terça-feira, 13 de novembro de 2012

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RELACIONAMENTO CONFLITUOSO


Pode não ser verdade total, mas há rumores insistentes de descontentamento do ministro Garibaldi Filho com a governadora Rosalba Ciarlini. As fontes insistem que, se dependesse do desejo do filho deputado estadual, Walter Alves, o relacionamento político teria encerrado ontem. Cabe ao deputado Henrique Alves sustentar o palanque, segurando o ministro para que não haja esse rompimento, ao menos no momento atual. Em seu estilo bem aberto, utilizando-se de comunicados que mais parecem brincadeiras, o próprio Garibaldi já anunciou a possibilidade de voltar a disputar a sucessão de Rosalba e, segundo ele, encerrar sua vida pública em Natal. Recado mais direto e mais claro que esse não pode existir. Essa é uma verdade real.

Garibaldi nunca escondeu sua preocupação com o desgaste do governo atual. Disse a vários interlocutores não acreditar em recuperação pois, diferente da capacidade que tem o prefeito em reconquistar prestígio perdido, com um governador a situação é muito diferente. Há poucos dias, o Ibope divulgou pesquisa revelando que a aceitação do governo Rosalba Ciarlini na capital do Estado está resumido ao percentual ínfimo de 8%, menos de dois dígitos. Setores mais próximos ao ministro teriam procurado, por conta própria, lideranças oposicionistas para falar sobre a possibilidade de apoio, no caso da governadora Rosalba insistir em disputar à reeleição e Garibaldi ser candidato de oposição, hoje, possibilidade remota, mas que poderá ser realidade no futuro.

Dentro de um ano e sete meses as convenções estarão sendo realizadas para a escolha dos candidatos majoritários e proporcionais. Uma das dificuldades da renúncia de Rosalba para disputar outro cargo que não o de governadora é a exigência da renúncia do governo, passando o vice-governador a ser o titular do cargo, onde poderia disputar a reeleição em condição privilegiada. Como ela não pretende encerrar sua carreira política após um mandato de governador, tudo fará para conseguir manter a posição. Derrotada nos principais municípios da região metropolitana, onde se concentram cerca de 42% do eleitorado potiguar, não se pode dizer que terá a mesma condição confortável quando foi eleita senadora da República e depois governadora do Estado.

Ontem, em Natal, o deputado Henrique Alves e o ministro Garibaldi Filho reuniram as lideranças peemedebistas vitoriosas no último pleito. O objetivo principal do encontro foi o desejo de fortalecimento do PMDB, com vistas às eleições de 2014, mas os dois políticos ouviram um rosário de queixas debulhado pelos correligionários, insatisfeitos com o tratamento recebido da administração estadual. No próprio governo, alguns secretários adiantam o desejo de afastamento do cargo por conta da centralização excessiva que os deixa sem condição de trabalho. Se antes, todos os que pediram afastamento das secretarias apontavam esse modelo como motivo da saída, a situação complicou com a posse do ex-deputado Carlos Augusto na chefia do Gabinete Civil.

Fonte : O Mossoroens
Por Laíre Rosado

 

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