BOCA TERMINA COM
A INDEPENDÊNCIA CORINTIANA
No mesmo dia em que alguns vereadores paulistanos
deram mais um passo perigoso rumo à galhofa e ao desrespeito pela
cidadania – criaram o dia da Independência Corintiana - o Boca Juniors,
ajudado por dois erros de Carlos Amarilla – eliminou o Corinthians da
Libertadores.
Um murro na cara do novorriquismo corintiano. Gente
que acredita em Luiz Paulo Rosenberg, que acredita na Nike, na República
Popular do Corinthians bla bla bla. Gente que acreditou em Andrés
Sanches quando ele disse que, após a queda para a segundona, ninguém
mais riria do seu time. Gente que, como Fukuyama, decretou o fim da
história, foi avisado pelo golaço de Riquelme que nada é definitivo no
futebol.
Não
adianta ter dinheiro, ter isenção, ter terreno, ter grandes jogadores,
ser o melhor time do Brasil. No futebol, é preciso ganhar. E aqueles que
vivem dizendo que título não importa, devem comemorar muito o título
paulista. Se vier. Afinal, é um título. Afinal, é futebol. E nos últimos
tempos, a arrogância alvinegra se comparava à do São Paulo. Paulistão
não servia para nada. E a Libertadores era uma certeza. Viria por
decreto. Não veio, né. Nunca vem.
Riquelme chutou no gol ou tentou
um cruzamento? Eu acho que cruzou, buscando o segundo pau. Cássio
estava adiantado, mas o mérito do argentino é grande. Román não é mais o
garoto que derrotou o Palmeiras, mas consegue liderar tecnicamente esse
time. Ninguém, nem Diego Armando, ganhou tantos títulos com o Boca como
ele.
O grande mérito do Boca foi jogar bola. Lembram do que eu
falei ontem sobre o Palmeiras? Aquela história de JOGO DE LIBERTADORES,
de sangue na veia, de raça? Pois é, o Boca teve raça, determinação, mas
está classificado porque mostrou um posicionamento tático admirável.
Desde o primeiro minuto apostou no toque de bola, no bom passe e no jogo
em ritmo lento. Trocava passes no campo adversário e não se precipitou
nunca. Teve o domínio tático do jogo.
As tais duas linhas de
quatro funcionaram muito bem e a troca de posição entre Riquelme e
Blandi também. A vitória por 1 a 0 no primeiro tempo foi justa. Amarilla
errou, mas eu prefiro falar de futebol. Quando o Corinthians eliminou o
São Paulo nem toquei no fato concreto que Emerson e Romarinho deveriam
(ou poderiam?) ter sido expulsos. Analisar futebol baseado em erros de
arbitragem é algo simplório.
Para o segundo tempo, Tite mexeu
muito bem. Colocou Edenílson para abrir o jogo pela lateral e Pato para
dar mais força ao ataque. Saiu do tal 4-2-3-1 que eu considero muito
engessado. Foi para um 4-2-2-2. Precisava de um gol rapidamente e ele
veio aos seis minutos. Depois, houve o segundo, mas o juiz anulou bem
porque houve falta em Orion.
O Corinthians dominou o jogo, sufocou
o Boca e acredito que teria conseguido os três gols se Alexandre Pato
não tivesse cometido provavelmente a jogada mais ridícula de sua
carreira. Um pé tocou o outro e a bola safou-se da pancada. Acho que
esse foi o lance definitivo, foi o que impediu a virada corintiana.
No
final do jogo, a torcida corintiana cantou muito. A do Boca também, por
outros motivos. Foi muito bonito ver os jogadores se cumprimentando sem
baixaria, sem porrada.
O Boca enfrenta o NOB nas quartas. Um dos dois deve pegar o Galo na semi.
E
é bom lembrar que a história de Carlos Bianchi continua sendo escrita
com mérito e honra. Ele eliminou, no Brasil, Telê Santana, Felipão e
Tite. É um grande treinador.
Fonte: Blog do Menon

















































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