sábado, 28 de março de 2015


sexta-feira, 27 de março de 2015

VOCÊ NÃO ESTÁ SOZINHO: 1 EM

 CADA 4 BRASILEIROS FECHOU

 FEVEREIRO NO VERMELHO


SÃO PAULO – Os brasileiros ainda estão aprendendo a lidar com o orçamento familiar. Um levantamento do site de organização de finanças pessoais GuiaBolso revela que no mês de fevereiro 24% dos correntistas brasileiros encerraram fevereiro com o saldo negativo.

Além disso, o valor médio de juros pagos pela utilização do cheque especial foi de R$ 199.

A região Norte registra o maior percentual de usuários com o saldo negativo (29%), mas o menor valor médio de juros pagos (R$ 79), seguido pelo Nordeste com 28% de endividados e o maior valor médio de juros pagos: R$ 254.

No Sudeste, o porcentual de correntistas que estavam no cheque especial ficou em 26%. O valor médio de juros pagos, porém, foi 21% menor do que a média nacional, totalizando R$ 157. As regiões Sul e Centro-Oeste empatam no menor percentual de usuários no vermelho (25%).

E agora?
 
Ficar com a conta no vermelho é preocupante, mas não é o fim do mundo. Confira abaixo cinco dicas do GuiaBolso para sair do vermelho:

1- Organize suas finanças
 
O primeiro passo para sair do vermelho é fazer um diagnóstico preciso da sua situação financeira. Não tenha medo: para se livrar das dívidas é importante saber o quão grave é o problema. Coloque no papel quanto você está devendo, há quanto tempo e para quem.

Em seguida, liste todas as suas receitas, como salário, dinheiro extra e ajuda de familiares. Depois, veja quais são as despesas fixas e as essenciais que sua família tem, como aluguel, luz, gás, entre outros. Por fim, anote os outros tipos de despesa, como roupas, viagens e lazer. 

Com estas informações em mãos, é possível analisar onde é possível cortar algumas despesas para quitar as dívidas e voltar para o azul.  

2- Controle seus gastos
 
Depois de fazer um diagnóstico financeiro, é preciso controlar os gastos e cortar onde der, sendo que é mais fácil começar a cortar pelos gastos ligados a estilo de vida, como TV a cabo e assinatura de revista.

Neste momento, mudar os hábitos é essencial.  Ao invés de sair para jantar, faça uma refeição em casa; pesquise os preços antes ir ao supermercado, caminhe em vez de pegar um táxi; procure atividades gratuitas de lazer, como parques e praia; e deixe o cartão de crédito em casa e saia com uma quantia mínima para gastar.

3- Negocie com os credores
 
Após organizar as finanças e mudar de hábitos passando a controlar os gastos, veja quanto você terá disponível por mês para saldar as dívidas. De posse deste valor, entre em contato diretamente com os credores para negociar a quitação de todos os seus débitos.

Se mesmo controlando os gastos você não tiver a quantia suficiente para quitar o que está devendo considere trocar uma dívida mais cara, como cheque especial e cartão de crédito, por uma opção mais barata, como crédito consignado. Analise valores, taxas e juros cobrados e não se esqueça de documentar toda a negociação.

4- Mantenha-se na linha
 
Dívidas devidamente negociadas e gastos sob controle. Agora, para sair do vermelho de vez, é importante ter força de vontade e manter-se na linha. Pague as contas em dia, em hipótese alguma atrase nenhuma parcela das negociações e sempre que for possível pague à vista e, de preferência, com desconto.

5- Crie uma reserva de emergência
 
Depois de sair do vermelho e de implementar uma mudança de hábitos, é hora de dar um passo importante: poupe todo mês uma quantia para compor uma reserva de emergência. Assim, você não corre mais o risco de ter que apelar para cheque especial ou rotativo do cartão de crédito quando surgir um imprevisto e correr o risco de entrar no vermelho novamente. 

Fonte: UOL Economia


UERN: COMITÊ DE ÉTICA 

SELECIONA SERVIDORES


O Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), abriu inscrições para o processo seletivo destinado aos servidores da UERN.

A iniciativa atende ao artigo 7° da Resolução do Conselho Nacional de Saúde de n° 466 de 12 de dezembro de 2012.

Serão abertas oito vagas, sendo três nas áreas de Ciências Humanas e Linguística, Letras e Artes; quatro em Ciências da Saúde; uma para Ciências Exatas e da Terra.

As inscrições começam no dia 23 de março na Secretaria do Comitê de Ética localizada na Faculdade de Ciências da Saúde (FACS), que fica na Rua Miguel Antônio da Silva Neto, s/n – Bairro Aeroporto. O horário de atendimento é das 8h às 11h.

