terça-feira, 8 de setembro de 2009

DEU NO BLOG DE EVANIO ARAÚJO

O EDITOR

Tumulto que quase se transformou em
tragédia foi provocada por Gustavo

“Nós poderíamos sim garantir a normalidade, mas recebemos informação de que o evento havia sido encerrado por ordem do senhor Gustavo Rosado”.

A declaração acima é do coronel Elias Cândido, comandante do II Batalhão de Polícia Militar a respeito do tumulto no 7 de Setembro.

O comandante reagiu a uma série de insinuações da ‘patota que não é do ramo’ de que a PM foi responsável pelo encerramento do desfile.

A verdade está ficando clara como água cristalina lá de Apodi.

Gustavo Rosado, de forma equivocada, queria desmoralizar o pessoal que organiza anualmente o Grito dos Excluídos no 7 de setembro.

Para tanto, permitiu que a organização colocasse o Grito para sair depois dos escoteiros, só que em cima da hora, transferiu para o final.

Ele pensou que usando a arrogância e a prepotência, somando com atitudes irresponsáveis de seus bajuladores, iriam conter a Marcha dos Excluídos.

Fez foi alimentar o movimento, que no próximo ano, vai está muito mais forte graças a suas atitudes arbitrárias e desorganizadas.

O locutor berrou no palanque principal que havia armas entre as pessoas da Marcha, provocando uma grande correria.

Feito a bagunça na Avenida Alberto Maranhão (parecida com o governo de Fafá no Palácio da Resistência), a PM entrou em ação para evitar o pior.

Evitou.

Só que a PM usou spray de pimenta nas pessoas, uma covardia sem tamanho usar esse tipo de gás em locais que tem crianças e idosos.

Nota do Blog Evanio Araújo: Seria interessante que o comandante Elias Cândido despertasse para este detalhe: Não permitir que a PM use spray de pimenta em locais que tenha crianças e idosos. É o que pedimos. Sobre a atitude de Gustavo Rosado, é só mais uma que lamentamos. Nada mais.

MOSSORÓ: 7 DE SETEMBRO NEGRO

Carlos Escóssia

Tenho afirmado neste blog que a administração "Mossoró da Gente?", além de atrapalhada, tonta, equivocada, infantil, tola, retardada e outros tantos adjetivos, falta-lhe ainda maturidade, vontade política e aptidão para o trato e gerenciamento das coisas públicas.

Vejam só amigas e amigos leitores a última atrapalhada dessa administração que muito tem envergonhado a todos os mossoroenses e aos que habitam o "chão sagrado do Mossoró"

Quem se deslocou ontem de suas residências para levar seus filhos e familiares para assistir ao desfile de 7 de Setembro, presenciou uma cena vergonhosa e degradante na qual a senhora prefeita municipal e seus pseudos académicos assessores, mostrando todo o despreparo, falta de maturidade, equilíbrio, experiência e competência para reverter uma situação que a princípio se mostrava da fácil solução e por arrogância, vaidade e falta de dialogo conseguiram transformar o 7 de Setembro em um página negra que entrará para a história política de nossa cidade como: "O Sete de Setembro negro"

A administração "Mossoró da Gente?", de forma ditatorial e anti-democrática, esquecendo as tradições libertárias de Mossoró, impediram, o que já é uma tradição de 15 anos, que os trabalhadores do campo e da cidade participassem do desfile, o que gerou toda celeuma e cenas degradantes, que em nada contribui para a democracia e muito menos para a história política de Mossoró.

Alguns assessores da administração "Mossoró da Gente?", usando os meios de comunicação, tentaram de forma leviana e mentirosa culpar o coronel Elias Cândidos, comandante do 2° Batalhão de Polícia de Mossoró pelo cancelamento do desfile, o que foi prontamente desmentido e comprovado pelo coronel Elias, que a ordem para o cancelamento partiu do senhor Gustavo Rosado, chefe de gabinete da prefeita de Mossoró. O coronel Elias , foi categórico ao afirmar: "Nós poderíamos sim garantir a normalidade, mas recebemos a informação que o evento havia sido encerrado por ordem do senhor Gustavo Rosado.
Pobre Mossoró!!!

Transcrevo do blog do conceituado e lido jornalista Carlos Santos, o depoimento do prof. e sindicalista Neto Vale que inocenta a polícia militar do episódio negro e degradante de ontem, com o título "Repondo a Verdade".

REPONDO A VERDADE

Caro jornalista Carlos Santos,

Os incidentes com o "Grito dos Excluídos" não é de hoje. No entanto é muito simples superá-los: deixa o "Grito dos Excluídos" cumprir o seu papel cívico de alertar e esclarecer o povo do seu município, estado e país das adversidades que tornam a vida do homens e das mulheres mais difíceis.

Da zona rural algumas comunidades presentes alertavam para a qualidade ou falta d'água; da zona urbana: a comunidade do Tranquilin alertava para as condições sub-humana de moradia, os servidores municipais alertavam para a má gerência dos recursos públicos e da falta de prioridade com a saúde e a educação.

Esse é o "Grito dos Excluídos".

No ano passado foi feito um acordo (entre o município e a organização dos Grito dos Excluídos). O acordo foi cumprido, não houve nenhum incidente.

Meu caro Vicente Venancio (advogado que postou comentário mais abaixo), este ano foi feito um acordo, o acordo foi quebrado pelo município, criando o primeiro mal-estar.

O segundo mal-estar foi gerado quando um jovem de Fardamento Branco, postou-se isolado à frente do cordão de isolamento da PM, próximo ao colégio municipal e atingiu alguns manifestantes, na sua maioria mulheres com spray de pimenta. Depois esse mesmo jovem manteve-se postado de forma provocativa entre o cordão e os manifestantes.

Alertamos para os manifestantes quem era o responsável pelo uso do spray e mandamos tirar fotos do mesmo. A idéia é entregá-las as autoridades (ouvidoria).

Rapidamente foi contornada a situação. Quando chegamos próximo ao colégio das irmãs, outro cordão, desta feita formava uma espécie de curral, dentro dezenas de manifestantes.

Entretanto, fora deste cordão existia outras dezenas de manifestantes. A certa altura o cordão que se postava próximo ao fundos do colégio das irmãos avançou em direção aos manifestantes, ao avançar forçava o recuo dos manifestantes que respondia com palavras de ordens.

Alguns militares dizia-nos que estavam cumprindo ordem e a gente dialogava que não era necessário nenhum exagero, fora alguns empurrões, sem nenhuma gravidade, normal numa situação dessas.

De repente chegou a ordem que o desfile tinha sido suspenso. Continuamos a caminhada, inclusive dialogando sobre o sentido do "Grito dos Excluídos", com alguns militares, ex-colegas de ensino médio, ex-alunos, claro uns compreendiam outros questionavam-nos, civilizadamente.

Portanto, o único motivo que se pode alegar para a suspensão do desfile eram as críticas do "Grito dos Excluídos" à gestora municipal.

O "Grito dos Excluídos", nos seus últimos quinze anos, não levou mais de um a três minutos (quando muito) para percorrer o palanque oficial. Quer dizer, a grande responsável pela suspensão do desfile foi a prefeita e a sua assessoria. Pelo menos foi o que observei.

A PM, fora o caso do spray, cumpria o seu papel.
Neto Vale.

O QUE É POLÍTICA CAMBIAL?

