PARA GUARDAR E COBRAR
DISCURSO DE POSSE DE ROBINSON FARIA
“Brasileiros do Rio Grande do Norte,
Neste momento, a minha vida se confunde com
a força de todas as minhas emoções. E lanço ao passado um olhar na
busca do que aprendi na escola da vida, “onde não há férias”. Com a
humildade de perceber que o maior aprendizado ainda está por vir,
pedindo matrícula ao futuro. O presente é o desafio, numa hora em que a
coragem e a obstinação são companheiras indispensáveis.
Nunca houve na história política do Rio Grande do Norte um candidato a governador tão abastecido de solidão.
Dos líderes consolidados, o conselho à desistência. De alguns,
aliados de outras lutas, a observação deselegante de que a melhor
decisão seria a fuga.
Ou então, na melhor das hipóteses, a composição servil, compondo
chapa na arrumação de um acordo conveniente à manutenção dos mesmos
mandatários, historicamente estabelecidos na comodidade e força do
poder.
Amparado no afeto da minha família, na memória do meu pai, na colaboração dos meus fiéis aliados, amotivação que me sustenta é ser um instrumento da melhoria de vida
do povo potiguar. O generoso sofrido povo, que se revestiu de esperança
e me delegou a maravilhosa missão de conduzir seu destino nos próximos
anos.
Ao dizer na campanha que ser o melhor governador da história do Rio
Grande do Norte era minha motivação, não havia nem há nessa afirmativa
qualquer sentido de presunção ou vaidade pessoal.
É a motivação que me obriga a colocar-me a serviço do povo. A ele
como objeto mais que principal, pois único, a justificar essa motivação.
Mais do que o líder escolhido livremente pela vontade soberana dos potiguares, invisto-me da condição de servo do meu povo.
E é em nome dele, por ele e para ele que governarei o Rio Grande do
Norte. Condição que me leva às fontes onde colhemos os conceitos de
Democracia.
Venho de oito embates eleitorais, ainda não conheci, graças a Deus, o amargor da derrota.
Mesmo tendo sido preterido em várias tentativas de me expor à apreciação popular.
Não posso considerar derrotas as decisões de cúpula ou de interesse
que me excluíram das disputas a que sempre me dispus, e em todas elas
sempre movido pelo interesse público.
Porém, essa vitória que me trouxe à beleza e a magia deste momento
não tem comparação. Ela é Ímpar em todos os ângulos. Única, na
grandiosidade dos números e especialíssima nas circunstâncias que formam
os conflitos políticos a sinalizar uma era nova.
Há uma explícita perplexidade a tentar entender o que houve. Ocorre
que o povo de tão facilmente enganado, guarda seus segredos
indecifráveis.
A resposta popular, neste pleito,
que criou este momento, é uma prova desse esconderijo onde o povo
surpreende os que se julgavam proprietários da sua vontade. Descobriram
que possuir o destino não é o mesmo que possuir a vontade, eternamente.
O momento de reconstrução clama por decisões e atos tão urgentes que descartam ambições pessoais, mágoas ou paixões.
De tão óbvios os clamores, escancarados em todos os recantos da
sociedade, que dispensam até a seletiva escolha de prioridades. Vez que
cada um dos setores da vida pública acaba por ser parte da prioridade geral. E a prioridade geral é o bem estar do povo.
Não pode haver educação sem saúde, nem saúde sem segurança, nem segurança sem educação.
De tão ligados, nessa tecedura umbilical,
e de tão urgentes no clamar por soluções imediatas, confundem-se em
utilidade e misturam-se nas fronteiras. São anteriores ao próprio
conceito de prioridade. Urdidura do organismo coletivo.
Cada um desses órgãos, componentes do organismo social, tratado especificamente com sucesso,
ajudará na solução dos problemas que afligem os outros. O tratamento
específico observa o órgão, o cuidado geral visa o organismo.
Na Educação; a implantação efetiva do Plano Nacional de Educação, já
previsto e definido em Lei. Convocar as Universidades, públicas e
privadas, mediante convênios ou outras formas legais, para compor
parcerias permanentes com a gestão estadual.
Elaborar um programa de erradicação definitiva do analfabetismo.