A seleção será por meio de análises dos currículos no formato Lattes e da carta de interesse.

Veja o edital AQUI

Fonte: Assessoria de Comunicação da UERN 


Indicadores e Índices Econômicos - 27/03/2015

Fonte: Empresário Online
CÂMBIO E OURO

I-Dólar:
Comercial
DIA Compra Venda
23/03
24/03
25/03

R$ 3,142
R$ 3,125
R$ 3,200

R$ 3,145
R$ 3,128
R$ 3,203

Fonte: UOL
II-Euro:

DIA Compra Venda
23/03
24/03
25/03

R$ 3,441
R$ 3,412
R$ 3,511

R$ 3,444
R$ 3,416
R$ 3,514

Fonte: UOL
III-Ouro:

DIA Compra
23/03
24/03
25/03

R$ 121,50
R$ 120,50
R$ 121,05

Fonte: BOVESPA
 
 
REAJUSTE DE ALUGUEL E OUTROS CONTRATOS:

ÍNDICES ACUMULADO % ATÉ JANEIRO/ 15
Trimestr Quadrim Semestr Anual
FIPE
IGP-DI
IGP-M
INPC
2,63
2,21
2,38
2,65
3,01
2,81
2,67
3,04
3,57
2,90
2,60
3,73
5,91
4,06
3,98
7,13

ACUMULADO % ATÉ FEVEREIRO/ 15
Trimestr Quadrim Semestr Anual
FIPE
IGP-DI
IGP-M
INPC
3,17
1,60
1,66
3,29
3,88
2,75
2,66
3,84
4,48
3,38
3,16
4,75
6,65
3,74
3,86
7,68
Fonte: Folha Online
a) Acumulado até janeiro reajusta aluguéis e contratos a partir de fevereiro/15, para pagamento em março.
b) Acumulado até fevereiro/15 reajusta a partir de março, para pagamento em abril.


 POUPANÇA/DIA – MARÇO

Período
Poupança (1)
Poupança (2)
26/02 a 26/03
27/02 a 27/03
28/02 a 28/03
01/03 a 29/03
01/03 a 30/03
01/03 a 31/03
01/03 a 01/04
02/03 a 02/04
03/03 a 03/04
04/03 a 04/04
05/03 a 05/04
06/03 a 06/04
07/03 a 07/04
08/03 a 08/04
09/03 a 09/04
0,5797%
0,5660%
0,5664%
0.6302%
0,6302%
0,6302%
0,6302%
0,6641%
0,6862%
0,6462%
0,6271%
0,6082%
0,6031%
0,6378%
0,6669%
0,5797%
0,5660%
0,5664%
0.6302%
0,6302%
0,6302%
0,6302%
0,6641%
0,6862%
0,6462%
0,6271%
0,6082%
0,6031%
0,6378%
0,6669%
(1) Depósitos até 03/05/12
(2) Depósitos a partir de 04/05/12 - MP nº 567, de 03/05/12
Rendimento da Caderneta de Poupança no último dia do período.
Fonte: Valor Econômico
 
 
 INFLAÇÃO - FONTES DIVERSAS - REFERÊNCIA ATUALIZADA
 MARÇO/ 2015

ÍNDICES
jun/14 jul/14 ago/14 set/14 out/14
INPC / IBGE (%)
IPCA / IBGE (%)
IPCA Esp / IBGE (%)
ICV / DIEESE (%)
IPC / FIPE (%)
ClasMéd/Ordem (%)
IGP-DI / FGV (%)
IPA -DI / FGV (%)
IPC-DI / FGV (%)
INCC-DI / FGV (%)
IGP-M / FGV (%)
IPA-M / FGV (%)
IPC-M / FGV (%)
INCC-M / FGV (%)
CUB-Sinduscon (%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
0,26
0,40
0,47
0,00
0,04
0,14
-0,63
-1,21
0,33
0,66
-0,74
-1,44
0,34
1,25
2,77
0,13
0,01
0,17
0,68
0,16
0,32
-0,55
-1,01
0,10
0,75
-0,61
-1,11
0,15
0,80
0,59
0,18
0,25
0,14
0,02
0,34
0,37
0,06
0,04
0,12
0,08
-0,27
-0,45
0,02
0,19
0,47
0,49
0,57
0,39
0,23
0,21
0,23
-0,02
-0,18
0,49
0,15
0,20
0,13
0,42
0,16
0,01
0,38
0,42
0,48
0,50
0,37
0,40
0,59
0,73
0,43
0,17
0,28
0,23
0,46
0,20
0,12


