O segundo e mais importante passo, para se firmar enquanto poder , é: resgatar a credibilidade dos seus componentes - e isso obrigatoriamente - tem quer ser feito em consonância com os anseios da sociedade, coibindo os abusos do executivo (que no caso especifico de Mossoró, são muitos), simplificando a vida da população (eliminando o excesso de leis, homenagens, comendas, títulos e atos normativos), tornando mais ágil e transparente o processo legislativo, e mostrando sempre sintonia entre a vontade dos representados (o cidadão) e a ação dos representantes, no caso, os senhores vereadores.


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