quarta-feira, 15 de maio de 2013



SEMANA DE ENGENHARIA FLORESTAL 

ENALTECE DIVERSIDADE DA CAATINGA


Com mais de cinco mil arvores por hectares, o bioma caatinga é tema da I Semana de Engenharia Florestal promovida pelo curso de Engenharia Florestal da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, aberta na manhã desta quarta-feira, 15, no Auditório do CTARN, no Campus Leste da Ufersa Mossoró. A programação se estenderá até sábado, 18, com uma prática de campo na Fazenda Experimental da Universidade. A Semana é uma promoção do Centro Acadêmico de Engenharia Florestal.

“Na verdade a ideia surgiu a partir da provocação dos próprios estudantes com a proposta de mostrar a atuação do engenheiro florestal no contexto dessa vegetação que é exclusivamente brasileira e que faz parte da nossa região”, afirmou a professora doutora, Rejane Tavares, coordenadora da I Semana de Engenharia Florestal. Além da importância cientifica, a professora acredita que é uma forma de integrar os alunos do curso. “É uma forma de fortalecer o curso que tem um pouco mais de dois anos na Ufersa e ao mesmo tempo divulgar a sua importância para a região do semiárido”, opinou.

Mais de 60 inscritos participam da Semana de Engenharia Florestal que conta também com a participação de estudantes da UFRN, UERN, IF e UnP. “A nossa proposta é divulgar o curso de Engenharia Florestal da Ufersa, reforçando a atuação desse profissional dentro do bioma caatinga”, argumentou a estudante e presidente do Centro Acadêmico de Engenharia Florestal da Ufersa, Gabriela Oliveira de Souza.


ABERTURA 

 A palestra de abertura O papel do engenheiro florestal na caatinga, proferida pelo professor doutor, Lúcio Valério Coutinho de Araújo, da Universidade Federal de Campina Grande, trouxe para os estudantes a importância do engenheiro florestal se dedicar aos estudos e pesquisas relacionadas com o bioma caatinga. “A região nordeste conta atualmente com cerca de 8 cursos de engenharia florestal, mesmo assim, existe um déficit de profissionais capacitados nessa temática”, afirmou o professor.

O professor Lúcio Araújo ressaltou a grande diversidade do bioma que apresenta características próprias como o alto poder de regeneração e de resposta rápida às chuvas. Segundo o professor, a caatinga não tem apenas importância ecológica ao possuir grande número de espécies de valor incalculável, bem como a sua importância social como fonte de rende. No nordeste, por exemplo, a caatinga gera 170 mil empregos diretos e 500 mil indiretos. “Reconhecemos também a sua importância econômica com mais de 30% de sua vegetação sendo forrageira, a sua produção frutífera, medicinal, além do potencial energético”, frisou.

O professor mencionou ainda o potencial da caatinga que de forma planejada, organizada e sustentável tem grande viabilidade econômica, citando, por exemplo, a criação de abelhas, a produção de madeira (estacas e varas), a produção de frutas, servindo também de matéria prima para produção de artesanato. O professor acredita que a participação do engenheiro florestal de forma inovadora pode mudar a realidade de degradação vivenciada pelo bioma caatinga na atualidade.

Para mostrar a degradação da caatinga, o professor citou como exemplo, a região do Seridó norte-rio-grandense quem tem as indústrias cerâmicas como principais responsáveis pela degradação da vegetação nativa. “Mensalmente são quase 23 mil estéreis de lenha, provenientes de plantas da caatinga e espécies exóticas”, frisou. Além das cerâmicas, queijeiras, panificadoras, casas de farinha, engenhos e alambiques, entre outros, utilizam a vegetação da caatinga para produção de energia.

Como o engenheiro florestal pode mudar essa realidade? Questionou o palestrante aos futuros profissionais, alertando para a responsabilidade social da categoria ao planejar, elaborar, coordenar e executar projetos de manejo florestal para a caatinga. “Na sua pratica profissional o engenheiro deve desenvolver planos de implementação florestal e de recuperação de áreas degradas, bem como a execução de atividades de conservação dos ecossistemas florestais visando à manutenção da biodiversidade”, ressaltou.


Para a estudante Ana Carolina Carvalho, no quarto período de Engenharia Florestal, o tema da Semana é bastante pertinente. “Abordar a caatinga é ver com outros olhos esse bioma. A nossa região tem uma floresta, a caatinga que também é de grande importância”, considerou. Para o estudante Miqueias Giraldo Barbosa, o evento tem a sua importância ao possibilitar aos participantes conhecer a atuação do engenheiro florestal, além de mostrar para a sociedade a importância do curso. “Entramos no curso sem saber que a caatinga é uma floresta e é. Daí, a importância de conhecer melhor esse bioma da nossa região”, finalizou.

 Confira AQUI a programa da I Semana de Engenharia Florestal da Ufersa.

Fonte: Assessoria de Comunicação da UFERSA 

 

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