Carlos Escóssia

Instrumento da política de relações comerciais e financeiras entre um país e o conjunto dos demais países. Os termos em que se expressa a política cambial refletem as relações vigentes entre os países, com base no desenvolvimento econômico alcançado por eles.

A política cambial é constituída pela administração das taxas (ou taxas múltiplas) de câmbio, pelo controle das operações cambiais, tendo como objetivo central o mercado externo, no sentido de manter equalizado o poder de compra do país em relação aos outros com os quais este mantenha relações de troca.

Da mesma forma que todo bem tem um valor, as moedas nacionais também têm seu valor, seu preço - que é a taxa de câmbio - que expressa o preço da moeda externa em relação à moeda nacional. Se a taxa de câmbio hoje é 2.34 R$/US$, significa dizer que o preço do dólar americano, em termos do real brasileiro, é de R$ 2,34 para cada dólar.

Como todo preço, a taxa de câmbio é basicamente determinada pela “lei da oferta e da procura”. Se a procura é maior que a oferta, o preço do dólar, em reais, sobe. Se a oferta é maior que a procura, consequentemente, o preço cai. São vários os fatores que podem influenciar a oferta/demanda por dólares, daí a dificuldade que os economistas têm em prever o comportamento da taxa de câmbio.

O Banco Central é quem define o que os economistas chamam de política ou regime cambial.
Existem duas políticas cambiais extremas.

Na primeira, chamada de política de câmbio fixo, que é uma taxa com que os países se comprometem a manter o mesmo poder de paridade, comprometendo-se o Banco Central a satisfazer qualquer oferta ou demanda por dólares que o mercado possa necessitar. Isto é, o Banco Central entra no mercado de câmbio e diz que, para ele, o dólar vale dois reais e trinta e quatrocentavos (2.34 R$/US$), e garante a compra ou venda de qualquer quantidade de dólares que o mercado ofertar a esse preço. Neste caso o dólar fica parado em 2.34 R$/US$, porque o Banco Central anula, comprando ou vendendo dólares, qualquer seja a pressão de aumento ou queda de seu preço. A principal vantagem da taxa de câmbio fixo está na integração dos mercados internacionais em uma rede de mercados conexos, que não têm incerteza e nem são especulativos.

O outro tipo de política cambial é definido pela ausência do Banco Central no mercado de câmbio. As taxas flutuam livremente, respondendo aos efeitos da oferta e da procura. Temos, neste caso, o regime de câmbio flutuante, que possibilita o equilíbrio contínuo do balanço de pagamento.

Existe, ainda, um outro tipo de política cambial, que seria intermediária entre o câmbio fixo e o câmbio flutuante, que é a política de bandas câmbio, na qual o Banco Central não define um preço único para o dólar, e sim um intervalo (banda), dentro do qual ele pode flutuar livremente. Se a banda, por exemplo, for fixada entre 2.20 R$/2.50 R$, o Banco Central só entra no mercado se o dólar cair a 2.20 R$, entra comprando dólares, ou subir a 2.50 R$, entra vendendo dólares.

Quando um país, através do seu Banco Central, faz opção por um regime de câmbio fixo ou flutuante, é de suma importância que se tenha uma noção abalizada do valor correto do câmbio para a economia naquele momento. O conhecimento desse valor (que os economistas chamam de câmbio de equilíbrio) é o referencial que pode definir o sucesso de um regime de câmbio fixo, ou mesmo o bom funcionamento de um regime de câmbio flutuante.

INDICADORES ECONÔMICOS - 08/09/2009

ÍNDICES DE INFLAÇÃO
IPCA
Jul/09
0,2400
Jun/09
0,3600
IGP-M
Ago/09
-0,3600
Jul/09
-0,4300
IGP-DI
Jul/09
-0,6400
Jun/09
-0,3200
IPC-FIPE
Ago/09
0,4800
Jul/09
0,3300

POUPANÇA
Rendimento diário
0,5555
Rendimento mensal
0,5198
Rendimento anual
4,7526

CÂMBIO
DÓLAR COMERCIAL
Compra
1,838
Venda
1,84
EURO X REAL E EURO X DÓLAR
Euro x Real
2,6376
Euro x Dólar
1,4335

INDICADORES MACROECONÔMICOS
RISCO PAÍS (EM PONTOS)
Argentina
899
Brasil
250
México
240
Uruguai
322
BALANÇA COMERCIAL (US$ MILHÔES)
Ago/09
Exportação
13.841,00
Importação
10.767,00
Saldo
3.074,00
Jul/09
Exportação
14.143,00
Importação
11.215,00
Saldo
3.074,00
PRODUÇÃO INDUSTRIAL
Jul/09
-9,92
Jun/09
-10,93
Mai/09
-11,30
Abr/09
-14,83
Mar/09
-9,96
Fev/09
-16,97
TAXA DE DESEMPREGO
Jul/09
8,00
Jun/09
8,10
Mai/09
8,80
Abr/09
10,40
Marc/09
10,10
Fev/09
8,80
Jan/09
8,10
RELAÇÃO DÍVIDA/PIB
Jul/09
44,06
Jun/09
43,09
Mai/09
42,48
Abr/09
38,42
Mar/09
37,37
Fev/09
37,00
Jan/09
36,59
PIB (TAXA DE CRESCIMENTO ANUAL)
Ano de 2008
5,08
Ano de 2007
5,67
Ano de 2006
3,75
Ano de 2005
3,16
Ano de 2004
5,71

OUTROS INDICADORES
SALÁRIO MINÍMO
R$ 465,00
ÍNDICE DE GINI
-
Fonte: O Globo e outros Institutos de Pesquisa

ÍNDICES ECONÔMICOS E FINANCEIROS - MÊS: 07/2009

ÍNDICE - PERÍODO -VALOR

BTN+TR
07/2009
1,5337
CUB-SINDUSCON/SP
07/2009
0,37
CUB-SINDUSCON/SP - 12 Meses
07/2009
7,57
ICV-DIEESE
07/2009
0,49
ICV-DIEESE - 12 Meses
07/2009
3,78
IGP-FGV
07/2009
-0,64
IGP-FGV - 12 Meses
07/2009
-1,00
IGP-M FGV
07/2009
-0,43
IGP-M FGV - 12 Meses
07/2009
-0,67
INCC-DI
07/2009
0,26
INCC-DI - 12 Meses
07/2009
6,40
INCC-M
07/2009
0,3700
INCC-M - 12 Meses
07/2009
6,72
INPC-IBGE
07/2009
0,23
INPC-IBGE - 12 Meses
07/2009
4,57
IPC-FGV
07/2009
0,34
IPC-FGV - 12 Meses
07/2009
4,67
IPC-FIPE
07/2009
0,33
IPC-FIPE - 12 Meses
07/2009
4,12
IPCA-IBGE
07/2009
0,24
IPCA-IBGE - 12 Meses
07/2009
4,50
SELIC
07/2009
0,79
Fonte: www.fiscosoft.com.br

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

DEU NO BLOG DE FRANKLIN JORGE

O CZAR DE MOSSORÓ
Por Franklin Jorge

Mossoró - Quando Bismarck declarou guerra à livre expressão e dedicou-se a fechar jornais, a perseguir jornalistas e a proibir o debate político sobre a realidade do seu país, Ferdinand Lassalle o advertiu de que ao agir dessa maneira discricionária ele estaria apenas incentivando a revolução e botando por terra a estrutura que queria manter de pé a qualquer preço.