Consolidar a municipalização da educação infantil, apoiando os
Municípios e fiscalizando os resultados.
Implantar no estado o programa “Brasil Profissionalizado”. Lançar e
efetivar o Pronatec estadual. Convocar pais e familiares dos alunos para
participarem das decisões escolares. Dignificar a atividade
professoral, com salários dignos, respeito profissional e preparação
acadêmica.
A situação de sucateamento das escolas não é muito diferente do
quadro semelhante, na saúde. Falta de equipamentos, prédios abandonados
ou caindo, professores desestimulados, alunos sem aulas.
É uma paisagem de estarrecer, exatamente onde se edifica a promoção
humana. O compromisso que assumo, nesta hora, é enfrentar com coragem e
inteligência o desafio de mudar esse cenário.
Na saúde; a recuperação dos hospitais regionais, vinte e cinco
unidades que se encontram hoje entregues ao abandono, completamente
sucateados. Recuperá-los e redefinir os seus perfis.
Criação dos “centros de diagnóstico”, inicialmente em Natal e
Mossoró, com vistas a expandi-los, com o fim de desafogar as outras
unidades hospitalares.
A Construção do tão sonhado Hospital de Traumas, deixando no Walfredo
Gurgel apenas as urgências neurológicas e cardiológicas e o atendimento
de cirurgias eletivas.
É urgente retirar dos corredores a condição degradante de enfermarias
da vergonha. Valorizar e apoiar os servidores da saúde, em todos os
seus níveis.
Estimular e reforçar todas as campanhas preventivas de epidemias, com
recursos e convocação das comunidades, dando o exemplo para colher
credibilidade.
Estabelecimento de metas que evitem as doenças, antes de sua
instalação. Numa ação que integrará um conjunto obreiro, que vai do
saneamento, tratamento de águas e campanhas educativas.
Atender a demanda dos carentes no caso de medicamentos caros,
devidamente comprovada a carência e a prescrição médica. Não esperar
pela judicialização, como ocorre hoje, com bloqueio de recursos e
ocupando a justiça, já bastante ocupada e demandada.
Estimular, com a participação universitária, as pesquisas e as providências profiláticas.
Na Segurança; a implantação da Ronda Cidadã, já testada e confirmada
em vários lugares do mundo. Onde não deu certo, exceção, o insucesso foi
resultado de causas alheias ao espírito do programa. Humanização do
servidor da segurança.
No caso dos militares, corrigir o absurdo de dez anos sem promoção.
Revisão do Estatuto da Polícia Militar. Aparelhamento técnico e humano
da Polícia Civil. Cobrar das polícias, após cuidar dos seus direitos
legítimos, o retorno do seu trabalho e entusiasmo na proteção à
sociedade.
Essa proteção é um direito inarredável do cidadão comum. Haverá, por
parte do governo, uma cobrança diária e exigência hierárquica desse
trabalho, que é dever do poder público.
Estabelecidas as prioridades de emergência, não descuidarei dos
outros núcleos da vida em sociedade. Pois ao lado delas, não menos
importantes, existem as atividades que formam, harmonizam e promovem a
convivência social.
Não há sociedade livre sem cultura, turismo, lazer, esporte, vida
empresarial, atividade comercial, criatividade artística. Tudo tão
intrinsicamente irmanado que se configura impossível estabelecer graus
de importância. São atividades vitais, que terão do meu governo a
presença constante e o apoio permanente.
Declarei, na campanha, que faria um governo eminentemente técnico. Já
cumpri a minha primeira palavra com o povo do Rio Grande do Norte.
Porém, isso não significa desmerecer ou excluir decisões políticas. Pelo
contrário, a técnica só será bem sucedida se alicerçada em decisões
políticas consistentes.
A decisão política diz o que deve ser feito. A ação técnica realiza o
que o tino político decidiu. O povo me delegou o poder-dever da decisão
política e a responsabilidade pelo resultado técnico. É assim que será.
O turismo é fonte de renda em Natal e no interior. A natureza nos deu
de presente o privilégio da paisagem que encanta e o clima que
agasalha. Do mar às serras.