nov/14 dez/14 jan/15 fev/15 12meses
INPC / IBGE (%)
IPCA / IBGE (%)
IPCA Esp / IBGE (%)
ICV / DIEESE (%)
IPC / FIPE (%)
ClasMéd/Ordem (%)
IGP-DI / FGV (%)
IPA -DI / FGV (%)
IPC-DI / FGV (%)
INCC-DI / FGV (%)
IGP-M / FGV (%)
IPA-M / FGV (%)
IPC-M / FGV (%)
INCC-M / FGV (%)
CUB-Sinduscon (%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
0,53
0,51
0,38
0,52
0,69
0,77
1,14
1,44
0,65
0,44
0,98
1,26
0,53
0,30
0,02
0,62
0,78
0,79
0,52
0,30
0,45
0,38
0,30
0,75
0,08
0,62
0,63
0,76
0,25
0,03
1,48
1,24
0,89
2,25
1,62
1,31
0,67
0,23
1,73
0,92
0,76
0,56
1,35
0,70
0,33
1,16
1,22
1,33
1,40
1,22
1,19
0,53
0,41
0,97
0,31
0,27
-0,09 1,14
0,50
0,10
7,68
7,70
7,36
7,90
6,65
6,93
3,74
1,67
7,99
6,98
3,86
2,02
7,74
6,80
6,52
Fonte: Folha Online, Valor Econômico, Ordem dos Economistas


INDICADORES/MÊS


dez/14 jan/15 fev/15 mar/15 Ano 12 meses
Poupança antiga (1)
Poupança (2)
TR*
TJLP
FGTS (3)
SELIC - Déb Fed (4)
UPC ***
UFESP
UFM
Salário Mínimo
Salário Mínimo SP (5)
UFIR (6)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(R$)
(R$)
(R$)
(R$)
(R$)

0,6058
0,6058
0,1053
0,42
0,3522
0,93
22,49
20,14
121,80
724,00
810,00

0,5882
0,5882
0,0878
0,46
0,3346
0,96
22,55
21,25

788,00
905,00
0,5169
0,5169
0,0168
0,46
0,2635
0,82
22,55


788,00
905,00

0,6302
0,6302
0,1296
0,46
0,3765
1,01
22,55


788,00
905,00
1,75
1,75
0,23
1,39
0,98
2,79
0,27


8,84
---
---
7,11
7,11
0,90
5,24
3,93
11,30
0,85
18,44
108,66
8,84
---
---
* TR – Taxa Referencial; ** Débitos Federais; *** Unidade Padrão de Capital; (1) Rendimento no 1º dia do mês seguinte, para depósitos até 03/05/12; (2) Rendimento no primeiro dia do mês seguinte para depósitos a partir de 04/05/2012 – MP nº 567, de 03/05/2012. (3) Crédito no dia 10 do mês seguinte (TR + juros de 3 % ao ano). (4) Juro pela Taxa Selic para pagamentos de débitos federais em atraso – no mês do pagamento, a taxa é de 1%; (5) São duas faixas salariais mínimas, com vigência a partir deste mês: R$ 905 (para domésticos, agropecuários, ascensoristas, motoboys) e R$ 920 (para operadores de máquinas, carteiros, cabeleireiros, trabalhadores de turismo, telemarketing); (6) Extinta pela Medida Provisória nº 1973/67, de 27/10/00 – último valor: R$ 1,0641; BTN + TR cheia – suprimido por ser título extinto pela Lei nº 8.177, de 01/03/1991, embora ainda existam alguns em circulação.

Fonte: Folha Online, Valor Econômico
 
 

quinta-feira, 26 de março de 2015

quarta-feira, 25 de março de 2015


DEPOIS DO MINOTAURO


 A crise europeia e as ideias do ministro das
 Finanças grego, Yanis Varoufakis

O principal diário de negócios do mundo, o britânico Financial Times, o comparou ao ator Bruce Willis, por seu cabelo cortado a máquina, quase raspado, o amplo maxilar de linhas retas e o hábito de envergar jaquetas de couro, mesmo em ocasiões solenes. Também não deixou de notar sua chegada “heterodoxa” à primeira reunião de governo, montado numa Yamaha de 1 300 cilindradas.

Yanis Varoufakis, ministro das Finanças da Grécia, ganhou os holofotes no final de janeiro. Os eleitores gregos, cansados de cinco anos de um regime de austeridade que fez a economia do país encolher e o desemprego passar dos 25%, deram o controle do governo ao Syriza – sigla para Coligação da Esquerda Radical. Eleito para o Parlamento, o economista, que completa 54 anos neste mês, foi encarregado de negociar com a União Europeia novas condições para o ajuste imposto à Grécia. Mal tomou posse, iniciou um périplo pelos principais centros de poder do continente.

