sexta-feira, 28 de março de 2014



quinta-feira, 27 de março de 2014

GENIVAN VALE DEFENDE A 

MUNICIPALIZAÇÃO DO NOGUEIRÃO


Durante pronunciamento em plenário da Câmara Municipal de Mossoró (CMM), o vereador Genivan Vale (Pros) defendeu a proposta de municipalização do estádio Manoel Leonardo Nogueira, o Nogueirão.
 
O parlamentar relatou que se reuniu, esta semana, com a direção da Liga Desportiva Mossoroense (LDM) para discutir a situação do estádio. Na ocasião, os dirigentes externaram as dificuldades financeiras enfrentadas pela Liga para realizar as obras que atendam todas as exigências legais para funcionamento do Nogueirão, bem como para a sua manutenção. Diante do atual cenário, a proposta de municipalização é tida como uma solução viável para sanar os problemas enfrentados pelo estádio.
 
"Com a municipalização, será possível elaborar projetos para captar recursos federais para o Nogueirão", diz. E acrescenta: "Já que a permuta não foi possível ser feita, vamos lutar para que a prefeitura possa assumir o Nogueirão". A LDM se mostrou favorável à proposta.
 
Genivan Vale aproveitou o ensejo para cobrar políticas públicas voltadas para o esporte de uma maneira geral. Ele defendeu a criação da Secretaria de Esporte e Juventude para otimizar as ações voltadas para este setor.

 AÇÕES

Também na sessão de ontem, 26, o vereador Genivan Vale (Pros) denunciou a falta de segurança no conjunto Abolição I. Segundo informações que recebeu de moradores, criminosos andam armados no conjunto à luz do dia e os assaltos estão cada vez mais constantes. "As pessoas do Abolição I estão apavoradas", afirmou.
 
Genivan Vale enfatizou que a insegurança é um problema que afeta toda a cidade. Segundo pesquisas recentes, Mossoró está entre as dez cidades mais violentas do mundo. "É preciso coragem para apontar os problemas da segurança pública, buscando soluções para a questão", destaca o parlamentar.

Fonte: assessoria de Comunicação

NOTA DO BLOG:

Com relação ao Estádio Leonardo Nogueira, acho que ele, não deve ser demolido.

Com 5 milhões ele ficaria um brinco.

Infelizmente, existe muita gente, querendo tirar vantagem com a permuta do Nogueirão.

O mais racional, é deixar no local onde está, e lutar pela sua municipalização.

Para concretizar o processo de municipalização, só depende da vontade política da Câmara Municipal de Mossoró e da coragem do prefeito(a), já que o terreno do estádio pertence a prefeitura, não tendo, a liga condições de bancar a reforma, bem como o pagamento de impostos e tributos, para o Nogueirão funcionar como uma iniciativa privada.

Com a palavra, os nobres edis da terrinha, e o jovem prefeito interino, que se auto intitula, como  grande desportista.


COPA DO BRASIL 2014


ARBITRAGEM PARA CONFRONTO

ENTRE POTIGUAR X PORTUGUESA/SP

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou a arbitragem para o confronto entre Potiguar x Portuguesa/SP, que será realizado na quarta-feira, 02 de abril, às 19h30, no estádio Nogueirão, em Mossoró. O confronto é válido pela primeira rodada da Copa do Brasil 2014.

Potiguar – RN x Portuguesa – SP
 
Fase: 1a Fase / Grupo: GRUPO 27 / Jogo: 29 / Rodada: Ida
 
Data Horário Estádio
02/04/2014 19:30 Nogueirão – Mossoro – RN
Árbitro Gilberto Rodrigues Castro Junior – PE (CBF-1)
Árbitro Assistente 1 Renan Aguiar da Costa – CE (CBF-2)
Árbitro Assistente 2 Anderson Moreira de Farias – CE (CBF-2)
Quarto Árbitro Carlos José da Silva – RN (CBF-2)
Assessor José Nilman de Lima – RN (ASS)

