quinta-feira, 6 de setembro de 2012

UFERSA


PESQUISAS MOVIMENTAM LABORATÓRIO 

DE NUTRIÇÃO ANIMAL DA UFERSA


Há mais de 20 anos, o Laboratório de Nutrição Animal, ligado ao Departamento de Ciências Animais da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, desenvolve pesquisas voltadas para a análise e melhoria da alimentação e nutrição de animais. A mais recente novidade do Laboratório é a aquisição do sistema de digestibilidade in vitro que irá acelerar a análise do processo digestivo do animal no laboratório e possibilitar o teste de várias amostras simultaneamente.

O laboratório é coordenado pelo professor do Mestrado em Produção Animal e dos cursos de graduação de Zootecnia, Agronomia e Medicina Veterinária, Alexandre Paula Braga que, juntamente com os professores Luiz Januário Magalhães Aroeira, Liz Carolina Cortes Assis e Alex Martins Varela de Arruda, têm captado projetos de pesquisa por meio de editais do Banco do Nordeste, Petrobrás, FAPERN, CNPq, entre outras agências de fomento para melhorar a infraestrutura e financiar as pesquisas.

“O laboratório foi climatizado, foram comprados novos equipamentos, como estufas, determinadores de fibras, determinador de gordura e um sistema de digestibilidade in vitro”, comenta o professor Alexandre. Este último equipamento serve para simular pelo método in vitro a digestão de um alimento pelo animal. “Em 48 horas se obtém um resultado que demoraria três meses”, acrescentou ele.

O laboratório é utilizado por alunos dos cursos de graduação em Zootecnia, Medicina Veterinária, Agronomia, Engenharia de Pesca, e dos programas de Pós-graduação em Produção Animal e Ciência Animal, além de contar com sete bolsistas e dois voluntários.

A mestranda do programa de Produção Animal e técnica do laboratório de Nutrição Animal, Vilma Amâncio, utilizará o novo equipamento em sua pesquisa para analisar a digestibilidade dos animais no método in vitro. Para isso, ela testará amostras de rações compostas por diferentes níveis de torta de girassol, um coproduto do biodisel que, além de ter um custo menor do que outros produtos como a torta de algodão e de soja, não polui o meio ambiente com resíduos.

Os benefícios do uso da torta de girassol também serão analisados pela bolsista Amanda Modesto Costa em outra pesquisa de mestrado do Programa de Produção Animal. “No trabalho irei verificar se a substituição da torta de algodão pela torta de girassol gera algum efeito na produção e na qualidade do leite de cabras e se esse leite é aceito na indústria de beneficiamento”, frisa. 

Outro enfoque das pesquisas desenvolvidas no laboratório são a análise e avaliação de plantas advindas da Caantiga na alimentação de ovinos e caprinos. Em sua monografia do curso de Zootecnia, o bolsista Danillo Glaydson Guerra, vai analisar a digestibilidade in vitro do feno de flor de seda em níveis crescentes. “Um dos problemas hoje é o custo que os produtores têm com a alimentação dos animais, por isso a necessidade de usarmos fontes alternativas de alimentos como a flor de seda.”, comenta Danillo.

Os resultados dessas pesquisas estão sendo divulgados para a sociedade através das publicações em eventos científicos e periódicos. “Tivemos vários trabalhos publicados que foram apresentados no Congresso Brasileiro de Zootecnia que aconteceu este ano em Brasília e logo mais enviaremos cerca de 10 trabalhos para o Congresso Nordestino de Produção Animal”, avalia o professor. 
Fonte: Assessoria de Comunicação da UFERSA
Jornalista Passos Júnior


Nenhum comentário :