quinta-feira, 3 de abril de 2014

Por Carlos Alberto Barbosa*


OS ROSADOS QUEREM 

MANTER O FEUDO EM MOSSORÓ


Instado a falar sobre quais as minhas impressões sobre as eleições suplementares em Mossoró que se dá no dia 4 de maio, pelo vereador de Natal, Hugo Manso (PT), disse-lhe que era difícil um prognóstico, até porque Mossoró sempre foi um caso atípico na política do Rio Grande do Norte, por ser um feudo dos Rosado. Diria até que Mossoró é o nosso Maranhão, estado onde os Sarney mandam e desmandam.

E por que disse isso? Simples: numa eleição suplementar em que dos quatro candidatos que vão disputar o pleito -Francisco José Silveira Júnior (PSD), prefeito com mandato tampão; Larissa Rosado(PSB) ; Gutemberg Henrique Dias (PCdoB); e a prefeita afastada do cargo Cláudia Regina (DEM) – uma é Rosado (Larissa) e a outra representa o outro lado dos Rosado (Cláudia Regina), lançada novamente para disputar o cargo pelo presidente municipal do DEM e secretário-chefe do Gabinete Civil, Carlos Augusto Rosado marido da governadora Rosalba Ciarlini – é de se supor que a máquina dos Rosado – os da oposição e os da situação – serão azeitadas outra vez. Alguém tem dúvida?

Um detalhe que chama a atenção é que tanto Larissa Rosado como Cláudia Regina estão sendo processadas pela Justiça Eleitoral em função de abusos cometidos na última eleição municipal em Mossoró. Usando-se dos argumentos  apresentados por seus advogados de que os processos ainda não transitaram em julgado, ambas serão outra vez candidata objetivando com isso a manutenção do feudo que há anos domina a política mossoroense.

Aliás, na política papa-jerimum se fala muito que as oligarquias dominam o estado. Correto, mas pior do que isso é manter um feudo como é o caso da família Rosado na segunda maior cidade do estado. A família se dividiu para se manter no poder. Uma eleição sim outra eleição sim é Rosado mandando em Mossoró.

Uma vez conversando com um amigo jornalista de Fortaleza e que mora em Brasília ele me disse o seguinte:

- Vocês no Rio Grande do Norte reclamam das oligarquias Alves e Maia. Pior é no Maranhão que só dá Sarney.

E aí aproveitando o exemplo desse meu amigo digo que é igual a Mossoró que só dá Rosado.

Portanto, respondendo a Hugo Manso repito que em se tratando de eleição em Mossoró é difícil fazer um prognóstico. Ou melhor: faço uma pergunta: qual dos Rosado é melhor para a cidade? os Rosado “socialistas” ou os Rosado do “Demo”? Ou será que o povo mossoroense vai fazer jus a liberdade e votar num candidato que não represente o feudo que domina a política local desde o século passado?

A conferir!

*Carlos Alberto Barbosa é jornalista, natural de Natal(RN), formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte(UFRN) desde 1984  



Instado a falar sobre quais as minhas impressões sobre as eleições suplementares em Mossoró que se dá no dia 4 de maio, pelo vereador de Natal, Hugo Manso (PT), disse-lhe que era difícil um prognóstico, até porque Mossoró sempre foi um caso atípico na política do Rio Grande do Norte, por ser um feudo dos Rosado. Diria até que Mossoró é o nosso Maranhão, estado onde os Sarney mandam e desmandam.
E por que disse isso? Simples: numa eleição suplementar em que dos quatro candidatos que vão disputar o pleito -Francisco José Silveira Júnior (PSD), prefeito com mandato tampão; Larissa Rosado(PSB) ; Gutemberg Henrique Dias (PCdoB); e a prefeita afastada do cargo Cláudia Regina (DEM) – uma é Rosado (Larissa) e a outra representa o outro lado dos Rosado (Cláudia Regina), lançada novamente para disputar o cargo pelo presidente municipal do DEM e secretário-chefe do Gabinete Civil, Carlos Augusto Rosado marido da governadora Rosalba Ciarlini – é de se supor que a máquina dos Rosado – os da oposição e os da situação – serão azeitadas outra vez. Alguém tem dúvida?
Um detalhe que chama a atenção é que tanto Larissa Rosado como Cláudia Regina estão sendo processadas pela Justiça Eleitoral em função de abusos cometidos na última eleição municipal em Mossoró. Usando-se dos argumentos  apresentados por seus advogados de que os processos ainda não transitaram em julgado, ambas serão outra vez candidata objetivando com isso a manutenção do feudo que há anos domina a política mossoroense.
Aliás, na política papa-jerimum se fala muito que as oligarquias dominam o estado. Correto, mas pior do que isso é manter um feudo como é o caso da família Rosado na segunda maior cidade do estado. A família se dividiu para se manter no poder. Uma eleição sim outra eleição sim é Rosado mandando em Mossoró.
Uma vez conversando com um amigo jornalista de Fortaleza e que mora em Brasília ele me disse o seguinte:
- Vocês no Rio Grande do Norte reclamam das oligarquias Alves e Maia. Pior é no Maranhão que só dá Sarney.
E aí aproveitando o exemplo desse meu amigo digo que é igual a Mossoró que só dá Rosado.
Portanto, respondendo a Hugo Manso repito que em se tratando de eleição em Mossoró é difícil fazer um prognóstico. Ou melhor: faço uma pergunta: qual dos Rosado é melhor para a cidade? os Rosado “socialistas” ou os Rosado do “Demo”? Ou será que o povo mossoroense vai fazer jus a liberdade e votar num candidato que não represente o feudo que domina a política local desde o século passado?
A conferir!