Essa onda que avassala atualmente toda a América do Sul, agitada por ditadores ou aspirantes a ditadores, restaura uma prática muito cara àqueles que desejam se perpetuar no poder e, mais prosaicamente, no controle da chave do cofre que é tudo o que de fato ambicionam - enriquecer e mandar.


Cresce a cada dia essas tentativas burlescas de apropriação e uso das instituições democráticas em favor de projetos pessoais autocráticos - algumas efetivamente bem sucedidas embora ao custo do sacrificio da dignidade e da ética que devem reger as ações humanas. A Imprensa tem sido o alvo predileto desses tiranos que, muitas vezes eleitos pelo voto popular, tornam-se déspotas incontentáveis e dispostos ao cometer os piores crimes em troca do uso indiscriminado do poder.


Mossoró se inclui lamentavelmente entre os governos que querem calar a opinião através da perseguição de jornalistas e, consequentemente, da domesticação da imprensa que aqui é facilmente domesticável, pois toda ela depende em maior ou menor grau da verba publicitária que lhes prodiga os oligarcas de plantão em torca do silencio que segundo o conhecido aforismo “é de ouro”…


Um exemplo disto é a perseguição que o secretário chefe da Prefeitura, o pseudo agitador cultural Gustavo Rosado, deflagrou contra o blogueiro Carlos Santos, titular de uma das publicações mais lidas e respeitadas da blogosfera, alvo de ações penais forjadas pelo desespero de quem tem muito a esconder e pensa faze-lo, calando um dos mais aguerridos representantes entre nós da Imprensa livre e independente.


Ora, quem ocupa cargo público deve faze-lo sabendo de antemão que se expõe ao julgamento popular e assim deve ser, em especial numa democracia que a rigor deve ser o “governo de muitos”, porém tudo nos leva a crer que Mossoró é mesmo um “país”, como assim o desejava e propalava um tio de Gustavo, talvez para desvincular o municipio do respeito devido à Constituição Federal que parece assegurar candidamente em um dos seus artigos, segundo um boato que corre por ai, o direito à livre expressão.


Gustavo, arrogante e intelectualmente despreparado, está levando esta boutade muito a sério. Cercado de bajuladores e garotos de aluguel que tornam a sua vida menos tediosa, acha-se o próprio Czar de Mossor

LARISSA ROSADO

ENTEVISTA EXCLUSIVA COM A DEPUTADA LARISSA ROSADO

A deputada estadual Larissa Rosado (PSB), recentemente alçada ao cargo de líder do governo na Assembleia Legislativa, concedeu entrevista EXCLUSIVA aos blogueiros de Mossoró: Carlos Escóssia, Tio Colorau e Thurbay Rodrigues. Na entrevista, a deputada fala sobre as expectativas quanto ao cargo de líder do governo, dá informações sobre seu mandato e também comenta sobre a administração municipal.

Abaixo, as perguntas dos três blogueiros e as respostas da deputada estadual Larissa Rosado.

Carlos Escóssia - A senhora é a nova líder do Governo na Assembleia Legislativa. Qual a expectativa em relação a essa nova tarefa no Parlamento?

Larissa Rosado - A expectativa é muito boa, porque conto com o apoio dos colegas deputados, já que o convite foi precedido de uma sondagem que revelou a boa aceitação do nosso nome entre as diversas correntes na Assembleia. Acredito que não terei muitas dificuldades para exercer a função, porque também defenderei um governo que faz muito pelo Estado, que trabalha de forma eficiente em prol do nosso povo, que tem ações importantes em andamento e programadas em favor dos municípios.

Thurbay Rodrigues - Como a senhora está se dedicado à política, já que estamos a quase um ano das eleições de 2010. É realmente candidata à reeleição?

Larissa Rosado - Sim. Tentaremos mais uma vez renovar nosso mandato, para dar continuidade ao trabalho em defesa dos municípios na Assembleia Legislativa. Tenho visitado as bases na certeza que somarei os apoios que tenho a outros companheiros que já me ajudaram em outros momentos de disputa eleitoral. Porque confiamos no reconhecimento do trabalho que desempenhamos em favor do povo e atenção que dispensamos no atendimento das reivindicações da população do Rio Grande do Norte.

Tio Colorau - Então, a avaliação do mandato da senhora é positiva...

Larissa Rosado - Sem dúvida, porque interpretamos e damos voz na Assembleia aos anseios dos municípios do Rio Grande do Norte. Através de pronunciamentos, proposições e articulações no Governo do Estado, defendemos ações em favor da melhoria de vida do povo. Também temos bandeiras legislativas, como a segurança pública, através do pleito, atendido, para aquisição de novas viaturas e armamentos para a Polícia Militar; a atuação em favor da mulher, como nossa proposta de a criação de comissão temática na Assembléia Legislativa para examinar assuntos de interesse da mulher; a área econômica em relação ao setor salineiro e ao agronegócio, participando da discussão de todos os interesses desses segmentos. A questão social também merece nossa devida atenção qualificação e geração de emprego para juventude.

Carlos Escóssia - É verdade que o advogado Lauro Maia, filho da governadora Wilma de Faria, tem sondado correligionários da senhora para apóia-lo à Assembleia Legislativa?

Larissa Rosado - Acho que existe muito disse-me-disse, boataria, em relação a esse assunto. Não acredito que ele vá tentar invadir a base de um correligionário da mãe dele.

Tio Colorau - A prefeitura de Mossoró alega grave crise financeira para cortar despesas, inclusive, atingindo o bolso do servidor municipal. Qual a opinião da senhora sobre isso?

Larissa Rosado - Querem desvirtuar os reais motivos fizeram com o município chegasse ao ponto que chegou, confundir a opinião pública, porque a crise financeira é, na verdade, uma crise de gestão. Foi provocada, em grande, parte pelo aumento exagerado de cargos comissionados, o que revela falta de planejamento e incompetência gerencial. Acho isso decorre em grande parte ao fato de a pessoa eleita para conduzir o município ser ausente das decisões da Prefeitura quando a responsabilidade é dela, e não de delegar poderes e centralizar decisões em pessoas que não foram escolhidos pelo povo, que não tem respaldo popular.

Thurbay Rodrigues - Será por isso que há tanta insatisfação com o atual governo, principalmente dos servidores públicos?

Larissa Rosado - O funcionalismo, assim como povo, vem sendo desrespeitado. A paralisação do servidor decorre da falta de diálogo e de respeito com o funcionalismo, de promessas feitas e não cumpridas. Por isso, solidarizo-me a todos os funcionários da Prefeitura, reitero meu apoio às suas reivindicações, porque os funcionários representam também o sentimento da população insatisfeita com a ineficiência de serviços básicos. Pois não é justo que o servidor continue a ser punido em seus direitos pela falta de gestão que se abateu sobre a Prefeitura de Mossoró. O funcionário não tem culpa. Os culpados são as pessoas que estão à frente da Prefeitura que estão frustrando o povo com uma administração que está de ladeira abaixo.

sábado, 5 de setembro de 2009

NÃO ME CONVIDE MAIS "TIO COLORAU"



Carlos Escóssia

Gostaria de pedir fraternalmente ao amigo e blogueiro Tio Colorau, que não mais me convidasse para assistir a uma sessão da Câmara Municipal de Mossoró.

Na última quarta-feira (02), fui a convite e em companhia do Tio Colorau, assistir a sessão ordinária da Câmara de Vereadores. Confesso que fique bastante triste, envergonhado e literalmente decepcionado com o que lá presenciei. Na verdade, trata-se de um teatro (para não chamar de picadeiro ou poleiro) de baixissimo nível, cujos atores, além de despolitizados (na sua quase totalidade) não apresentam sequer um único requisito positivo que os credenciem a representarem os filhos e enteados da terra de Santa Luzia.