Os dois lados da atividade turística merecem atenção. O turista quer
ser recebido com segurança, afago, acolhimento digno. O comerciante, o
artista, o promotor cultural, são elos indispensáveis, na parceria com a
natureza, para dar ao turista a vontade de voltar.
A Cultura na terra de Cascudo, não pode ficar na dependência da
mendicância eterna. O poder estatal não faz cultura, que é obra do povo,
pelo talento de sua gente, mas pode colaborar dando a essa atividade do
espírito as condições de florescimento.
E aí se incluem o lazer e a diversão. Atividades da natureza artística do homem.
O esporte é o suporte da dignidade física, componente inseparável da
saúde psicossocial. Corpo e mente, a contemplar a dignificação coletiva.
A atividade empresarial, numa terra pobre, precisa de apoios e
incentivos. O governo estará atento às suas legítimas reivindicações no
campo do exercício da vida produtiva e comercial, para que todos colham
os frutos dessa convivência.
Há um velho adágio do Direito Comercial que professa: “Onde existe harmonia, há comércio. Onde há comércio, existe harmonia”.
Darei especial atenção ao estado de penúria em que vive o interior do
Estado. Nas suas diversas regiões, com vocações diferentes e problemas
assemelhados.
O Nordeste não pode mais ser exportador humano para o sudeste. Lá,
não há mais abrigo suficiente nem para os de lá. Até a seca, companheira
dos nossos atropelos, acabou de armar tenda no antigo eldorado.
Havemos, pois, que nos virar com nossos recursos, nossa criatividade e
nossa força humana. Ou como diria o fabulário popular, “nos costurarmos
com nossas próprias linhas”.
Urge convocar interessados e estudiosos para elaborar e executar um
programa eficiente e duradouro de recuperação na vida no campo.
Sem alternativas de sobrevivência, os nascidos nas pequenas
comunidades migram para a periferia da capital, das cidades médias e das
cidades-polos. Num processo de inchaço que cria um ciclo vicioso que
vai do desemprego à marginalidade e daí à violência.
Não há outra saída que não seja dar aos nossos irmãos do campo
condições de vida digna na sua terra de nascimento, e que o resto do
mundo seja apenas objeto de visita e não de fuga.
Ao reverter essa realidade perversa, as consequências do benefício serão sentidas principalmente nas cidades.
Há um sem números de pequenas e localizadas providências que poderão
iniciar a reversão desse problema. Tudo dependerá da vontade política e
do apoio da coletividade. Essa é uma providência com carência de ontem.
Não há desenvolvimento nem progresso econômico sem o fortalecimento
das cadeias produtivas. Apoiar os investidores, garantir segurança
jurídica aos investimentos realizados no estado. Promover e ampliar a
geração de empregos, criando oportunidades concretas de trabalho para os
potiguares. Permitir que eles possam ter um futuro digno para suas
famílias.
Esse é um compromisso que perseguirei com muita coragem e
determinação. Precisamos, dentro de uma grande pactuação e uma corrente
de fraternidade, tirar o Rio Grande do Norte desse estado letárgico em
que se encontra.
Empresários e investidores terão no governador, um parceiro
permanente na busca por um estado economicamente mais forte e
socialmente mais justo.
Com determinação e vontade política, vamos trabalhar de mãos dadas
com os setores produtivos para tornar o nosso Rio Grande do Norte, um
estado realmente competitivo.
Esse governo que ora se inicia terá como marca absoluta a eficiência, a transparência, a solidariedade e o respeito às pessoas.
Um governo humanitário, meu grande sonho, preocupado com os últimos.
Comprometido em atender bem e com qualidade os que mais necessitam do
apoio do Estado.
Ao percorrer o Estado durante a campanha, me deparei com situações
perversas. Como o sofrimento de mães enfrentando com seus filhos nos
braços longas filas por uma lata d`água. Crianças fora da escola,
obrigadas a mendigar para garantir o mínimo de sobrevivência. Ou como a
situação de famílias destroçadas por causa das drogas, abandonadas em
sua própria sorte e sem ter a quem recorrer.
Tudo isso tocou profundamente o meu coração. E me fez, mais uma vez,
jurar a Deus, que eleito Governador, lutarei todos os dias da
administração para devolver a essas pessoas, a dignidade e a perspectiva
de futuro.