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2 comentários :

REPÚBLICA REVISTA disse...

FILA INDIANA
Convocados a realizar o cadastramento biométrico
fomos todos, em profusão, ao egrégio tribunal
afastando o fantasma assombradoramente tétrico
de uma eleição que não obtém coeficiente eleitoral

Ao lado do Fórum Regional, dava gosto de ver
tal qual uma grande serpente, poderosa e esguia
se ajuntando, freneticamente, desde o alvorecer
contida multidão despertando de sua letargia

Margeando toda a lateral do prédio central
caminhamos ao lado da nossa comunidade
numa marcha que não é considerada normal
construindo os alicerces de nova sociedade

Foi um espetáculo de civilidade à brasileira
Com paciência, todos aguardavam sua vez
Num tributo verdadeiro a nossa linda bandeira,
praticando amor e ordem, o progresso se fez

Centenas de personagens de nossa cena urbana
pessoas diferentes em raça, credo, cor e ideologia
Rico, opulento, miserável, de pobreza franciscana
Fizeram valer a transformadora força da democracia

Houve histórico encontro de partidos adversários
se apoiando mutuamente e evitando contenda
todos demonstrando ser mais do que solidários
sem fazer proselitismo em favor de sua legenda

Teve gente que buscava garantir seu sustento
vendendo agua, picolé, sacolé e refrigerante
mas, generoso, abriu mão de seu rendimento
partilhando o produto com a idosa e a gestante

Na fila indiana teve, de tudo, um pouco
desempregado e gente de toda profissão,
teve o culto que, de tanto falar, ficou rouco
e indiferente que saiu pleno de convicção

Teve Itamar que, no meio da rua, apregoava
em grego fluente, sua justificada frustração,
discursando, assim como quem conversava,
para uma platéia que aplaudia sua erudição

O ser que tem a capacidade de se conformar
com pouco de direito e muito de obrigação
também está apto a, provocado, se rebelar
contra aquele que sempre lhe faz exploração

Afinal, participamos da mesma comunidade
e nela comungamos os frutos de nossa opção
competindo, a cada um, a responsabilidade
de escolher por merecimento, sem alienação

É importante observar que o voto universal
se torna arma na mão do eleitor esclarecido
municiado para provocar enorme dano letal
a qualquer camarilha de político corrompido

O título é um passaporte para a cidadania
sem deter a exclusividade como solução
sendo necessário se engajar no dia a dia
pensando no coletivo ao tomar a decisão

Embora despercebidamente, sem tal intenção
a presença popular assusta a mente tirana
que receia o desprezo, tanto quanto a reação,
de um povo obrigado a votar em fila indiana

Julio Rosado Filho

REPÚBLICA REVISTA disse...

FILA INDIANA

Convocados a realizar o cadastramento biométrico
fomos todos, em profusão, ao egrégio tribunal
afastando o fantasma assombradoramente tétrico
de uma eleição que não obtém coeficiente eleitoral

Ao lado do Fórum Regional, dava gosto de ver
tal qual uma grande serpente, poderosa e esguia
se ajuntando, freneticamente, desde o alvorecer
contida multidão despertando de sua letargia

Margeando toda a lateral do prédio central
caminhamos ao lado da nossa comunidade
numa marcha que não é considerada normal
construindo os alicerces de nova sociedade

Foi um espetáculo de civilidade à brasileira
Com paciência, todos aguardavam sua vez
Num tributo verdadeiro a nossa linda bandeira,
praticando amor e ordem, o progresso se fez

Centenas de personagens de nossa cena urbana
pessoas diferentes em raça, credo, cor e ideologia
Rico, opulento, miserável, de pobreza franciscana
Fizeram valer a transformadora força da democracia

Houve histórico encontro de partidos adversários
se apoiando mutuamente e evitando contenda
todos demonstrando ser mais do que solidários
sem fazer proselitismo em favor de sua legenda

Teve gente que buscava garantir seu sustento
vendendo agua, picolé, sacolé e refrigerante
mas, generoso, abriu mão de seu rendimento
partilhando o produto com a idosa e a gestante

Na fila indiana teve, de tudo, um pouco
desempregado e gente de toda profissão,
teve o culto que, de tanto falar, ficou rouco
e indiferente que saiu pleno de convicção

Teve Itamar que, no meio da rua, apregoava
em grego fluente, sua justificada frustração,
discursando, assim como quem conversava,
para uma platéia que aplaudia sua erudição

O ser que tem a capacidade de se conformar
com pouco de direito e muito de obrigação
também está apto a, provocado, se rebelar
contra aquele que sempre lhe faz exploração

Afinal, participamos da mesma comunidade
e nela comungamos os frutos de nossa opção
competindo, a cada um, a responsabilidade
de escolher por merecimento, sem alienação

É importante observar que o voto universal
se torna arma na mão do eleitor esclarecido
municiado para provocar enorme dano letal
a qualquer camarilha de político corrompido

O título é um passaporte para a cidadania
sem deter a exclusividade como solução
sendo necessário se engajar no dia a dia
pensando no coletivo ao tomar a decisão

Embora despercebidamente, sem tal intenção
a presença popular assusta a mente tirana
que receia o desprezo, tanto quanto a reação,
de um povo obrigado a votar em fila indiana

Julio Rosado Filho