Por Redação - de Brasília As irmãs que denunciaram o senador Efraim Morais (DEM-PB) à Polícia Federal, Kelriany e Kelly da Silva, vão prestar depoimento à Polícia Federal, no âmbito do processo aberto para as investigações em curso quanto ao desvio de dinheiro público. Elas teriam sido contratadas pelo gabinete do parlamentar como funcionárias fantasmas.
– Nunca imaginei que eu poderia ser uma funcionária fantasma. Nunca me passou pela cabeça – disse Kelly aos jornalistas.
Kelriany e Kelly somente descobriram a trapaça ao verificar que já possuiam contas bancárias abertas em seus nomes e, mensalmente, eram depositados R$ 3,8 mil como salário de funcionárias do gabinete do senador conservador paraibano. Elas lembram de ter assinado procurações entregues a duas amigas para receber uma bolsa de estudos de R$ 100 da Universidade de Brasília. A funcionária do gabinete Mônica da Conceição Bicalho, amiga das estudantes, chegou a afirmar que as duas prestavam serviços ao parlamentar que, supostamente, desconhecia este vínculo.
A denúncia contra Morais saiu da alçada da Polícia Civil para a área federal. O parlamentar, no entanto, nega-se a falar sobre o assunto, mas desgasta ainda mais a imagem do Democratas, após o Escândalo dos Panettones, encabeçado pelo ex-governador José Arruda, em Brasília.
O senador Efraim Morais , no entanto, já foi denunciado há dois anos por suspeita de contratação de funcionários fantasmas. Em 2008, ele precisou demitir seus parentes do gabinete devido a uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em relação ao nepotismo. Naquele mesmo ano, seu nome apareceu nas investigações sobre as fraudes nas licitações do Senado para contratação de empresas terceirizadas, mas foi inocentado.
Falcatruas
Morais, enquanto primeiro-secretário do Senado, assinou portaria preparada pelo ex-diretor-geral da Casa, José Alexandre Lima Gazineo, que beneficiava três servidores com dez meses de adicionais nos salários, por participar de uma comissão especial para analisar “processos da licença para capacitação” dos funcionários. Gazineo e demais integrantes foram escalados para a função em 8 de outubro de 2008. Mas o ato embutiu “efeitos financeiros a partir de 2 de janeiro” de 2007. Mal começou, a tarefa de revisar processos beneficiou o quarteto com 10 meses de adicional nos salários.
Além de Gazineo, outro escolhido para desempenhar as funções foi Alberto Cascais, ex-advogado-geral do Senado, afastado dias antes de suas funções após a elaboração de um parecer que abria brecha para a Casa descumprir a súmula do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu a contratação de parentes (nepotismo) na administração pública. Outra vaga na comissão seria destinada ao diretor do Instituto Legislativo Brasileiro (ILB), centro de capacitação do Senado. Na época do ato assinado por Morais, quem comandava o ILB era Denise Zoghbi, mulher do ex-diretor de Recursos Humanos João Carlos Zoghbi.
Fonte: Correio do Brasil
Enviado por Flaubert
















































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