Vamos cuidar dos mais necessitados. Cuidar daqueles que por algum
infortúnio, caíram na desgraça das drogas. O crack hoje domina as
cidades e o campo. É preciso combater com firmeza essa situação
degradante.
Buscarei as parcerias necessárias para dotar o estado de centros de
recuperação dos dependentes químicos e de apoio ás suas famílias. Vamos
criar condições para que as empresas possam participar do processo de
reinserção social daquelas pessoas que caíram nas drogas e conseguiram
se livrar desse terrível mal.
Tenho plena consciência de que não resolveremos tudo de uma hora para
outra. Mas, com certeza, vamos estruturar e consolidar os caminhos para
garantir aos nossos irmãos mais carentes e desassistidos, oportunidades
para que possam sonhar com uma vida saudável e, reconstruir com
dignidade as suas famílias.
Faremos grandes obras, não tenho dúvidas. Mas, a obra mais
importante, aquela que me trará satisfação pessoal, será cuidar bem dos
potiguares que clamam pela presença do estado de forma eficiente e
digna.
Santo Agostinho certa vez afirmou que, “Mesmo que já tenha feito uma
longa caminhada, sempre haverá mais um caminho a percorrer”. Essa
mensagem sintetiza o longo trabalho que teremos pela frente na busca por
um estado melhor e mais solidário para com o seu povo.
Uma palavra ao servidor público. Não pode haver boa administração sem
respeito aos que prestam serviços nas atividades meio ou fim da
administração pública. Vamos convoca-los ao diálogo, encontrar saídas,
buscar soluções. Ao tempo em que cobraremos resultados, com vistas ao
atendimento das necessidades dos companheiros do nosso trabalho.
Pretendo realizar um governo no mais rigoroso controle da legalidade.
Não confundo legalidade com burocracia. Os entraves burocráticos podem e
devem ser vencidos dentro da legalidade.
A burocracia não pode ser desculpa para a ineficiência. Ela é o condão da preguiça.
Exigir de um aluno que pede matrícula numa escola o seu currículo escolar é formalidade legal, não é burocracia.
Exigir de um doente, que chega às pressas para ser socorrido num
hospital, os seus documentos antes de socorrê-lo, é burocracia, não é
formalidade legal.
A convivência do meu governo com a Lei será tão natural quanto a legitimidade da investidura do meu mandato.
Aqui mando aos outros poderes, Legislativo e Judiciário, minha
saudação de irmandade. Manteremos relações de independência, harmonia e
tratamento respeitoso.
O Legislativo foi até hoje minha única morada política. Não tenho
dificuldade em afirmar que minha gestão à frente da Assembleia
Legislativa revolucionou as relações daquela casa com a população. Tanto
nas obras de edificação do Poder Legislativo quanto na inovação das
relações do Poder com o povo.
Fiz a Assembleia descer as escadas do Palácio José Augusto em busca
do encontro com o povo. Sem que a Assembleia deixasse de ser a “casa do
povo”, fiz com que as ruas das cidades virassem a moradia da Assembleia.
Este momento é a prova mais cabal de que o sonho é o preparador da
realidade. Tivesse eu desistido do sonho, do encanto da sua beleza, pela
face crua da realidade que me mostravam, este momento não estaria se
consumando.
Sonhei sozinho. Agora, o sonho é da multidão.
Precisei agregar coragem ao sonho. Juntei a essas virtudes, a
determinação, a humildade, a sinceridade, a lealdade, a ousadia que
promovem a superação.
Só um sonhador incurável chegaria onde agora me ponho. Ao lado do povo e ao abrigo do sonho.
Mas tudo isso seria inútil se me faltasse a fé. Sou eminentemente um
homem de fé. Primeiro, em Deus. Depois, no povo do Rio Grande do Norte.
Só assim teci as fibras do sonho e o fiz vestimenta da luta.
Resgatei, na passagem pelos caminhos da campanha, bandeiras
abandonadas. Passei a recolhê-las, lavá-las e devolvê-las ao tremular
dos ventos. Sem distinção dos ranços do passado, recolhi momentos, cores
e virtudes.
