segunda-feira, 4 de outubro de 2010

PRODUTORES QUEREM VARIEDADE MAIS ADAPTADA À REGIÃO



O maracujá tem sido nos últimos anos a principal atividade agrícola do município de Coronel Ezequiel, na Região Agreste Potiguar. Para conhecer de perto a cultura, estudantes do curso de graduação em Agronomia e pós-graduação – Mestrado e Doutorado – da Universidade Federal Rural do Semi-Árido estiveram no município para avaliar a produção e a viabilidade da fruta.

Para o engenheiro agrônomo e produtor, José Edson de Araújo, o maracujá tem viabilidade financeira, embora a cultura ainda demandar pesquisas para a melhoria da produção. Segundo o agrônomo, a EMPARN vem desenvolvendo pesquisa para a produção de uma variedade de maracujá mais adaptada as condições climáticas da região. O maracujá produzido em Coronel Ezequiel é do tipo amarelo, resultante do cruzamento natural entre o maracujá regional e o passiflora introduzida pela Maguary.


Com uma plantação de 23 hectares em três áreas, José Edson, cultiva maracujá há 16 anos e afirma que toda a produção tem como destino a Central de Abastecimento de Natal – CEASA. “Temos o clima e o solo de excelentes qualidades, mas nos falta água”, pontua o agrônomo. Segundo ele, o município de Coronel Ezequiel se encontra a 800 metros acima do nível do mar. Quanto ao nível de precipitação anual gira em torno de 750 milímetros.

Mesmo diante das dificuldades, José Edson diz que já chegou a produzir 40 toneladas de maracujá por hectare e que atualmente a média varia entre 25 a 30 toneladas. “É importante que se faça o plantio de capim ao redor da plantação para a proteção contra o vento”. Outra dica dada pelo agrônomo aos estudantes e o cuidado com a traquinose e a mosca do botão floral. Para aumentar a produção da fruta, o produtor também realiza a polinização artificial.


“Estamos concluindo uma pesquisa que mostra que o maracujá dessa região apresenta grau brix – teor de açúcar – variando entre 12 e 14º”, informou a professora da UFERSA, Patrícia Lígia Dantas de Moraes. Esse trabalho a UFERSA vai  ser apresentado no Congresso Brasileiro de Fruticultura que acontece nesse mês de outubro, no Centro de Convenções de Natal. A Universidade Federal da Paraíba também realiza pesquisa na cultura do maracujá. “O ideal seria que pudéssemos desenvolver uma cultivar mais resistente”, conclui o agrônomo José Edson ao justificar a importância da presença das universidades nas pesquisas do maracujá.

Fonte: Assessoria de Comunicação da UFERSA

Nenhum comentário :