Ao sair da sessão (ou feira livre) da Câmara Municipal, confidenciei ao Tio Colorau, que eu tinha a intenção de fazer uma matéria informativa sobre o funcionamento daquela casa, bem como traçar o perfil de cada um dos vereadores, mas que eu tinha desistido do meu intento, depois de tudo que presenciei naquela casa (que levianamente insistem em afirmar que é a casa do povo), o que me convenceu por completo que a atual bancada da nossa Câmara Municipal (com raríssimas exceções) envergonha Mossoró e a nós pobres mortais eleitores.

Confidenciei ainda ao Tio Colorau que graças a Deus, eu tinha perdido o meu voto, que foi dado mais por uma questão familiar, do que por convicção, afinidade ideológica ou perfil político. Daí não poder e não ter o direito de cobrar ou exigir outra postura que não seja essa que presenciei dos pseudos representantes do "povo" que infelizmente ou felizmente compõem a atual legislatura. Afinal, o que se esperar de uma Câmara Municipal de uma cidade em que seu mandatário maior, no caso, a prefeita de Mossoró "nada sabe, nada fala e nada decide" - é uma espécie de marionete - sem norte , sem rumo, sem trilho e com diz o jornalista Carlos Santos, nem seque "bússola possui".

Ao me despedir do Tio Colorau, esternei toda minha preocupação e indignação com a despolitização, a falta de postura, o baixo nível das discussões, a falta de compromisso e vontade política, o jogo de cena e interesses, a falta de respeito para com os eleitores, principalmente dos vereadores comandados de forma militarizada pela líder da bancada governista.

Diante de tudo que presenciei, fiquei ainda mais convencido que Mossoró vem crescendo, fruto das suas potencialidades, das suas riquezas naturais, do empreendedorismos de alguns mossoroenses, das suas opções de investimentos externos, das sua privilegiada localização geográfica e principalmente induzida pela lei natural do capitalismo que preconiza que " o capital (investimentos) se direcionam para o local e atividade em que ele é mais restável e seu retorma e mais rápido e garantido".

Em outras palavras, o crescimento (desordenado), mas bastante significativo que a cidade vem apresentando nos últimos anos, bem com a diversificação da nossa economia, independe totalmente das ações (que não existem) da Prefeitura de Mossoró e muito menos da Câmara Municipal de Mossoró, que até o presente momento, em nada contribui para a melhoria da qualidade de vida da população, preocupando-se a grande maioria dos nossos nobres vereadores, quase que exclusivamente com vantagens pessoais e a melhoria pecuniária dos seus familiáres, afilhados e amigos, seguindo o mesmo perfil ou rito hediondo da equivocada, atrapalhada, tonta, retardada, tola, acadêmica e sem rumo nem prumo administração "Mossoró da Gente?".

Finalizando, gostaria de dizer as amigas e amigos leitores desse blog, "que eu não levaria um filho meu" para assistir a uma sessão da nossa pobre Câmara Municipal de Mossoró e gostaria de aconselhá-los ao mesmo procedimento. Pobre Mossoró!

(clique aqui) e vejam mais detalhes da reunião ordinária de quarta-feira (02) da Câmara Municipal de Mossoró.




DEU NO BLOG DO TURBAY


AUTUAR, AUTUOU OS PORCINO


Agora, como me perguntam, se a Prefeitura Municipal de Mossoró vai ter "peito"para executar a multa, ou seja, fazer cumprir a Lei, é com ela.

Creio que sim, por que não faze-lo?

O que difere esses comerciantes de outros?

O dinheirão que possuem?

Melhor, podem pagar a multa.

Mossoró, se ainda não é, será um dia, com certeza, a capital nacional da cultura pois nos shows realizados na cidade o número de ingressos vendidos a estudantes com 50% de desconto, é impressionante.

Somos uma Universidade enorme!

O pessoal da Fazenda Municipal tem trabalhado esses dias como nunca.

É que quando da realização da Vaquejada no Porcino Park Center, ocorrida nos dias 03,04 e 05 de abril deste, o pessoal do Fisco Municipal, detectou que um valor considerável do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza, deixou de ser cobrado e isso é fácil de ser explicado, funciona assim:

O promotor do evento manda confeccionar uma determinada quantidade de ingressos que são filigranados na Receita, depois do evento apresenta a Nota Fiscal da gráfica e os ingressos que sobraram. Simples, não? Cálculo feito, pagamento efetuado.

Só que, e aí vem o golpe. O pessoal manda confeccionar em uma gráfica, uma quantidade x de ingressos e em outra uma quantidade de x mais y. Apresenta à Fazenda Municipal apenas a nota fiscal do lote impresso na primeira gráfica.

Só que, o pessoal da fiscalização mandou comprar ingressos antes do evento, inclusive na própria Casa Porcino e advinhe? Números e séries não batiam com os constantes nos ingressos vendidos e apresentados para cálculo do imposto devido.

Como gato escaldado, de água fria fica com medo, para o show de Fábio Junior que se realizará hoje a noite, no mesmo Porcino Park Center, a fiscalização municipal já adquiriu ingressos em vários, se não em todos os pontos de venda, para a devida conferência quando da prestação de contas do show e o pagamento, do imposto.

Em relação a vaquejada, como ficou comprovadamente constatada a fraude fiscal, os responsaveis pelo Porcino Park Center foram enquadrados nos Arts. 4,12,61,75,I,245,II e 249,II todos da Lei 538/90, pela Fazenda Municipal. Sem direito a choro, nem vela.

Se o seu ingresso, tiver um número e uma série que não conste da relação oficial, sorria.

Voce acabou de ganhar uma cocada preta!

Paga, inclusive o imposto, por esse blog

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

CARTÕES DE CRÉDITO

DICAS DE PREVENÇÃO CONTRA CLONAGEM DE CARTÕES

Entre janeiro e junho deste ano, os clonadores de cartões geraram um prejuízo acima de R$ 31 milhões no Brasil. O valor representa quase 1% da média mensal registrada no valor das compras feitas no período, com cartões de crédito, débito, lojas e redes, segundo um levantamento feito pela empresa de controle e prevenção de fraudes em meios eletrônicos, Horus.

O estudo foi feito a partir do monitoramento de notícias publicadas na imprensa sobre fraudes neste segmento, e foi constatado um aumento no número de reportagens, no prejuízo financeiro, no número de cartões clonados e de máquinas para captura ilegal de dados, na comparação com o primeiro semestre do ano passado.

Entre janeiro e junho de 2008, foram 68 notícias, que mostravam 169 pessoas presas e 24 máquinas adulteradas apreendidas. Já no mesmo período deste ano, foram 160 reportagens, que revelaram a prisão de 346 pessoas, clonagem de 3.061 cartões e 70 máquinas. Já o prejuízo saltou de R$ 2 milhões para R$ 31 milhões.

Esses números têm aumentado porque os criminosos já veem mais vantagens nesse tipo de ação do que nos tradicionais roubos a bancos ou outras ações. A clonagem não coloca a vida deles em risco, é facilitada pelo avanço da tecnologia, se apoia na falta de atenção do usuário e, no caso de prisão, ainda resta a falta de maior clareza para enquadramento do delito no código penal.

