PESQUISAS MOVIMENTAM LABORATÓRIO
DE NUTRIÇÃO ANIMAL DA UFERSA
Há mais de 20 anos, o Laboratório de
Nutrição Animal, ligado ao Departamento de Ciências Animais da
Universidade Federal Rural do Semi-Árido, desenvolve pesquisas voltadas
para a análise e melhoria da alimentação e nutrição de animais. A mais
recente novidade do Laboratório é a aquisição do sistema de
digestibilidade in vitro que irá acelerar a análise do processo
digestivo do animal no laboratório e possibilitar o teste de várias
amostras simultaneamente.
O
laboratório é coordenado pelo professor do Mestrado em Produção Animal e
dos cursos de graduação de Zootecnia, Agronomia e Medicina Veterinária,
Alexandre Paula Braga que, juntamente com os professores Luiz Januário
Magalhães Aroeira, Liz Carolina Cortes Assis e Alex Martins Varela de
Arruda, têm captado projetos de pesquisa por meio de editais do Banco do
Nordeste, Petrobrás, FAPERN, CNPq, entre outras agências de fomento
para melhorar a infraestrutura e financiar as pesquisas.
“O
laboratório foi climatizado, foram comprados novos equipamentos, como
estufas, determinadores de fibras, determinador de gordura e um sistema
de digestibilidade in vitro”, comenta o professor Alexandre. Este último
equipamento serve para simular pelo método in vitro a digestão de um alimento pelo animal. “Em 48 horas se obtém um resultado que demoraria três meses”, acrescentou ele.
O
laboratório é utilizado por alunos dos cursos de graduação em
Zootecnia, Medicina Veterinária, Agronomia, Engenharia de Pesca, e dos
programas de Pós-graduação em Produção Animal e Ciência Animal, além de
contar com sete bolsistas e dois voluntários.
A
mestranda do programa de Produção Animal e técnica do laboratório de
Nutrição Animal, Vilma Amâncio, utilizará o novo equipamento em sua
pesquisa para analisar a digestibilidade dos animais no método in vitro.
Para isso, ela testará amostras de rações compostas por diferentes
níveis de torta de girassol, um coproduto do biodisel que, além de ter
um custo menor do que outros produtos como a torta de algodão e de soja,
não polui o meio ambiente com resíduos.
Os
benefícios do uso da torta de girassol também serão analisados pela
bolsista Amanda Modesto Costa em outra pesquisa de mestrado do Programa
de Produção Animal. “No trabalho irei verificar se a substituição da
torta de algodão pela torta de girassol gera algum efeito na produção e
na qualidade do leite de cabras e se esse leite é aceito na indústria de
beneficiamento”, frisa.
Outro
enfoque das pesquisas desenvolvidas no laboratório são a análise e
avaliação de plantas advindas da Caantiga na alimentação de ovinos e
caprinos. Em sua monografia do curso de Zootecnia, o bolsista Danillo
Glaydson Guerra, vai analisar a digestibilidade in vitro do feno de flor
de seda em níveis crescentes. “Um dos problemas hoje é o custo que os
produtores têm com a alimentação dos animais, por isso a necessidade de
usarmos fontes alternativas de alimentos como a flor de seda.”, comenta
Danillo.
Os resultados dessas
pesquisas estão sendo divulgados para a sociedade através das
publicações em eventos científicos e periódicos. “Tivemos vários
trabalhos publicados que foram apresentados no Congresso Brasileiro de
Zootecnia que aconteceu este ano em Brasília e logo mais enviaremos
cerca de 10 trabalhos para o Congresso Nordestino de Produção Animal”,
avalia o professor.
Fonte: Assessoria de Comunicação da UFERSA
Jornalista Passos Júnior

















































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