A PALAVRA NUMA
CAMPANHA ELEITORAL
Poderá ter efeito
benéfico ou maléfico dependendo do contexto em que for dita pelo
candidato. Às vezes uma palavra inconveniente, mal colocada, pode ser
fatal, ou no mínimo contribuir para a derrota e a vitória do
adversário.
Em 1950, a disputa
principal para presidente da República, era entre o Brigadeiro Eduardo
Gomes da UDN e Getúlio Vargas do PTB, o Brigadeiro, representando as
classe mais abastadas da cidade, enquanto Vargas, a classe média e
principalmente os trabalhadores, o operariado dos maiores centros
urbanos. Nessa época as grandes empresas, não eram obrigadas a
fornecerem alimentação aos empregados como acontece hoje, todos levavam
suas marmitas com as refeições para o trabalho.
Em certa ocasião,
perguntado a Eduardo Gomes sobre a falta de apoio do operariado para sua
campanha, ele inadvertidamente respondeu que não precisava de apoio de
marmiteiro para ganhar as eleições. Foi o mote para os adversários
usarem contra o brigadeiro e Getulio ganhar ainda mais os votos das
camadas humildes da população e ser eleito presidente.
No Rio Grande do Norte,
em 1986 se digladiavam na eleição para governo do Estado, João Faustino,
da do PDS, apoiado pelo governador José Agripino e Geraldo Melo do
PMDB, obviamente apoiado pelos Alves: Aluisio, Agnelo e o indefectível
Carlos Henrique Alves. Como se sabe, Geraldo Melo tem pequena estatura,
dizem que em certo momento em discursos os adversários disseram que não
perderiam para um “tamborete”, que era Geraldo. Pois bem, em vez de
depreciar a candidatura peemendebista, deu foi mais força, tanto foi
assim que os partidários da candidatura de Geraldo passaram a adotar o
tamborete como símbolo da vitoriosa candidatura.
Em Fortaleza, a prefeita
Luziane Lins, expressando sua conhecida arrogância, em 2010, numa
entrevista a TV Diário, perguntada se pretendia eleger o sucessor em
2012, ela disse que sim, que elegeria até um poste e sem luz, frisou.
Essa frase infeliz foi agora bastante explorada pelos adversários num
vídeo feito na época e mostrado no horário eleitoral. Foi o suficiente
para muitos eleitores dizerem que não votava no Elano candidato da
prefeita Luziane, por que não iriam votar num poste. Resultado ganhou o
adversário, Roberto Claudio, do PSB.
Refletir antes de falar é
a única maneira de evitar-se dizer o que não é devido, especialmente
quando se trata de alguém em disputa por um cargo público.


















































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