Também vale lembrar que a maioria dessas fraudes não referiam-se à internet, mas sim às clonagens feitas no mundo físico, ou seja, em caixas de atendimento automático, agências bancárias e estabelecimentos comerciais.

Diante desses aumentos e das fraudes em meio físico, é necessário aumentar a atenção ao usar esses aparelhos, para evitar ser vítima dessa armadilha. Abaixo, seguem algumas dicas de prevenção:

-> Observe atentamente os caixas eletrônicos. Se todos estiverem desligados ou em manutenção, e apenas um operando normalmente, desconfie;

->
Confira também se o layout de todos os aparelhos é igual e se todas as peças estão devidamente conectadas;

->
Desconfie se o equipamento do banco usar uma ordem diferente daquela que é solicitada normalmente para realizar as operações;

->
Jamais aceite ajuda de estranhos para realizar transações no caixa. Peça ajuda de um funcionário uniformizado ou devidamente identificado;

->
Antes de contratar os serviços de um banco, pergunte ao gerente de que forma a instituição procura minimizar a possibilidade de ocorrência de fraudes;

->
Quando for comprar com o cartão, nunca deixe o funcionário do estabelecimento levá-lo, sempre o acompanhe e fique atento a movimentos estranhos que ele possa fazer;

->
Fique atento com o visor da máquina e tenha a certeza de que o valor de compra foi digitado antes de colocar sua senha.
Fonte: Uol

TAXA BÁSICA DE JUROS

Da Redação
Em São Paulo


BRASIL TEM O 4° MAIOR JURO REAL DO MUNDO, DIZ CONSULTORIA

Com a manutenção da taxa básica de juros em 8,75% ao ano, decidida hoje pelo Copom (Comitê de Política Monetária), o Brasil piorou sua posição no ranking das maiores taxas de juros reais do mundo. Com taxa de 4,5%, segundo estudo da UPTrend Consultoria, o país passou da 5ª para a 4ª posição, ficando atrás apenas de Argentina (4,7%), Tailândia (5,9%) e China (7,2%).

Na ponta oposta, os menores juros reais estão com Inglaterra (-1,3%), Chile (-2,4%), Israel (-2,9%), Índia (-5,5%) e Venezuela (-9,0%).

RANKING DE TAXAS DE JUROS REAIS NO MUNDO
Fonte: UpTrend
Posição País Taxa ao ano
1º China 7,2%
2º Tailândia 5,9%
3º Argentina 4,7%
4º Brasil 4,5%
5º Malásia 4,5%
12º Espanha 2,4%
13º Japão 2,4%
14º EUA 2,3%
38º Israel -2,9%
39º Índia -5,5%
40º Venezuela -9%

Para calcular a taxa de juro real, é descontada da taxa de juros atual a inflação projetada para os próximos doze meses. O estudo considerou os juros de 40 países.

No caso da Tailândia, segundo a UPTrend, o país passou recentemente por um processo abrupto de maior deflação, o que elevou sua posição entre os maior juros reais, enquanto a Hungria passou por um processo de maior inflação, o que a fez perder posições e ocupar o oitavo lugar.

No ranking das 40 maiores taxas de juros nominais do mundo, o Brasil aparece também em 4º lugar, com 8,75%, e fica trás de Argentina (10,5%), Rússia (10,8%) e Venezuela (16,7%). Na ponta oposta, as menores taxas estão com Cingapura (0), Japão (0,1%) e Estados Unidos (0,2%).

Os juros são usados como política monetária pelo governo para conter a inflação. Com juros altos, as prestações ficam mais caras e as pessoas gastam menos, o que restringe o aumento dos preços.

Um aspecto positivo dos juros altos é que eles remuneram melhor as aplicações. Isso é bom para os investidores brasileiros e também para os estrangeiros, que procuram o país.

Por outro lado, os juros altos prejudicam as empresas, que ficam mais cuidadosas para tomar empréstimos e fazer expansões. Por causa disso, o emprego também não cresce tanto. É em razão desse efeito que os empresários reclamam contra os juros altos.
Fonte: UOL Economia

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

PRÉ-SAL DEVIDE O CONGRESSO


Tramitação de projetos do pré-sal divide Congresso



Os quatro projetos que definem o novo marco regulatório do petróleo devem ser aprovados o mais rápido possível pelo Congresso Nacional. Esta é a avaliação do presidente do Senado Federal, José Sarney (PMDB-AP), que considera mais que suficientes os 90 dias estabelecidos pela Constituição para que Câmara e Senado deliberem sobre os projetos. Sarney defendeu a iniciativa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de utilizar o instrumento da urgência constitucional para acelerar a tramitação dos projetos no Congresso. As informações são da Agência Brasil.

“Se o presidente não tivesse mandado com urgência, dentro do Congresso iríamos transformá-los em projetos de urgência porque há, em todos nós, a consciência de que esse é um problema que quanto mais rápido a gente resolver e entregar ao governo os instrumentos de tocar o pré-sal, tanto melhor para o Brasil”, afirmou Sarney.

O presidente Lula afirmou nesta terça-feira (1/9) que, apesar do caráter de urgência do projeto de lei sobre o marco regulatório do pré-sal, é o Congresso Nacional que definirá o seu tempo de tramitação. Ele disse que não vai interferir no processo, mas pediu que sua aprovação seja feita “o quanto antes”.

O DEM, o PSDB e o PPS decidiram contra-atacar. Em reunião conjunta feita nesta terça, as lideranças afirmaram que tentarão obstruir todas as votações do plenário e das comissões da Câmara dos Deputados como forma de protesto pelo pedido de urgência constitucional do governo aos quatro projetos de lei.

Segundo o líder do PSDB, José Anibal (SP), a primeira medida será pedir ao presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), para conversar com o governo sobre a possibilidade de retirar o pedido de urgência na tramitação dos projetos. “Queremos o tempo necessário para discutir melhor as propostas do marco regulatório do pré-sal. O governo levou quase dois anos discutindo a matéria e quer que o Congresso vote em 90 dias. Isso não é possível. A obstrução vai até o governo abrir negociação sobre a retirada da urgência constitucional”, disse Aníbal.

Para o líder do PPS, Fernando Coruja (SC), o Congresso não pode votar uma matéria dessa natureza sem uma ampla discussão, até mesmo porque a proposta pretende mudar o modelo de exploração do petróleo. “Está ficando evidente que o projeto é eleitoreiro. O novo modelo só vai dar frutos lá para 2020. A urgência tem que ter uma justificativa, o objetivo não pode ser eleitoral”, afirmou Coruja.

O líder do DEM, Ronaldo Caiado (GO), disse que é “inaceitável" a Câmara ser "atropelada" pelo Executivo, que impõe aos deputados 45 dias para votar os projetos do pré-sal. Segundo Caiado, a decisão dos partidos de oposição de obstruir as votações deve-se ao fato de não ser possível votar as matérias em 45 dias porque não dá para discuti-las nesse prazo. Só para as comissões especiais serem instaladas, são necessários em torno de três semanas e só aí vão mais de 20 dias, disse o deputado. “Estamos preparados para o debate e para a obstrução”, afirmou.