Banhei de vermelho a esperança abandonada; pois a paciência do povo, incansável no esperar, não distingue cores.
Prometo um governo austero, transparente, que honre a grandeza da vitória inquestionável.
A nossa decisão é fazer um governo inovador. Não apenas nas medidas
administrativas. Mas nas atitudes do próprio Governador. Renunciarei a
casa do governo. Numa demonstração de que o governador pode morar na sua
própria casa e abrir mão das mordomias.
Vitória tão grandiosa que ainda não mereceu uma explicação sucinta do
seu desfecho. Deixando perplexos cientistas políticos e analistas da
mídia.
Não poderia, num momento como este, deixar de agradecer a quem sempre
esteve comigo e acreditou no meu sonho. E mais do que isso, incentivou,
apoiou e nunca me deixou desistir.
Agradeço em especial a minha esposa Julianne, que com sua
determinação, seu carinho e seu amor, esteve sempre ao meu lado. Principalmente naqueles momentos de indefinições e angústias.
Agradeço também, ao meu filho Fábio Faria. Incansável nessa batalha,
abdicou, em muitos momentos da sua campanha à Deputado Federal para
cuidar da campanha do seu pai.
Ás minhas filhas Natália e Janine que se desdobraram de forma
incansável na campanha, apresentando o meu nome e levando as minhas
propostas ao povo em reuniões e encontros políticos.
Aos meus filhos pequenos, Maria Fernanda, Maria Luiza e Gabriel, que
ainda na sua inocência compreenderam, em muitas ocasiões, a ausência do
pai.
Á minha família, o verdadeiro esteio da minha vida, o meu agradecimento, o meu carinho e o meu amor.
Agradeço também aos meus companheiros de jornada. Ao meu
vice-governador, Fábio Dantas, corajoso, articulador, peça fundamental
em nossa vitória, ao PC do B, ao PT, uma palavra que sai do coração. O
PT que deu de presente ao Rio Grande do Norte e ao Brasil a Senadora
Fátima Bezerra. Meu amigo, Fernando Mineiro que engrandece o
Legislativo.
Não posso deixar de agradecer também aos outros partidos que
compuseram a nossa aliança: ao PP, PEN, PRTB, PTdoB e PTC. Mas quero
aqui agradecer o meu partido, o PSD, que criamos com muita dificuldade.
Vejo aqui o deputado José Dias, o deputado Galeno, o deputado Disson e a
deputada Cristiane Dantas do PCdoB. Ao meu amigo, prefeito de Mossoró,
Francisco José Júnior. Obrigado a você e o povo de Mossoró. Se não fosse
essa parceria eu não seria o Governador do Rio Grande do Norte. Juntos,
levamos a nossa mensagem a todos os recantos do Estado. Juntos,
construímos essa histórica vitória.
Mas eu quero agradecer o partido das pessoas anônimas, as
responsáveis para que eu me tornasse Governador do Rio Grande do Norte
que levantaram comigo as bandeiras da coragem, da persistência e da
superação.
Mas esse momento é também uma jornada de festa. Implantemos na alma o
realismo da lição cristã. A serenidade, paciência, compreensão. Tudo no
estuário da fé.
O sonho me trouxe aqui. A fé me levará ao encontro do destino. Ao me
ajoelhar, num gesto simbólico de uma aliança íntima da minha relação com
Deus, eu me pus ao amparo dos seus desígnios e ao nível de igualdade
com o povo.
Serei incansável na luta pela promoção do desenvolvimento econômico,
social e na construção de uma gestão que traga de volta aos
norte-rio-grandenses, a honra de serem filhos desta terra tão amada.
Me inspiro no ensinamento de São Francisco de Assis quando diz que,
“devemos aceitar com serenidade as coisas que não podemos modificar, ter
coragem para modificar as que podemos e sabedoria para perceber a
diferença”. Afinal, tudo aquilo que se compartilha se multiplica.
Que Deus guarde o governo do povo, a mim confiado por ele, e que essa confiança confirme a beleza do sonho edificado.
Com Deus no coração, fé na alma e muita vontade de acertar, vamos em frente!
Vamos à luta e vamos trabalhar pelo Rio Grande do Norte. Muito obrigado!
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