UNP REALIZA PESQUISA SOBRE
SAÚDE NO SISTEMA PRISIONAL DO RN
A questão carcerária brasileira apresenta problemáticas que estão em discussão pelos profissionais de diferentes áreas e se configura como um dos temas públicos de maior complexidade no país. Neste sentido, o envolvimento da academia em busca de uma reformulação do sistema prisional tem importância fundamental. A UnP, integrante da rede internacional de universidades Laureate, possui uma atuação neste campo, inédita no Nordeste, através do projeto de extensão “Saúde Prisional”, desenvolvido em parceria com gestores do sistema no estado, oferecendo propostas para melhorias nas condições dos apenados e suas famílias.
Como parte do programa o curso de Psicologia da UnP, que também coordena as ações do “Saúde Prisional”, realiza pesquisas através do Grupo de Pesquisa Subjetividade e Movimentos Sociais (GPSM), o qual após um ano de pesquisa está lançando o livro “Saúde e Sistema Prisional: Impasses e Possibilidades no Rio Grande do Norte”, obra que reúne os resultados alcançados pelos alunos e professores da Universidade dentro dos presídios do RN e que será lançado no mês de maio. O trabalho dentro dos presídios foi voltado para o ambiente como um todo, analisando aspectos sociais, psicológicos e de saúde física de detentos (homens e mulheres), agentes penitenciários e familiares. A pesquisa foi realizada durante no período de um ano (2012 a 2013).
A publicação é de autoria dos Professores Rafael de Albuquerque Figueiró, Martha Emanuela Silva Figueiró e Tatiana Minchoni, do curso de Psicologia da Universidade Potiguar. O GPSM e o Núcleo de Psicologia Social e Comunitária da UnP, promovem pesquisas na área e oferecem atendimento a população carcerária em parceria com órgãos ligados ao poder público estadual. O trabalho está recebendo continuidade em 2013, ampliando sua rede de ações nas prisões e colhendo novos dados que ajudem a melhorar o atual quadro de condições de vida e de reabilitação.
Entre os resultados estão as observações de dificuldades de detentos em terem acesso aos serviços de saúde e assistência social; agravamento de problemas de saúde dos agentes penitenciários em virtude do ambiente e tipo de trabalho estressante que precisam realizar; dificuldades das detentas grávidas em passar pela gestação encarceradas e após o parto terem que se separar de seus filhos; e as dificuldades dos familiares, em especial os do interior do estado com parentes presos na capital, em terem condições financeiras para realizarem a viagem até Natal e visitarem os parentes encarcerados. Contudo, a pequisa constatou a melhora da perspectiva de vida após o cumprimento da pena para as detentas, através da atuação do grupo psicoterapêutico da equipe da UnP.
Fonte: Assessoria de Comunicação
Universidade Potiguar - UnP

















































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