MOSSORÓ ESTÁ ENTRE AS
100 CIDADES DO PAÍS QUE MAIS
COBRAM IMPOSTOS MUNICIPAIS
Balanço divulgado recentemente pelo Tesouro Nacional coloca Mossoró
entre as 100 cidades do país que mais cobram impostos municipais. De
acordo com os números, os contribuintes da segunda maior cidade do Rio
Grande do Norte pagaram no ano passado em média R$ 221,46, em tributos
como Imposto Sobre Serviço (ISS), Imposto Predial e Territorial Urbano
(IPTU), Imposto de Transmissão de Bens Imóveis Inter-Vivos (ITBI) e
outras taxas.
Os dados apontam que Mossoró tem a maior carga
tributária do interior do Nordeste, ficando à frente de cidades com mais
que o dobro de sua população, como Feira de Santana, na Bahia,
município com 568 mil habitantes, onde a população pagou em média R$
174,17 de impostos em 2012.
A cidade cobra ainda mais impostos até
que capitais como Teresina, capital do Piauí, com 830 mil habitantes, e
contribuição média de R$ 203,58 em 2012; e em Rio Branco, capital do
Acre, com 348 mil habitantes, cujo valor médio pago em tributos
municipais no ano passado foi de R$ 155,33.
De acordo com o
economista Carlos Escóssia, professor do Departamento de Ciências
Econômicas da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), a
alta carga tributária municipal reflete a falta de planejamento do Poder
Executivo em relação aos impostos cobrados à população. "Há uma falta
de planejamento financeiro por parte da Prefeitura nesse sentido, o que
contribui para essa abusiva cobrança de impostos municipais", enfatiza.
O
especialista ainda afirma que o resultado apontado pelo Tesouro
Nacional também é reflexo da falta de fiscalização da Câmara Municipal
de Mossoró (CMM), que tem como uma de suas atribuições fazer esse
acompanhamento. "O Poder Legislativo precisa fiscalizar mais
incisivamente o Executivo, essa é sua função. Impostos altos prejudicam a
população, isso é fato", destaca.
Além dos prejuízos à população, a
carga tributária também amedronta a instalação de empresas na cidade,
conforme explica Carlos Escóssia. "Com os altos impostos as empresas
acabam se afastando da cidade, ficam amedrontadas, assustadas com os
tributos elevados. Sem falar que a população paga impostos, e não tem o
retorno esperado em serviços essenciais como saúde, educação e
segurança", conclui o economista.
Fonte: O Mossoroense

















































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