ELEIÇÃO DE MOSSORÓ DEVERÁ
TER DUAS CANDIDATAS SUB JUDICE
De novo mesmo, apenas o candidato
Gutemberg Dias, do PC do B. Tirando ele, a eleição suplementar de
Mossoró, convocada diante inúmeras denúncias de irregularidades no
pleito passado, de 2012, será o mesmo. Inclusive, pela presença de
Cláudia Regina (DEM), prefeita afastada por consequência dessas
denúncias, e a adversária dela, Larissa Rosado (PSB), também condenada
por condutas vedadas registradas no mesmo período. As duas deverão ter
indeferidos seus registros de candidaturas e, possivelmente, terão que
concorrer na campanha como “candidatas sub judice”.
Obviamente, a situação de Cláudia Regina é mais grave. A ex-prefeita
de Mossoró foi cassada 12 vezes no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e
precisará reverter todas essas decisões contrárias no Tribunal Superior
Eleitoral (TSE) para conseguir se candidatar. Nem o artifício da liminar
é mais possível, porque ela já teve um dos pedidos negados (só é
preciso uma condenação para torna-la inelegível). Por isso, ela terá que
esperar o julgamento do mérito dos recursos para tentar “limpar o nome”
e conseguir registro – fato que, dificilmente, ocorrerá até 4 de maio,
dia da votação.
Com isso, para especialistas em Direito Eleitoral, como o advogado
Fábio Hollanda (ex-juiz do TRE), a situação é muito difícil, sobretudo,
porque o pleito suplementar veda a participação de candidatos causadores
da nova eleição, como foi o caso de Cláudia Regina. Dessa forma, se
reeleita, a democrata não deverá conseguir assumir, o que abrirá espaço
para uma eventual substituição dela na reta final do processo eleitoral.
A substituição, por sinal, foi um artificio bastante utilizado no
último pleito eleitoral, uma vez que a Justiça permite a troca de nomes
(mesmo horas antes a realização do pleito), quando o candidato está
impedido de alguma forma ou, neste caso, inelegível. Se isso se repetir
em Mossoró, Cláudia Regina poderá participar de toda a campanha e, na
reta final, diante da inviabilidade eleitoral, ser substituída por outro
nome Democrata, apto a assumir o poder em caso de vitória.
A situação de Larissa Rosado é menos grave. A deputada estadual tem
como principal item contrário “apenas” uma condenação no TRE, por abuso
de poder midiático. Segundo o advogado Armando Hollanda, que defende a
atual deputada estadual, não há nenhuma grave ameaça para Larissa Rosado
nessa disputa. Ela precisaria, apenas, de uma liminar no TSE, que
suspenderia a condenação sofrida na instância superior até o julgamento
do mérito.
Porém, é fato que Larissa Rosado tem outras condenações, por
propaganda antecipada também no último pleito eleitoral. Por isso, o
Ministério Público Eleitoral ainda poderá pedir o indeferimento do
registro dela mesmo com a obtenção da liminar.
Candidatos
Dos seis candidatos lançados por partidos e coligações para o pleito
suplementar de Mossoró, apenas o PC do B terá um nome novo. Larissa,
Cláudia, Cinquentinha (PSOL) e Josue Moreira (PSDC) disputaram a eleição
de 2012 tentando a eleição para prefeito. O prefeito interino da
cidade, Francisco José Júnior, do PSD, foi até eleito, mas como
vereador.
Fonte: Portal no Ar
Por Ciro Marques
Por Ciro Marques

















































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