Em Londres, a falta de gravata e o casacão preto que ia até quase os joelhos, em contraste com o comportado terno cinza de seu colega britânico, chamaram a atenção da imprensa. Uma comentarista de moda do jornal The Guardian disse que, naqueles trajes, o político grego fazia lembrar um traficante de drogas – ou um segurança de boate. “Não mexam comigo”, “Não quero fazer parte do clube”, era o que ele queria dizer com a escolha de roupas, segundo a interpretação de outro colunista, no mesmo jornal.

Dias depois, em Berlim, não houve dúvidas sobre o que ele queria dizer. Varoufakis comparou a atual situação da Grécia à da Alemanha depois da Primeira Guerra Mundial e ao contexto econômico que levou à ascensão do nazismo. “Ninguém melhor do que as pessoas deste país entende o modo como uma economia em recessão, combinada com a humilhação ritual de uma nação e desesperança sem fim podem chocar o ovo da serpente”, declarou, ao lado do sisudo ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble.


Os problemas gregos, de toda forma, haviam começado lá atrás. O poder público daquele país já gastava mais do que arrecadava mesmo antes de sua entrada, na virada do milênio, para a zona do euro – a moeda única adotada pela maioria dos países da União Europeia. Na década passada, o problema se manteve. O dinheiro barato no mundo todo, que nos Estados Unidos impulsionava a bolha imobiliária e a criação de instrumentos financeiros temerários, também ampliava o crédito para a periferia da Europa. Em particular, a diminuição das taxas de juros cobradas dos países que passaram a integrar a zona do euro, considerados então financeiramente mais estáveis, facilitou o trabalho da Grécia de tomar dinheiro emprestado para continuar a financiar seus recorrentes déficits públicos.

Então, em 2008, a bolha estourou – e a banda, o crédito fácil que alimentou anos de exuberância irracional, parou de tocar. Paulo Nogueira Batista, representante do Brasil e de mais dez países no Fundo Monetário Internacional, lembra que a Grécia logo se revelou o país mais vulnerável da área do euro. “Do lado comercial, ela foi afetada pela recessão nos seus principais parceiros comerciais”, ele disse. “Pelo lado financeiro, pela abrupta redução da disponibilidade de capitais para financiar déficits externos e déficits públicos.” Já em 2009, ficou claro que as estatísticas do país não eram confiáveis. O problema era pior do que se imaginava. “Quando veio à tona que os déficits eram muito maiores do que vinham sendo contabilizados, houve uma crise de confiança”, explicou Nogueira Batista, ressaltando que falava a título pessoal, e não como diretor do Fundo Monetário. “Perto do que os gregos vinham fazendo, mesmo as coisas que aconteceram na América Latina pareciam inocentes. A distorção dos números era gigantesca.”

Com a obrigação de pagar os juros das dívidas que já tinha feito, e sem poder recorrer novamente ao mercado, a Grécia teve que pedir ajuda a organismos internacionais. Entrou em cena a famigerada troica: o FMI, a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu. Em troca do socorro financeiro, exigiram do país um forte ajuste econômico. Os déficits públicos tiveram que ser rapidamente reduzidos, com o objetivo de que a Grécia passasse a gastar menos do que arrecadava a partir de 2014. Muita gente foi demitida; benefícios, cortados. O desempenho da economia, já ruim pelos efeitos da crise no mundo e na Europa, piorou com a contenção dos gastos do Estado. Mas isso ainda não era tudo.

“Os europeus impuseram um programa de reformas estruturais muito ambicioso, muito detalhado”, disse Nogueira Batista. “Foi quase, eu diria, uma tentativa de governar o país de fora pra dentro, tal a extensão do programa de ajuste, de reforma estrutural. Na verdade, a troica estabeleceu uma espécie de protetorado sobre a Grécia. Era difícil achar uma área do governo que não estivesse sujeita ao seu monitoramento.”


Apesar de considerar compreensível o cansaço do povo grego com as medidas de austeridade, Samuel Pessôa, pesquisador da Fundação Getulio Vargas, argumenta que o duro ajuste econômico a que a Grécia foi submetida era, de alguma forma, inevitável.

