VEREADORA DE NATAL PROMETE
"LUTA" DURANTE A COPA DO MUNDO
Por proposição da vereadora Amanda Gurgel (PSTU), a Câmara Municipal
de Natal realizou, na manhã desta quinta-feira (15), uma audiência
pública para discutir o “Dia Nacional de Luta contra as Injustiças da
Copa”. A iniciativa, que acontece em 50 cidades do Brasil, está sendo
construída pela Assembleia Nacional dos Estudantes Livre (Anel), pela
Central Sindical (CSP-Conlutas), por diversos movimentos sociais e
organizações de juventude.
O debate no plenário da Casa contou com a participação de
representantes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, da Ordem
dos Advogados do Brasil (OAB/RN) e do Conselho Estadual dos Direitos
Humanos, além de líderes sindicais, estudantis e comunitários.
“Na Copa do Mundo, em Natal e no Brasil, vai ter luta. Porque
queremos dinheiro para saúde, educação e transporte público!”, declarou a
vereadora Amanda Gurgel (PSTU). “É importante chamar atenção da
sociedade acerca do endividamento das cidades-sede, remoções, obras
obsoletas e inacabadas, abusos da Lei Geral da Copa, exploração sexual,
repressão aos movimentos, Lei Antiterrorismo”, explicou.
Rodolfo Guerreiro, da comissão especial da OAB para a Copa, criticou a
Lei Geral da Copa que, entre outras coisas, conferiu a FIFA (Federação
Internacional de Futebol Associado) plenos poderes de controle sobre o
direito de ir e vir dos cidadãos durante o período de realização do
evento. “Vamos trabalhar para coibir abusos cometidos contra os
consumidores nos aeroportos, portos e estádios nos dias de jogos. Outra
preocupação é a defesa dos direitos humanos em relação, principalmente,
às manifestações sociais, crianças, adolescentes e idosos”.
De acordo com Rubens Ramos, especialista em engenharia de transportes
da UFRN, os governos investiram em obras viárias focadas nos automóveis
que não promoverão mobilidade urbana. “Degradaram os espaços urbanos e
não resolveram o problema que não é pontual, mas sistêmico. Ou seja, o
modelo brasileiro de transportes, calcado nos carros, está
ultrapassado”, defendeu.
“A realidade é que a malha viária das cidades não sustenta essa
estrutura e, em poucos meses, as obras que custaram 220 milhões já
estarão ultrapassadas. Além disso, as estruturas ao lado do Estádio
arena das Dunas vão restringir o fluxo dos pedestres na área”, completou
Rubens.
O coordenador do Comitê Popular da Copa, Marcos Dionísio, falou que
Natal foi a única cidade-sede que não efetivou as 1.300 desapropriações
que estavam previstas para acontecer por ocasião das obras para a Copa.
“Foi resultado da luta do comitê e demais movimentos sociais”. Géssica
Regis, da ANEL, disse que os gastos com o megaevento chegam a 33 bilhões
enquanto os serviços públicos essenciais não funcionam a contento. “Por
isso, juventude e trabalhadores vão pra rua reivindicar escolas,
hospitais e transporte coletivo de qualidade”.
Fonte: Portal no Ar
Foto: Marcelo Barroso / CMN

















































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