Já o líder do PT na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (SP), defendeu a manutenção da urgência constitucional dos projetos como uma forma de não desviar o foco das discussões da proposta e dar celeridade a sua votação. “A urgência impede que sejam apensados outros projetos e evita a mudança de foco. As atenções ficarão voltadas para os projetos do marco regulatório.”Segundo o petista, a orientação do governo é não desfigurar os quatro projetos do pré-sal, embora o governo aceite mudanças do Congresso que visem a melhorar os textos, “mas sem alterar o eixo central das propostas”. Em relação à obstrução deflagrada pelo DEM, PSDB e PPS, o petista afirmou que respeita a decisão da oposição e considera que ela é legítima. “Essa não é a primeira, sem será a última vez que oposição vai obstruir votações.”

Vaccarezza informou que ainda não está definida a tramitação dos quatro projetos do pré-sal e nem quantas comissões especiais serão criadas para a análise das matérias. Segundo ele, já há certeza de que pelo menos para dois projetos serão criadas comissões especiais. No entanto, em relação aos outros dois ainda não tem uma definição.

Devem ser criadas uma comissão especial para analisar o projeto que cria o fundo, uma espécie de caixa que captará os recursos oriundos da exploração do pré-sal, e outra para analisar o que trata das regras de exploração do petróleo em regime misto com partilha e concessão.

De acordo com Vaccarezza, não está havendo briga pela relatoria dos projetos. Mas informou que se tiver quatro relatorias, o seu partido deve ficar com duas delas. Em relação aos dois projetos que já estão definidos que serão analisados por comissão especial, o líder disse que o PMDB deverá ficar com a relatoria do projeto que trata da partilha e o PT com o do fundo.

Interlocutores dos partidos da base governista dizem que o caso o PT fique com duas relatorias deverá indicar para os postos os deputados Arlindo Chinaglia (SP), ex-presidente da Câmara, e o deputado Antonio Palocci (SP), ex-ministro da Fazenda, por serem parlamentares de grande projeção.

Esses interlocutores dão como certa a escolha do líder do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), como relator do projeto que cria regras de exploração com regime misto de partilha e concessão. Caso haja quatro comissões especiais, o PMDB poderá abrir mão da segunda relatoria para um deputado de partido da base aliada.

Em relação às presidências das comissões especiais, caberá ao presidente da Câmara, ouvindo os líderes partidários, definir os nomes que vão ocupar esses cargos.

Barreira constitucional

A distribuição de royalties para estados e municípios produtores está fixada na Constituição Federal e, por isso, não cabe ao Congresso Nacional mudar essa condição, pois as regiões produtoras têm domínio sobre o que fazer com o dinheiro. A opinião é do advogado Jorge Folena, do Instituto dos Advogados Brasileiros e da Sociedade Brasileira de Geografia. A proposta do governo federal foi de que todos os estados e municípios participassem da distribuição dos royalties, sem privilégios aos produtores. Diante da resistência de alguns governadores, o presidente Lula recuou e decidiu beneficiar no projeto estados onde as reservas estão localizadas.

A regra constitucional, conforme Folena, procura compensar os estados que recebem os derivados de petróleo pela perda de receita porque, pela Constituição, não podem cobrar Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Impacto ambiental

A exploração da camada pré-sal vai liberar pelo menos três vezes mais gás carbônico que a camada pós-sal, de acordo com o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. No entanto, o ministro afirmou que, “apesar de significativas”, as emissões elevadas não inviabilizam a exploração das novas reservas. Os textos enviados ao Congresso Nacional pelo Executivo não preveem nenhum tipo de esforço adicional para aumentar o controle de emissões de efeito estufa.

A saída, segundo Minc, é o desenvolvimento de tecnologias para garantir que o carbono do pré-sal não chegue à atmosfera. A mais cogitada e já em estudo pela Petrobras é a captura e armazenamento de carbono (CCS, na sigla em inglês). Em linhas gerais, o mecanismo permite retirar o carbono e “enterrá-lo”.

Na mão dos parlamentares

Os projetos de lei que instituem a exploração de petróleo na camada do pré-sal foram publicados no Diário Oficial da União desta terça. Os quatro projetos encaminhados pelo governo ao Congresso Nacional alteram a legislação atual que regulamenta a política energética nacional e as atividades referentes ao monopólio do petróleo.

A primeira proposta muda o sistema de exploração e produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos para o regime de partilha, quando o produto extraído é dividido entre o governo e a empresa responsável pela exploração. Atualmente, vigora o sistema de concessão, em que a empresa exploradora paga royalties sobre o produto extraído.

O segundo projeto autoriza a criação da empresa pública denominada Empresa Brasileira de Administração de Petróleo e Gás Natural S.A. (Petro-sal), que vai administrar a exploração do petróleo. O terceiro projeto cria o Fundo Social (FS), para onde irão os recursos obtidos pelo governo na exploração do pré-sal. Os rendimentos desse fundo vão financiar projetos sociais, ambientais e tecnológicos.

O quarto projeto autoriza a União a transferir os direitos de exploração para a Petrobras, em troca de pagamento em dinheiro ou títulos públicos. Na mensagem encaminhada ao Congresso, o governo propõe ao Senado autorização para contratar operação de crédito externo entre a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird) para financiar parcialmente o Programa de Saneamento Ambiental dos Mananciais do Alto Tietê (Programa Mananciais).

Custo da exploração

O presidente Lula disse não estar preocupado com a descoberta de poços secos no pré-sal. Segundo ele, as informações existentes até o momento sobre as reservas “são as melhores possíveis”. “Só para você ter uma ideia, na Bacia de Campos, foram perfurados 13 poços e todos eles têm 100% de possibilidade de serem economicamente muito rentáveis para o Brasil, para a Petrobras e para os brasileiros.” As afirmações foram feitas em entrevista coletiva, depois do encerramento de encontro de empresários brasileiros e alemães, em Vitória, no Espírito Santo.

A exploração do petróleo da camada pré-sal deve exigir da Petrobras, nos próximos cinco anos, um investimento adicional de cerca de US$ 10 bilhões, além do orçamento previsto para o período, que é de US$ 30 bilhões. A informação foi dada pelo diretor financeiro da estatal, Almir Barbassa. “Não temos uma estimativa pronta, mas esses cinco bilhões [de barris de petróleo que serão destinados pela União à estatal, sem licitação] devem representar mais cerca de 30% do nosso orçamento, ou seja, mais US$ 10 bilhões”, afirmou Barbassa.

De acordo com o diretor, o montante não tem um impacto significativo nos próximos anos. No futuro, avaliou, a empresa terá condições de estimar mais claramente os custos da nova produção do pré-sal. “O impacto maior virá no futuro, quando teremos uma produção muito diferente da de hoje, com um fluxo de caixa maior, um rebalanceamento do conjunto de projetos.

O pré-sal ganha mais peso no nosso portfólio, enquanto as demais áreas começam a diminuir.”
Segundo Barbassa, a Petrobras deve fazer uma capitalização para financiar essa exploração assim que o Congresso Nacional aprovar o novo marco regulatório do setor, enviado pelo governo, em regime de urgência. “Vamos trabalhar para ficarmos prontos para a capitalização, tão logo tenhamos a lei aprovada”, disse. Ele informou que a operação pode ser feita em até menos de um mês” após a aprovação do projeto.

Privilégio estatal

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, rebateu críticas sobre a participação do Estado na exploração do pré-sal e defendeu o novo marco regulatório do setor enviado pelo Executivo ao Congresso Nacional. Pela proposta, a Petrobras será a única operadora dos blocos abaixo da camada de sal. "Não tem menos transparência. Haverá um processo licitatório em que as empresas vão licitar a maior participação do lucro que vão dar a União", afirmou em relação ao modelo e partilha, no qual a empresa contratada empreenderá por sua conta as operações exploratórias e será reembolsada pelo governo com óleo e gás.