Nos anos de bonança, explicou Pessôa, com o custo do dinheiro baixo, os países da periferia do euro – Grécia, Portugal, Espanha – fizeram dívida e passaram a consumir mais do que produziam. O maior aumento da demanda do que da oferta fazia com que os preços dos serviços e os salários, nesses países, aumentassem. A Grécia e os produtos que ela vendia se tornaram caros.

Sem a gasolina do crédito, que cessou, a Grécia, de uma maneira ou de outra, tem que ficar mais barata, afirma Pessôa. Seus caros produtos não são competitivos, dentro e fora do país. Uma solução relativamente simples para conseguir aumentar a competitividade e impulsionar a economia, se o país tivesse sua própria moeda, seria desvalorizar o câmbio, e assim baratear o que vende ao resto do mundo – encarecendo, também, o que vem de fora. Atados ao euro, os gregos não têm essa opção. Outro caminho é um duro ajuste de custos. A economia entra em crise, pessoas são demitidas – e o alto índice de desemprego força os salários para baixo. Como os salários são um dos principais custos de produção, aos poucos os bens e serviços gregos vão ficando mais baratos – e a economia, mais competitiva, capaz de voltar a crescer.

Para fazer o ajuste sem mexer no câmbio, os gregos tiveram que ver seus salários diminuírem. Com desemprego e recessão. Era o preço de ter uma moeda forte, e de continuar parte da zona do euro. “O problema é que essa estratégia de desvalorização é muito custosa socialmente”, afirmou o pesquisador da FGV. “Os caras estão quase lá. Fizeram muita coisa. Mas o povo cansou. O custo da Grécia foi alto demais. Eu entendo. É trágico.”


Numa palestra em 2013, Varoufakis se disse um “marxista errático”, explicando à plateia a importância das ideias de Karl Marx para a sua formação. Ali mesmo, no entanto, ele afirmou que suas recomendações de política econômica não podiam ser descritas como marxistas. O poder estabelecido, ele disse, não se deixa afetar por teorias que partem de premissas não ortodoxas. Seu objetivo era ter influência e provocar mudanças. Ele preferia, assim, falar a língua do mainstream econômico para, partindo de suas premissas, “expor suas contradições internas”.

Na mesma palestra, o economista contou que essa concessão ao status quo trazia riscos. Convidado a falar para investidores, anos antes, ele precisou tomar um avião. Ao se encaminhar para o embarque, de posse de um bilhete de primeira classe pago pela instituição que o contratara, notou a fila de passageiros da classe econômica. Percebeu então, “com horror”, o quanto era fácil ser cooptado. O quanto era fácil se sentir diferente do hoi polloi – o “povão”, em grego. Talvez isso ajude a entender a sua atual recusa a usar gravatas e o gosto pelas jaquetas de couro.

Dois anos antes dessa palestra, Varoufakis havia lançado um livro sobre a crise de 2008 e seus efeitos no resto do mundo, The Global Minotaur [O Minotauro Global]. Versado nas narrativas fantásticas da Antiguidade, o economista grego lançou mão de um mito helênico para explicar o arranjo da economia internacional – uma espécie de desequilíbrio estável – nos anos que antecederam a quebra do Lehman Brothers e a encrenca em que seu país e a União Europeia se meteram.

Segundo ele, o apetite da economia americana, desde os anos 80, se assemelhava ao da criatura monstruosa, metade homem, metade touro, que devorava levas de carne humana em seu labirinto. Conta o mito que Minos, rei de Creta, conseguia alimento para o Minotauro exigindo de cidades-Estados mais fracas, como Atenas, a remessa regular de rapazes e moças para os seus domínios.

A economia americana, por sua vez, também esfomeada, praticou recorrentes déficits fiscais e comerciais, importando mais do que exportava, por mais de três décadas, escreve Varoufakis. Enquanto os Estados Unidos consumiam o que não tinham (o setor público, mais do que recolhia em impostos; e muitas famílias, mais do que seus salários permitiriam, fazendo dívida), outros países se apresentavam como os grandes poupadores do sistema global, exportando mais do que importavam. Esse papel foi exercido, a partir do final dos anos 90, sobretudo pela China.

O que ligava poupadores e o grande gastador, tornando o desequilíbrio relativamente estável, era o sistema financeiro. A China, por exemplo, fazia dinheiro exportando seus produtos para os Estados Unidos. Depois reinvestia parte desses recursos em papéis americanos. O dinheiro que entrava, em grande quantidade, ajudava a manter baixas as taxas de juros de longo prazo dos Estados Unidos – o que por sua vez voltava a estimular o consumo, a fomentar a compra de casas e a bolha do mercado imobiliário naquele país.

