VASCO, O ÍBIS DE SÃO
JANUÁRIO,VENCE E CAUSA ESPANTO
O epíteto “pior time do mundo” elevou o Íbis Sport Clube, de Recife, à fama internacional.
A ruindade como símbolo tornou-se patente após quatro anos sem vitórias, de 1980 a 1984.
O Íbis apanhava e gostava.
Uma mulher de malandro multiplicada por onze cabeças-de-bagre calçando chuteiras.
Santa Cruz, Sport e Náutico gostavam de estrear centroavantes contra o Íbis.
Goleadas que variavam do 7 ao 14 a zero.
Claro.
Fazer gol contrariava os princípios do Íbis.
No ano passado, uma crise assanhou os poucos e leais torcedores.
O Íbis venceu três partidas na Segundona de Pernambuco e a revolta vinha do alambrado:
“Perde, perde, perde!”.
O Íbis voltou ao normal.
Ao saber da vitória do Vasco sobre o Internacional, uma sensação parecida me invadiu.
” O Vasco venceu? É verdade ou sacanagem?”, perguntei ao colega sofredor.
“Acredite. Foi 3×1″.
Sem que ele soubesse, vasculhei o noticiário esportivo dez vezes para ter certeza.
O Vasco atual é um desastre e toda informação pode soar falsa como um passe de Pedro Ken.
Pedro Ken, camisa 10 do Íbis de São Januário.
Nem chegaria perto de Mauro Shampoo, o da fotografia, que jogou até os 56 anos, para desespero da bola.
Boçal e bicho-grilo perdido nos anos 1970, Mauro Shampoo é dono de um salão de beleza em Recife.
“Mauro Shampoo, camisa 10, cabeleireiro e macho”, repetia, nas entrevistas.
Ganhou até documentário, exibido no Canal Brasil da Sky.
Mauro Shampoo sempre falou na terceira pessoa, como Pelé do bagrismo.
No Vasco, ou sucursal carioca do Íbis, jogaria de titular.
Fonte: Blog do Rubens Lemos

















































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