
A Marcha Mundial das Mulheres e a Uern divulgou as três poesias classificadas no certame
A Marcha Mundial das Mulheres e a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) divulgaram o resultado do concurso “Mulher, Feminismo e Poesia”, que teve temática livre e inscrição de 17 textos. Segundo a militante, estudante e uma das organizadoras do certame, Adriana Vieira, as poesias inscritas demonstraram alto nível das participantes. “Devido essa característica, a escolha das vencedoras foi bastante difícil para a comissão julgadora, inclusive tivemos um empate no primeiro lugar”, destaca.
O primeiro lugar do concurso ficou com as poesias “Poema à Mulher” e “Maria”, seguidas de “Ao Cair da Chuva”. A outra poesia classificada foi “Faz de Conta!”.
Conforme o edital, a premiação varia de acordo com a classificação da poesia. Assim, a primeira colocada irá receber R$ 150,00 (em livros); a segunda receberá R$ 100,00 (em livros); e a poesia que ficou em terceiro lugar receberá R$ 50,00 (em livros). Todas as três receberão ainda uma homenagem da Marcha Mundial das Mulheres.
Adriana Vieira explica que a quantia correspondente à premiação será entregue em forma de crédito na Poty Livros. “Nós iremos deixar esse valor como crédito na livraria e a candidata classificada vai adquirir os livros que quiser até atingir o valor do prêmio ganho”.
O concurso “Mulher, Feminismo e Poesia” tinha como objetivos revelar talentos e incentivar a participação de estudantes universitárias nessa arte literária e também foi uma forma de homenagem às mulheres pelo Centenário do Dia Internacional das Mulheres. Além disso, o certame pretendia dar visibilidade à Terceira Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres que é realizada na próxima semana em São Paulo.
A solenidade para anúncio das vencedoras e entrega da premiação ocorreu ontem à noite, no Auditório da Faculdade de Letras, no Campus Central.
Confira poesias vencedoras:
Poema à Mulher
Mulher, feminismo e poesia,
A tríade do amor e da harmonia.
Quem nessa tríade adversa ama e confia
Busca ou tenta encontrar sabedoria
Para entender as causas sociais
Que geram desconforto ou tirania
A este ser de frágil aparência
Que desafia o forte da ciência
Na arte do saber ser e viver
Na mulher não tem se senão a companhia
Da altivez autônoma a que chamam rebeldia,
Que fere o homem que se sente inferior
Por não saber somar esta iguaria
Às que se encontram em seu interior.
No feminismo, que é orla consagrada
Cantando aos quatro ventos em poesia
Temos as leis morais regimentadas
Para barrar na sociedade a tirania
Que se alastra inveterada e fria
No íntimo de quem sufoca o que irradia
No seio essa condição única e bravia
Do ser mulher, esposa e companheira:
Dar Luz à luz do mundo: ser videira.
E da poesia, que mais querem saber,
Se ela é porta-voz da melodia
Que canta ao universo, em sintonia,
A voz dos solfejam a mulher?
Que mais se pode cantar para encantar
Da mulher, do feminismo em poesia?
Diversificada em Versos
Poesia classificada em 1° lugar no concurso “Mulher, Feminismo e Poesia”
Maria
Tua presença, ó Maria,
Traz-me a essência da brisa
Brisa que me acaricia
Nas horas difíceis da vida
É o teu sim que me aquece
Nos momentos de agonia.
És tu que me ensina a prece:
Quem ama em Cristo confia.
És do meu viver o encanto
A causa do meu sorriso.
Conforto para o meu pranto
Em teu meigo olhar diviso.
Na ave que voa no céu,
Nos mistérios da patena,
No pecador mais cruel
Vejo tua face serena.
Teu nome me dá coragem,
Teu modo de ser me irradia.
Até, das árvores, a folhagem,
Feliz sussurra: MARIA!!!
Diversificada em Versos
Poesia classificada em 1° lugar no concurso “Mulher, Feminismo e Poesia”
Ao Cair da Chuva
Splash! O primeiro cai ao chão.
Logo os outros o acompanham silenciosamente
Ping. Ping. Ping.
Pessoas correm apressadas
Crianças brincam, pulam e dançam,
Bailando ao som da música que se forma.
Ping. Ping. Ping.
Poças d’água se formam
Ruas e avenidas desertas
Alguém olha pela janela o espetáculo.
Ping. Ping. Ping
Continuam caindo
Agora com mais força.
A água aumenta e a rua torna-se um pequeno oceano.
Ping! Ping! Ping!
Logo não se vê mais nada.
Carros se transformam em barcos
Flutuando com a corrente
Pessoas presas em suas casas, agora ilhas.
Ping. Ping. Ping.
Em algum outro lugar
Alguém agradece aos céus.
A sede se aplaca
A plantação renascerá mais uma vez.
Ping. Ping. Ping.
A água escorre.
Dualidade, faces de uma moeda
Traz e leva
Enchente, dor, sofrimento, morte
Vida, alegria, recomeço, esperança.
Abranda-se.
É chegado o término.
Chuva que alaga
Chuva que carrega impurezas
Chuva que traz o fim
Chuva que renasce
Chuva que lava a alma.
Vinólia Fernandes
Poesia classificada em 2º lugar do concurso “Mulher, Feminismo e Poesia”
Faz de Conta
Faz de conta que sou guerreira e não prisioneira de tantos medos
Que não me importo com você
Que as torres que ergui continuam de pé
E que não sufoquei em meu próprio desgosto
Faz de conta que nunca temi o erro e que tudo vai acabar bem
Que sei a direção certa a se tomar
Que tenho as palavras certas para dizer
E que há troféus em minha estante
Faz de conta que nem tudo se perdeu e que as feridas cicatrizaram
Que ainda há escolhas para fazer
Que não vou ter que morrer sozinha
Porque você vai voltar...
Alice Cobain
Poesia classificada em 3º lugar do concurso “Mulher, Feminismo e Poesia”
Fonte: Assessoria de Imprensa - Leilane Andrade
















































Um comentário :
Obrigado por intiresnuyu iformatsiyu
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