O incessante fluxo de recursos e a crescente importância do setor financeiro na economia americana, segundo o hoje ministro grego, também serviram para estimular a criação de tipos novos e complexos de investimento, atrativos num mundo de juros baixos. “Sem o Minotauro global garantindo uma torrente constante de capital para os Estados Unidos, essas práticas nunca teriam se tornado sistêmicas – nem mesmo em Wall Street”, escreve Varoufakis, numa análise não muito divergente de algumas das principais explicações para a crise.


Longos períodos de desequilíbrios comerciais e de transferências de capital, à maneira do que aconteceu nos Estados Unidos e na Europa na década passada, são comuns, escreve Varoufakis em seu livro. Quando acontecem dentro de um determinado país, desequilíbrios econômicos podem ser compensados pela ação do Estado, capaz de gastar em regiões pobres mais do que elas contribuem em impostos – recolhendo os recursos necessários nas áreas mais ricas. Um mecanismo desse tipo pode funcionar também nas relações econômicas entre diferentes nações, argumenta o economista grego.

Um caso que ele destaca é o das trocas entre os Estados Unidos, a Europa e o Japão por quase três décadas depois do fim da Segunda Guerra. Varoufakis lembra que os americanos saíram do conflito como a grande nação superavitária, exportando bens e capital para os países europeus e o Extremo Oriente. Em contrapartida, ele diz, os Estados Unidos foram capazes de “reciclar os seus superávits”, realizando gigantescos programas de ajuda e investimentos diretos nessas duas regiões do globo. Investimentos que foram responsáveis, segundo ele, por reconstruir aquelas economias e garantir mercado para os produtos norte-americanos.

“O melhor momento do capitalismo global aconteceu quando os líderes da mais poderosa união política no planeta decidiram exercer um papel hegemônico – um papel que envolvia não apenas o exercício da supremacia política e militar, mas também o tipo de gigantesca redistribuição de superávits pelo globo que os mecanismos de mercado são em última instância incapazes de realizar de maneira eficaz”, ele escreve.

O argumento todo é montado para que o verdadeiro vilão do livro apareça. E ele não é a pátria do Minotauro, os Estados Unidos, que chegam até a parecer astutos e razoáveis na prosa desse professor de esquerda, mas uma criatura segundo ele aparentemente pior: a Alemanha, chamada por Varoufakis de “simulacro de Minotauro”. O país mais rico da zona do euro, beneficiado por um constante superávit comercial com o resto da região, se mostrou incapaz, segundo o economista grego, de abrir mão de parte de seus ganhos a fim de dar maior estabilidade à Europa. “A grande diferença entre a hegemonia americana no mundo e o domínio alemão na União Europeia foi que os Estados Unidos entenderam bem a importância de reciclar superávits”, ele diz.


“O euro foi um passo maior do que a perna”, disse-me Samuel Pessôa, numa conversa por telefone, em fevereiro. Tanto ele quanto Paulo Nogueira Batista afirmam que falhas no arranjo institucional da União Europeia complicaram os problemas econômicos da região depois da crise de 2008, em particular na sua periferia. Nogueira Batista ressalva, de toda forma, que não é razoável atribuir apenas à Alemanha as falhas da zona do euro. “A Alemanha é primus inter pares, mas não resolve sozinha.”

Para que uma união monetária funcione bem, dizem os economistas, é preciso que os países que adotam a moeda única disponham de características econômicas específicas e de alguns instrumentos políticos – características e instrumentos que faltam à Europa. Uma delas é uma mobilidade maior de trabalhadores – a facilidade de deslocar pessoas que procuram emprego de uma região a outra da área de união monetária. Isso permitiria equilibrar um pouco mais as diferenças salariais e as taxas de desemprego em todo o continente.

Quando os salários subissem numa determinada região, trabalhadores seriam atraídos para lá – e a enxurrada de gente seguraria os aumentos, atenuando os custos para as empresas. Por outro lado, quando a crise atingisse de maneira mais forte um determinado país, muita gente se mudaria para outras áreas, mais prósperas. Isso já acontece, em alguma medida, mas não da maneira como seria desejável. “A mobilidade do trabalhador é maior dentro dos Estados Unidos, dentro do Brasil, do que na Europa”, disse Nogueira Batista. “A Europa é muito mais heterogênea, até linguisticamente, e isso cria barreiras naturais à mobilidade. É muito mais difícil para um europeu se deslocar.”

Assim, uma política monetária razoável para manter baixa a inflação em uma região com menor desemprego, como a Alemanha, pode se revelar dura demais e prejudicial à atividade econômica para países em crise, como Portugal, Espanha e Grécia.