Para Gabrielle, o fato de o Estado aumentar a sua presença na gestão e no ritmo de desenvolvimento das atividades na área de petróleo é um fenômeno que está acontecendo no mundo inteiro. "Hoje, estamos vivendo uma situação de que o futuro apresenta uma grande possibilidade de escassez de petróleo. Ter acesso a reservas é um problema que interessa a todos os governos. Os estados produtores tentarão extrair o máximo possível da renda petrolífera.

Quem pensar que o livre mercado vai determinar decisões de investimentos está em horizonte equivocado", completou.

Gabrielle também defendeu a participação da Petrobras na exploração do óleo abaixo da camada de sal, devido à capacidade de financiamento da empresa e, principalmente, ao acúmulo tecnológico na extração do óleo em águas profundas. Além disso, ressaltou que a estatal pode influenciar a cadeia produtiva do petróleo no país. "Somos, no mercado de águas profundas, o maior comprador do mundo de equipamentos e sistemas importantes. Dessa maneira, teremos um valor de escala gigantesco, que seria uma irresponsabilidade empresarial e nacional se não usássemos como poder de barganha para viabilizar a expansão da capacidade protutiva da cadeia de forncedores no Brasil", ressaltou.

José Sergio Gabrielli também disse que as oscilações das ações da estatal nesta segunda (31/8), dia em que as regras da exploração foram divulgadas, não estavam relacionadas ao envio do projeto de lei do novo marco regulatório do pré-sal pelo governo ao Congresso Nacional. De acordo com o presidente da empresa, a queda nas ações é normal diante do anúncio de alguma capitalização, que será necessária para financiar a exploração de 5 bilhões de barris do pré-sal, transferidos pelo União à Petrobras, como consta do novo marco regulatório.

“A grande queda ocorreu antes do anúncio”, disse Gabrielli, ao rebater a relação entre as cotações das ações e a apresentação do projeto de lei. Segundo Gabrielli, até o fim da manhã de hoje, as ações mostraram recuperação, em alta, “com três upgrades da Petrobras no relatório de analistas”, informou. “A queda tem muito a ver com que aconteceu na China no dia anterior e com o preço do petróleo”, explicou. “As ações hoje estão em alta. Então, não posso acreditar nessa suposição de que o mercado reagiu negativamente.”
Fonte: Consultor Jurídico - www.conjur.com.br

terça-feira, 1 de setembro de 2009

ENTENDA O QUE É A CAMADA PRÉ-SAL

da Folha Online

A chamada camada pré-sal é uma faixa que se estende ao longo de 800 quilômetros entre os Estados do Espírito Santo e Santa Catarina, abaixo do leito do mar, e engloba três bacias sedimentares (Espírito Santo, Campos e Santos). O petróleo encontrado nesta área está a profundidades que superam os 7 mil metros, abaixo de uma extensa camada de sal que, segundo geólogos, conservam a qualidade do petróleo (veja figura abaixo).

Vários campos e poços de petróleo já foram descobertos no pré-sal, entre eles o de Tupi, o principal. Há também os nomeados Guará, Bem-Te-Vi, Carioca, Júpiter e Iara, entre outros.
Arte Folha
Um comunicado, em novembro do ano passado, de que Tupi tem reservas gigantes, fez com que os olhos do mundo se voltassem para o Brasil e ampliassem o debate acerca da camada pré-sal. À época do anúncio, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) chegou a dizer que o Brasil tem condições de se tornar exportador de petróleo com esse óleo.

Tupi tem uma reserva estimada pela Petrobras entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris de petróleo, sendo considerado uma das maiores descobertas do mundo dos últimos sete anos.

Neste ano, as ações da estatal tiveram forte oscilação depois que a empresa britânica BG Group (parceira do Brasil em Tupi, com 25%) divulgou nota estimando uma capacidade entre 12 bilhões e 30 bilhões de barris de petróleo equivalente em Tupi. A portuguesa Galp (10% do projeto) confirmou o número.

Para termos de comparação, as reservas provadas de petróleo e gás natural da Petrobras no Brasil ficaram em 13,920 bilhões (barris de óleo equivalente) em 2007, segundo o critério adotado pela ANP (Agência Nacional do Petróleo). Ou seja, se a nova estimativa estiver correta,

Tupi tem potencial para até dobrar o volume de óleo e gás que poderá ser extraído do subsolo brasileiro.

Estimativas apontam que a camada, no total, pode abrigar algo próximo de 100 bilhões de boe (barris de óleo equivalente) em reservas, o que colocaria o Brasil entre os dez maiores produtores do mundo.

MAIS DÚVIDAS
A Petrobras, uma das empresas pioneiras nesse tipo de perfuração profunda, porém, não sabe exatamente o quanto de óleo e gás pode ser extraído de cada campo e quando isso começaria a trazer lucros ao país.

Ainda no rol de perguntas sem respostas, a Petrobras não descarta que toda a camada pré-sal seja interligada, e suas reservas sejam unitizadas, formando uma reserva gigantesca.

Justamente por conta do desconhecimento sobre o potencial da camada pré-sal o governo decidiu que retomará os leilões de concessões de exploração de petróleo no Brasil apenas nas áreas localizadas em terra e em águas rasas. Afinal, se a camada for única, o Brasil ainda não tem regras de como leiloaria sua exploração.

Assim, toda a região em volta do pré-sal não será leiloada até que sejam definidas as novas regras de exploração de petróleo no país (Lei do Petróleo), que voltaram a ser discutidas pelo Planalto --foi criada uma comissão interministerial para debater modelos em vigor em outros países e o destino dos recursos do óleo extraído.

Além disso, o governo considera criar uma nova estatal para administrar os megacampos, que contrataria outras petrolíferas para a exploração --isso porque os custos de exploração e extração são altíssimos. Os motivos alegados no governo para não entregar a região à exploração da Petrobras são a participação de capital privado na empresa e o risco de a empresa tornar-se poderosa demais.

OPINIÕES

O diretor de exploração e produção da Petrobras, Guilherme Estrella, disse que a discussão em torno das mudanças no marco regulatório do petróleo não levará em conta o interesse privado.

"Existem vários interesses públicos e privados envolvidos nessa questão. A Petrobras é uma empresa que tem controle governamental, mas tem acionistas privados, que têm que ser respeitados. Ao mesmo tempo, o aproveitamento dessas riquezas é questão de Estado brasileiro", reconheceu.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem feito vários discursos em que mencionou que as reservas pertencem ao "povo brasileiro" e devem ser usadas em benefício do país, como para aplicações na educação. Lula chegou a mencionar que as reservas eram uma chance divina e deveria ser usada para reparar uma dívida com os mais pobres.

O QUE É PRÉ-SAL?


SAIBA O QUE É PRÉ-SAL E NÃO SE ILUDA

A camada do pré-sal já foi manchete, polêmica e até bandeira da próxima campanha presidencial. Apesar dos bilhões de barris de petróleo alardeados pelo governo, que estão supostamente encobertos por espessas camadas de sal abaixo do leito do mar brasileiro, muito do que se falou até hoje são meras conjecturas. O que realmente significa o pré-sal para o (povão deste ) país? Como essa riqueza será explorada (pelo PT)? Quais são as garantias de que a extração de petróleo nessas áreas é um bom investimento? Essas e outras respostas irão ajudar você a entender a questão (e como o PT pretende alugar o povão para as eleições de 2010).

