domingo, 7 de março de 2010

RESULTADO DO CONCURSO "MULHER, FEMININISMO E POESIA"


A Marcha Mundial das Mulheres e a Uern divulgou as três poesias classificadas no certame


A Marcha Mundial das Mulheres e a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) divulgaram o resultado do concurso “Mulher, Feminismo e Poesia”, que teve temática livre e inscrição de 17 textos. Segundo a militante, estudante e uma das organizadoras do certame, Adriana Vieira, as poesias inscritas demonstraram alto nível das participantes. “Devido essa característica, a escolha das vencedoras foi bastante difícil para a comissão julgadora, inclusive tivemos um empate no primeiro lugar”, destaca.


O primeiro lugar do concurso ficou com as poesias “Poema à Mulher” e “Maria”, seguidas de “Ao Cair da Chuva”. A outra poesia classificada foi “Faz de Conta!”.


Conforme o edital, a premiação varia de acordo com a classificação da poesia. Assim, a primeira colocada irá receber R$ 150,00 (em livros); a segunda receberá R$ 100,00 (em livros); e a poesia que ficou em terceiro lugar receberá R$ 50,00 (em livros). Todas as três receberão ainda uma homenagem da Marcha Mundial das Mulheres.


Adriana Vieira explica que a quantia correspondente à premiação será entregue em forma de crédito na Poty Livros. “Nós iremos deixar esse valor como crédito na livraria e a candidata classificada vai adquirir os livros que quiser até atingir o valor do prêmio ganho”.


O concurso “Mulher, Feminismo e Poesia” tinha como objetivos revelar talentos e incentivar a participação de estudantes universitárias nessa arte literária e também foi uma forma de homenagem às mulheres pelo Centenário do Dia Internacional das Mulheres. Além disso, o certame pretendia dar visibilidade à Terceira Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres que é realizada na próxima semana em São Paulo.


A solenidade para anúncio das vencedoras e entrega da premiação ocorreu ontem à noite, no Auditório da Faculdade de Letras, no Campus Central.


Confira poesias vencedoras:


Poema à Mulher

Mulher, feminismo e poesia,

A tríade do amor e da harmonia.

Quem nessa tríade adversa ama e confia

Busca ou tenta encontrar sabedoria

Para entender as causas sociais

Que geram desconforto ou tirania

A este ser de frágil aparência

Que desafia o forte da ciência

Na arte do saber ser e viver

Na mulher não tem se senão a companhia

Da altivez autônoma a que chamam rebeldia,

Que fere o homem que se sente inferior

Por não saber somar esta iguaria

Às que se encontram em seu interior.

No feminismo, que é orla consagrada

Cantando aos quatro ventos em poesia

Temos as leis morais regimentadas

Para barrar na sociedade a tirania

Que se alastra inveterada e fria

No íntimo de quem sufoca o que irradia

No seio essa condição única e bravia

Do ser mulher, esposa e companheira:

Dar Luz à luz do mundo: ser videira.

E da poesia, que mais querem saber,

Se ela é porta-voz da melodia

Que canta ao universo, em sintonia,

A voz dos solfejam a mulher?

Que mais se pode cantar para encantar

Da mulher, do feminismo em poesia?

Diversificada em Versos

Poesia classificada em 1° lugar no concurso “Mulher, Feminismo e Poesia”



Maria

Tua presença, ó Maria,

Traz-me a essência da brisa

Brisa que me acaricia

Nas horas difíceis da vida

É o teu sim que me aquece

Nos momentos de agonia.

És tu que me ensina a prece:

Quem ama em Cristo confia.

És do meu viver o encanto

A causa do meu sorriso.

Conforto para o meu pranto

Em teu meigo olhar diviso.

Na ave que voa no céu,

Nos mistérios da patena,

No pecador mais cruel

Vejo tua face serena.

Teu nome me dá coragem,

Teu modo de ser me irradia.

Até, das árvores, a folhagem,

Feliz sussurra: MARIA!!!

Diversificada em Versos

Poesia classificada em 1° lugar no concurso “Mulher, Feminismo e Poesia”



Ao Cair da Chuva

Splash! O primeiro cai ao chão.

Logo os outros o acompanham silenciosamente

Ping. Ping. Ping.

Pessoas correm apressadas

Crianças brincam, pulam e dançam,

Bailando ao som da música que se forma.

Ping. Ping. Ping.

Poças d’água se formam

Ruas e avenidas desertas

Alguém olha pela janela o espetáculo.

Ping. Ping. Ping

Continuam caindo

Agora com mais força.

A água aumenta e a rua torna-se um pequeno oceano.

Ping! Ping! Ping!

Logo não se vê mais nada.

Carros se transformam em barcos

Flutuando com a corrente

Pessoas presas em suas casas, agora ilhas.

Ping. Ping. Ping.

Em algum outro lugar

Alguém agradece aos céus.

A sede se aplaca

A plantação renascerá mais uma vez.

Ping. Ping. Ping.

A água escorre.

Dualidade, faces de uma moeda

Traz e leva

Enchente, dor, sofrimento, morte

Vida, alegria, recomeço, esperança.

Abranda-se.

É chegado o término.

Chuva que alaga

Chuva que carrega impurezas

Chuva que traz o fim

Chuva que renasce

Chuva que lava a alma.

Vinólia Fernandes

Poesia classificada em 2º lugar do concurso “Mulher, Feminismo e Poesia”



Faz de Conta

Faz de conta que sou guerreira e não prisioneira de tantos medos

Que não me importo com você

Que as torres que ergui continuam de pé

E que não sufoquei em meu próprio desgosto

Faz de conta que nunca temi o erro e que tudo vai acabar bem

Que sei a direção certa a se tomar

Que tenho as palavras certas para dizer

E que há troféus em minha estante

Faz de conta que nem tudo se perdeu e que as feridas cicatrizaram

Que ainda há escolhas para fazer

Que não vou ter que morrer sozinha

Porque você vai voltar...

Alice Cobain

Poesia classificada em 3º lugar do concurso “Mulher, Feminismo e Poesia”

Fonte: Assessoria de Imprensa - Leilane Andrade



Um comentário :

Anônimo disse...

Obrigado por intiresnuyu iformatsiyu