 Outro problema, segundo Samuel Pessôa, é a falta de instrumentos fiscais – ou seja, de algum mecanismo de recolhimento centralizado de impostos e redistribuição desses recursos para toda a Europa. “Vamos pensar por exemplo no caso de Portugal. O país está com uma situação fiscal e econômica difícil. Aí um português emigra para a Alemanha. Ele vai deixar de contribuir para a previdência portuguesa. Você teria que ter alguma regra para transferir a tributação sobre o salário dessa pessoa para o país de origem. Senão, quanto mais migração tem – que seria, a princípio, uma forma de resolver desequilíbrios –, mais você agrava o problema fiscal.”

O mesmo vale para o seguro-desemprego. O país que já está com problemas fiscais terá que arcar, sozinho, com o custo desse benefício social, tornando ainda pior a situação precária de suas contas.

“Ninguém percebeu que fazer parte de uma união monetária era muito mais complicado do que a gente imaginava”, disse Pessôa. “Os políticos da região quiseram pegar um atalho, acharam que não ia dar problema. Deu.”

Fonte: Revista Piauí
 Por Rafael Cariello



MESTRADO EM CIÊNCIA DA

 COMPUTAÇÃO PROMOVE

 III WORKSHOP


O Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPgCC), realizado pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), em parceria com a Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), promove nesta semana, nos dias 26 e 27 de março, o III Workshop do PPgCC.

A abertura será nesta quinta-feira, dia 26, às 9h, no Auditório da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-graduação da UFERSA. No evento, os grupos de pesquisa serão apresentados.

Às 14h será ministrada a palestra do professor Antônio Loureiro (UFMG). A programação continua na sexta-feira, dia 27, com reunião do colegiado às 9h. A partir das 14h será ministrada uma palestra pela professora Rossana Andrade (UFC).

O MESTRADO 

O Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPgCC) possui duas linhas de pesquisa: "Infra-Estrutura de Comunicação" e "Sistemas Computacionais". O PPgCC tem como base uma parceria, no modelo de Associação Ampla, entre a UERN e a UFERSA. A infra-estrutura é compartilhada entre as duas instituições.

Fonte: Assessoria de Comunicação da UERN 


CAADIS TRABALHA PARA INCLUSÃO 

DE ESTUDANTES COM SÍNDROME

 DE DOWS NA UNIVERSIDADE


Numa sensibilização direcionada para a equipe técnica da Universidade Federal Rural do Semi-Árido e professores da rede pública, a Coordenação Geral de Ação Afirmativa, Diversidade e Inclusão Social – Caadis – promoveu nesta segunda-feira, 23, a palestra Desafios e perspectivas da Síndrome de Down no Ensino Superior, com a professora aposentada Maria Vera Lúcia Fernandes Lopes, fundadora e a primeira Diretora do Departamento de Apoio à Inclusão da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN.

Para a professora Ady Canário, a Ufersa se prepara para ser uma instituição mais inclusiva a partir da criação da Caadis, colocando uma prática a política de inclusão, acessibilidade, ações afirmativas e diversidade. “Temos realizado formações continuadas, diagnósticos, aquisições de recursos tecnologias assistivas, interpretes de libras. São diversas ações que se voltam para uma Ufersa cada vez mais inclusiva”, afirmou a coordenadora da Caadis.

A professora, que também é mãe de um rapaz com Síndrome de Down, iniciou parabenizando a Ufersa pelo projeto de aperfeiçoamento em educação especializada em execução na Universidade. “Incluir não tem uma receita pronta. Aprendemos convivendo, tendo como lastro o amor”, afirmou. Para Vera Lopes é grande o percurso do portador da SD até a universidade. Para a professora, a inclusão o incentivo familiar são passos importantes para essa conquista. Atualmente, no Brasil apenas 36 estudantes com Down tem matrículas na universidade, embora apenas 18 estejam efetivamente cursando.

A universidade, a exemplo da escola, deve ser um espaço aberto e plural. “O grande desafio é tomar consciência da diversidade”, pontuou, acrescentando que a pessoa com SD, como sujeito, também pode ser protagonista de uma ação. “As limitações advindas da alteração genética, como por exemplo, o raciocínio mais lento, pode ser melhorado a partir da estimulação precoce e da atenção integral à saúde”, colocou Vera Lopes, reforçando que a SD não é uma doença, mas uma deficiência genética.