1. O que é a camada do pré-sal e onde ela está situada?
É uma porção do subsolo que se encontra sob uma camada de sal situada alguns quilômetros abaixo do leito do mar. Acredita-se (o que não confirma nada) que a camada do pré-sal, formada há 150 milhões de anos, possui grandes reservatórios de óleo leve (de 28º API – óleo de melhor qualidade e que produz petróleo mais fino). De acordo com os resultados obtidos através de perfurações de poços, as rochas do pré-sal se estendem por 800 quilômetros do litoral brasileiro, desde Santa Catarina até o Espírito Santo, e chegam a atingir até 200 quilômetros de largura.

2. Qual é o potencial da exploração de pré-sal no Brasil?

Estima-se (pois não há estudo conclusivo) que a camada do pré-sal guarde o equivalente a cerca de 100 bilhões de boe (medida que inclui óleo e gás). O número supera (ria) em mais de cinco vezes as reservas atuais do país, da ordem de 12 a 14 bilhões de boe. Só no campo de Tupi (porção fluminense da Bacia de Santos), de acordo com análises de testes de formação, estima-se (sem nenhuma comprovação) que haja entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris de petróleo, isto é, o suficiente para elevar as reservas de petróleo e gás da Petrobras em 40% a 60%. Soma-se a isso o fato de que a Petrobras é uma das empresas pioneiras no tipo de perfuração exigida para essa extração.

3. Quanto representa esse potencial em nível mundial?
Caso a expectativa seja confirmada (por enquanto é só estimativa, sonhos), o Brasil ficaria entre os seis países que possuem as maiores reservas de petróleo do mundo, atrás somente de Arábia Saudita, Irã, Iraque, Kuwait e Emirados Árabes. (E se não se confirmar, quem estaria sendo enganado?)

4. Como o Brasil vai explorar essa riqueza?
A grande polêmica está justamente na tecnologia que será necessária para a extração. Ainda não se sabe, por exemplo, o que será preciso para retirar o óleo de camadas tão profundas e muito menos se o país dispõe desses recursos. Tupi, por exemplo, a parte que realmente interessa na área do pré-sal, encontra-se a 300 quilômetros do litoral, a uma profundidade de 7.000 metros e sob 2.000 metros de sal. É de lá e dos blocos contíguos que o governo espera que vá jorrar aproximados 50 bilhões de barris de petróleo. Além disso, não se sabe se a real quantidade de petróleo no pré-sal irá compensar os custos tecnológicos.

5. Quanto deverá custar o projeto?
Devido à falta de informações sobre os campos (ou seja, tudo suposição para enganar o público), ainda é muito cedo (ou seja, vote no PT acreditando nesse sonho e o PT vai te dizer depois de reeleito em 2010 se as informações se confirmaram) para se ter uma estimativa concreta de custos. No entanto, alguns estudos já dão uma idéia do tamanho do desafio. Uma pesquisa elaborada pelo banco USB Pactual, por exemplo, diz que seriam necessários 600 bilhões de dólares (45% do produto interno bruto brasileiro, ou seja, mixaria) para extrair os 50 bilhões de barris estimados para os blocos de exploração de Tupi, Júpiter e Pão de Açúcar (apenas 13% da área do pré-sal). A Petrobras já é mais modesta em suas previsões. Para a companhia, o custo até se aproxima dos 600 bilhões de dólares, mas engloba as seis áreas já licitadas em que é a operadora: Tupi e Iara, Bem-Te-Vi, Carioca e Guará, Parati, Júpiter e Carambá.

6. Há alguma garantia que justifique o investimento?
Ainda não existe na área do pré-sal uma única gota de petróleo que possa ser classificada como “reserva provada”, ou seja, quantidade de petróleo de cuja existência se tem certeza e que seja passível de extração. O que se encontrou até agora foram (só) indícios em diferentes pontos do litoral. Já foram perfurados poços das três bacias que compreendem o pré-sal: a do Espírito Santo (ES), a e Campos (RJ) e a de Santos (RJ, SP, PR e SC). E o PT sonha em colocar 600 B-I-L-H-Õ-E-S DE DÓLARES (quase metade do PIB) em indícios. Faz sentido quando isto pode ajudar nas eleições de 2010. Depois desta data fica mais fácil dizer que os tais INDÍCIOS não se comprovaram, mas o PT foi reeleito.

7. Quando haverá uma perspectiva mais concreta?
A Petrobras e seus sócios internacionais agendaram para março de 2009 o primeiro Teste de Longa Duração (TLD) no campo de Tupi, a grande aposta do país no pré-sal. A partir de então (de 2009?), a previsão é de que o campo produza 30.000 barris diários de petróleo. E o que impede o PT de ficar "cozinhando o galo" já que o teste seria de LONGA
DURAÇÃO, até resolver o problema da reeleição?

8. Quais são os riscos desse investimento?
Fora o risco de não haver os alardeados bilhões de barris de petróleo no pré-sal, a Petrobras ainda poderá enfrentar outros problemas. Existe a chance de a rocha-reservatório, que armazena o petróleo e os gás em seus poros, não se prestar à produção em larga escala a longo prazo com a tecnologia existente hoje. Como a rocha geradora de petróleo em Tupi possui uma formação heterogênea, talvez também sejam necessárias tecnologias distintas em cada parte do campo. Além disso, há (outros problemas que a sofisticada tecnologia da "pioneira" Petrobrás não domina) o receio de que a alta concentração de dióxido de carbono presente no petróleo do local possa danificar as instalações.

9. Onde será usado o dinheiro obtido com a exploração?
Uma das principais promessas do governo com relação ao pré-sal é de que irá aplicar seus dividendos na área da Educação (mas a CPMF não tinha sido criada para salvar a Saúde?). Mas já se falou de tudo, desde usar o dinheiro no combate à miséria até para a construção de um submarino nuclear. Os lucros com a exploração, no entanto, não devem vir antes de 2014 (o importante é cozinhar o eleitor fazendo-o crer que o governo do PT "continua" ético).

10. O que acontecerá com os contratos de concessão do local já licitados e assinados?
Embora tenha inicialmente se falado na desapropriação de blocos já licitados na camada do pré-sal, o governo já anunciou que serão garantidos os resultados dos leilões anteriores e honrados os contratos firmados (para manter os empresários do setor satisfeitos) e sob controle. Porém, não haverá mais concessão de novos blocos à iniciativa privada ou a Petrobrás na área do pré-sal. Ao invés disso, será adotado o regime de partilha de produção, com a criação de uma empresa estatal, mas não operacional, para gerir os contratos de exploração.

11. O que é unitização (é a garantia de que o governo petista não perderia nenhum gota de petróleo) e por que isso está sendo cogitado?
A unitização é um acordo de gerenciamento compartilhado entre as concessionárias de diferentes áreas em casos de as reservas de dois ou mais blocos serem ligadas, em decorrência de uma maior extensão dos reservatórios para além dos limites licitados pela ANP. Esse recurso, previsto em lei, foi trazido à tona, pois ainda não se sabe se na área de 14 mil quilômetros quadrados já concedida, onde estão os blocos de Tupi, Júpiter e Carioca, entre outros, existe apenas um campo gigantesco e contínuo de petróleo. Nesse caso, a União terá direito a parte da exploração, pois as áreas limítrofes a esses blocos ainda não.
Fonte: guiasaojose.com.br - Colaboração de Walmor Grade Membro do F T R D (FDR-PR)