SEMANA DE ENGENHARIA FLORESTAL
ENALTECE DIVERSIDADE DA CAATINGA
Com mais de cinco mil arvores por
hectares, o bioma caatinga é tema da I Semana de Engenharia Florestal
promovida pelo curso de Engenharia Florestal da Universidade Federal
Rural do Semi-Árido, aberta na manhã desta quarta-feira, 15, no
Auditório do CTARN, no Campus Leste da Ufersa Mossoró. A programação se
estenderá até sábado, 18, com uma prática de campo na Fazenda
Experimental da Universidade. A Semana é uma promoção do Centro
Acadêmico de Engenharia Florestal.
“Na
verdade a ideia surgiu a partir da provocação dos próprios estudantes
com a proposta de mostrar a atuação do engenheiro florestal no contexto
dessa vegetação que é exclusivamente brasileira e que faz parte da nossa
região”, afirmou a professora doutora, Rejane Tavares, coordenadora da I
Semana de Engenharia Florestal. Além da importância cientifica, a
professora acredita que é uma forma de integrar os alunos do curso. “É
uma forma de fortalecer o curso que tem um pouco mais de dois anos na
Ufersa e ao mesmo tempo divulgar a sua importância para a região do
semiárido”, opinou.
Mais
de 60 inscritos participam da Semana de Engenharia Florestal que conta
também com a participação de estudantes da UFRN, UERN, IF e UnP. “A
nossa proposta é divulgar o curso de Engenharia Florestal da Ufersa,
reforçando a atuação desse profissional dentro do bioma caatinga”,
argumentou a estudante e presidente do Centro Acadêmico de Engenharia
Florestal da Ufersa, Gabriela Oliveira de Souza.
ABERTURA
A palestra de abertura O papel do engenheiro florestal na caatinga,
proferida pelo professor doutor, Lúcio Valério Coutinho de Araújo, da
Universidade Federal de Campina Grande, trouxe para os estudantes a
importância do engenheiro florestal se dedicar aos estudos e pesquisas
relacionadas com o bioma caatinga. “A região nordeste conta atualmente
com cerca de 8 cursos de engenharia florestal, mesmo assim, existe um
déficit de profissionais capacitados nessa temática”, afirmou o
professor.
O
professor Lúcio Araújo ressaltou a grande diversidade do bioma que
apresenta características próprias como o alto poder de regeneração e de
resposta rápida às chuvas. Segundo o professor, a caatinga não tem
apenas importância ecológica ao possuir grande número de espécies de
valor incalculável, bem como a sua importância social como fonte de
rende. No nordeste, por exemplo, a caatinga gera 170 mil empregos
diretos e 500 mil indiretos. “Reconhecemos também a sua importância
econômica com mais de 30% de sua vegetação sendo forrageira, a sua
produção frutífera, medicinal, além do potencial energético”, frisou.
O
professor mencionou ainda o potencial da caatinga que de forma
planejada, organizada e sustentável tem grande viabilidade econômica,
citando, por exemplo, a criação de abelhas, a produção de madeira
(estacas e varas), a produção de frutas, servindo também de matéria
prima para produção de artesanato. O professor acredita que a
participação do engenheiro florestal de forma inovadora pode mudar a
realidade de degradação vivenciada pelo bioma caatinga na atualidade.
Para
mostrar a degradação da caatinga, o professor citou como exemplo, a
região do Seridó norte-rio-grandense quem tem as indústrias cerâmicas
como principais responsáveis pela degradação da vegetação nativa.
“Mensalmente são quase 23 mil estéreis de lenha, provenientes de plantas
da caatinga e espécies exóticas”, frisou. Além das cerâmicas,
queijeiras, panificadoras, casas de farinha, engenhos e alambiques,
entre outros, utilizam a vegetação da caatinga para produção de energia.
Como
o engenheiro florestal pode mudar essa realidade? Questionou o
palestrante aos futuros profissionais, alertando para a responsabilidade
social da categoria ao planejar, elaborar, coordenar e executar
projetos de manejo florestal para a caatinga. “Na sua pratica
profissional o engenheiro deve desenvolver planos de implementação
florestal e de recuperação de áreas degradas, bem como a execução de
atividades de conservação dos ecossistemas florestais visando à
manutenção da biodiversidade”, ressaltou.
Para
a estudante Ana Carolina Carvalho, no quarto período de Engenharia
Florestal, o tema da Semana é bastante pertinente. “Abordar a caatinga é
ver com outros olhos esse bioma. A nossa região tem uma floresta, a
caatinga que também é de grande importância”, considerou. Para o
estudante Miqueias Giraldo Barbosa, o evento tem a sua importância ao
possibilitar aos participantes conhecer a atuação do engenheiro
florestal, além de mostrar para a sociedade a importância do curso.
“Entramos no curso sem saber que a caatinga é uma floresta e é. Daí, a
importância de conhecer melhor esse bioma da nossa região”, finalizou.
Confira AQUI a programa da I Semana de Engenharia Florestal da Ufersa.
Fonte: Assessoria de Comunicação da UFERSA

















































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