“Devemos trabalhar numa perspectiva inclusiva, com uma prática especial, ministrada de forma transversal uma vez que inclusão social é um processo bilateral no qual as pessoas envolvidas e a sociedade buscam, em parceria, equacionar problemas”, frisou. Diferente da prática, o Brasil já possui de uma legislação que teoricamente deveria garantir os direitos das pessoas com algum tipo de deficiência. A Constituição de 88, a Lei de Diretrizes de Bases, a Política Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência e lei que dispõe sobre a garantia da acessibilidade foram algumas citadas pela professora.

Para Vera Lopes os desafios ainda são muitos. A começar por uma maior flexibilização nos currículos para uma melhor qualidade na formação do portador da SD, bem como um maior incentivo a essa formação. Para isso, frisa a professora, é importante investir na formação dos docentes. “Somente os professores que assumem como protagonistas das mudanças poderão reverter a prática cotidiana de ensinar e aprender”, finalizou.

METAS – Segundo a pedagoga da Caadis/Ufersa, Gilberliane Melo, ainda nesse ano de 2015, a Caadis estará implementando programas e ações inclusivos, tendo como objetivo a ampliação de projetos acerca da acessibilidade. Para o próximo mês de abril, será lançada uma campanha de sensibilização de atitudes, voltada para a liberação e expansão de espaços arquitetônicos para livre circulação das pessoas com deficiência.

“Vamos promover a conscientização das pessoas que visivelmente estacionam em frente as rampas ou em locais próprios para deficientes e idosos”, explicou Gilberliane. Outras ações são voltadas para as formações, extensão do diagnóstico de acessibilidade aos Câmpus da Ufersa e a modernização do atendimento para melhor ofertar resultados e a ampliação das ações.

Fonte: Assessoria de Comunicação da UFERSA

 

 FNF DIVULGA TABELA DA COPA

 RIO GRANDE DO NORTE


A Copa Rio Grande do Norte está marcada para começar no próximo sábado (28). Nesta terça-feira (24), a Federação Norte-Riograndense de Futebol divulgou a tabela da competição. O certame será disputado por América, ABC, Alecrim, Globo, Santa Cruz, Palmeira, Potiguar e Baraúnas.
 

Em razão da participação de América, ABC e Globo em competições nacionais e levando em consideração questões de tv's parceiras dos campeonatos, penalidades esportivas, interdição de estádios e mais disposições regulamentares, a tabela básica da Copa RN, segue da seguinte forma:
 

A primeira rodada será no próximo sábado dia 28:
 

16:00 - Estádio Frasqueirão, ABC x Alecrim
17:00 - Estádio Barretão, Globo x Baraúnas

20:00 - Estádio Iberezão, Santa Cruz x Palmeira

 

O confronto entre Potiguar x América ainda não tem data definida, já que no domingo dia 29 o clube natalense joga em Salvador contra o Vitória pela Copa do Nordeste.
 
2ª rodada

04/04 - 16:00- Walter Bichão - Baraúnas x Santa Cruz
04/04 - 18:30 - Frasqueirão - ABC x Potiguar
04/04 - 20:30 - Nazarenão - Palmeira x América
05/04 - 17:00 - A DEFINIR - Alecrim x Globo
 
3ª rodada

07/04 - 20:30 - Arena das Dunas - América x Baraúnas
08/04 - 20:00 - Nazarenão - Palmeira x ABC
08/04 - 20:00 - Nogueirão - Potiguar x Alecrim
08/04 - 20:00 - Iberezão - Santa Cruz x Globo
 
4ª rodada

11/04 - 16:00 - Frasqueirão - ABC x Santa Cruz
11/04 - 20:00 - Nogueirão - Baraúnas x Alecrim
12/04 - 17:00 - Nazarenão - Palmeira x Potiguar
12/04 - 18:30 - Barretão - Globo x América
 
5ª rodada

14/04 - 20:30 - Frasqueirão  - ABC x Baraúnas
15/04 - 20:00 - Nogueirão - Potiguar x Globo
15/04 - 20:00 - Iberezão - Santa Cruz x América
15/04 - 20:00 - A DEFINIR - Alecrim x Palmeira
 
6ª rodada

19/04 - 17:00 - A DEFINIR - Alecrim x Santa Cruz
19/04 - 17:00 - Nogueirão - Baraúnas x Potiguar
19/04 - 17:00 - Nazarenão - Palmeira x Globo
19/04 - Arena das Dunas - América x ABC
 
7ª rodada

26/04 - 16:00 - Barretão - Globo x ABC
26/04 - 16:00 - Nogueirão - Baraúnas x Palmeira
26/04 - 16:00 - Arena das Dunas - América x Alecrim
26/04 - 16:00 - Iberezão - Santa Cruz x Potiguar

Fonte: Nominuto