terça-feira, 2 de outubro de 2012

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LARISSA VISITA O SÊBADO


No último sábado (29) - antes da "Apoteose da Dutra" - a candidata a prefeita Larissa Rosado esteve na Confraria do Sêbado.

O Sêbado é a realização de um sonho de Marcos Almeira, que montou um espaço na sua própria casa para abrigar o sebo, na Rua Antônio Vieira de Sá, bairro Nova Betânia. “Esse lugar foi feito para que as pessoas se sintam como se estivessem nas suas próprias casas e onde abrigasse aqueles imbuídos em promover os movimentos culturais da cidade”, afirmou Marcos Almeida, lembrando que também há um interesse financeiro com a troca e venda de livro e discos usados, tradicional comercio de sebo.

Longe dos afazeres alfarrabistas, Marcos Almeida é cirurgião dentista há 27 anos. Durante a semana, atende seus clientes em um consultório na clínica da doutora Graça Lopes. “Por causa da minha atividade profissional, só abrimos aos sábados”, ratificou o nome do estabelecimento. A paixão pelos livros começou quando Marcos morava em Natal onde era freqüentador assíduo do Sebo do Cazuza, um dos mais antigos sebistas do Rio Grande do Norte. “Cazuza norteou o destino de muita gente vendendo seus livros pelo peso”, assegurou.


Marcos Almeida garante que no acervo do Sêbado há verdadeiras raridades, mas o proprietário faz uma ressalva de que “o livro mais importante é aquele que o cliente procura”. Entre as raridades do sebo, o freguês mais exigente pode encontrar a edição original do livro “Momento do Rio Grande do Norte - de 1597 a 1939”, de Câmara Cascudo. “Essa é a 1ª edição e não tenho conhecimento se o livro foi reeditado. Entre outros livros de Cascudo que temos, esse é um livro mais importante”, distingue Marcos, destacando que há ainda livros como coleção completa de Gilberto Freire e uma edição de luxo da obra “A Pedra do Reino”, de Ariano Suassuna.


Alheio as profecias prenunciando o fim do livro, Marcos Almeida convida as pessoas para uma aventura ao Sêbado para ouvir música, experimentar a maxixada, trocar idéias e se sentir cercado por um pedaço da memória escrita, por livros de ontem e de hoje, que cumpriram uma longa trajetória desde que saíram da gráfica até encontrarem um abrigo naquele espaço democrático. No Sêbado, é como se cada livro, revista, enciclopédia, almanaque, tivesse uma história diferente para contar.




















Fotos de Edilberto Barros e Rogério Dias


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