 Fonte: Site do Potiguar


ABEGÁS CONFIRMA NATAL
 COMO SEDE DE ASSEMBLEIA

Natal será o centro nacional de soluções para debater o gás natural, no dia 1º de agosto de 2014. A informação foi confirmada pelo Diretor Presidente da Potigás, Isaltino Guedes, após participar, na última sexta-feira (21), da 50ª Assembleia da Abegás (Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Natural Canalizado). Na oportunidade, a Companhia Potiguar de Gás, empresa do Governo do Estado e Petrobras, foi confirmada como a anfitriã da próxima reunião, prevista para 1º de agosto.
A conquista para o Rio Grande do Norte ocorreu durante a reunião, que definiu também seis assembleias da entidade, por ano, sendo três no Rio de Janeiro, as demais em outros estados. A volta do evento para Estado será uma oportunidade dos fornecedores se apresentarem às distribuidoras de todo o Brasil.
A assembleia apresentou algumas novidades, tais como a utilização de veículos Dual Fuel, com gás natural e diesel, explanação feita pela Mercedes-Benz, já em pleno funcionamento com modelos da marca disponíveis: O500 12m e O500 Articulado. É uma solução para mobilidade urbana, reduzindo custos para empresas de transporte, projeto este que deve ser implantado em Natal, assim com já vem sendo utilizado no Rio de Janeiro (no sistema BRT), São Paulo , Paraná, Minas Gerais.
O Dual Fuel é um motor motor cummins 8.9L, utilizado em todos os veículos em duas potências. Entre as vantagens estão a possibilidade de revenda do veículo como diesel, maior flexibilidade ao cliente, perspectiva de crescimento do mercado GNV para transporte público, vantagem econômica para o operador, motor OM926 não sofre modificações internas, além de intenso trabalho na definição dos mapas de injeção e, em marcha lenta, somente injeção de diesel.
Fonte: Assessoria de Imprensa

CAMPEONATO ESTADUAL DO RN 2014 
 
JOGOS ATRASADOS


América 2x1 Santa Cruz
ABC 4x1 Corintians 

Indicadores e Índices Econômicos - 27/03/2014

Fonte: Empresário Online
REAJUSTE DE ALUGUEL E OUTROS CONTRATOS:

ÍNDICES ACUMULADO % ATÉ JANEIRO/ 14
Trimestr Quadrim Semestr Anual
FIPE
IGP-DI
IGP-M
INPC
2,06
1,37
1,38
1,90
2,55
2,01
2,24
2,52
3,04
3,87
3,93
2,96
3,66
5,62
5,66
5,26

ACUMULADO % ATÉ FEVEREIRO/ 14
Trimestr Quadrim Semestr Anual
FIPE
IGP-DI
IGP-M
INPC
2,12
1,95
1,47
2,00
2,59
2,23
1,76
2,55
3,34
4,27
4,18
3,46
3,97
6,30
5,76
5,39
Fonte: Folha Online
a) Acumulado até janeiro/14 reajusta aluguéis e contratos a partir de fevereiro/14, para pagamento em março/14.
b) Acumulado até fevereiro/14 reajusta a partir de março/14, para pagamento em abril/14.


 POUPANÇA/ DIA – MARÇO

Período
Poupança (1)
Poupança (2)
13/03 a 13/04
14/03 a 14/04
15/02 a 15/04
16/03 a 16/04
17/03 a 17/04
18/03 a 18/04
19/03 a 19/04
20/03 a 20/04
21/03 a 21/04
0,6004%
0,5489%
0,5833%
0,6108%
0,6211%
0,6401%
0,5856%
0,5856%
0,5201%
0,6004%
0,5489%
0,5833%
0,6108%
0,6211%
0,6401%
0,5856%
0,5856%
0,5201%
(1) Depósitos até 03/05/12
(2) Depósitos a partir de 04/05/12 - MP nº 567, de 03/05/12
Rendimento da Caderneta de Poupança no último dia do período.
Fonte: Valor Econômico
 
 
 DÓLAR – EURO – OURO

I-Dólar:
Comercial Paralelo
DIA Compra Venda Compra Venda
21/03
24/03
25/03

R$ 2,324
R$ 2,320
R$ 2,304

R$ 2,326
R$ 2,322
R$ 2,306

R$ 2,190
R$ 2,170
R$ 2,150

R$ 2,490
R$ 2,480
R$ 2,470

II-Euro:
. . .2,2900 .
DIA Compra Venda. . .
21/03
24/03
25/03

R$ 3,202
R$ 3,203
R$ 3,185

R$ 3,204
R$ 3,205
R$ 3,186


.
III-Ouro:




DIA Compra


21/03
24/03
25/03

R$ 98,51
R$ 97,00
R$ 97,00




Fonte: CMA
 
 
 INDICADORES/MÊS


dez/13 jan/14 fev/14 mar/14 Ano 12 meses
Poupança antiga (1)
Poupança (2)
TR*
TJLP
FGTS (3)
SELIC - Déb Fed (4)
DI Over (5)
UPC ***
UFESP
FCA / SP
UFM
Salário Mínimo
Salário Mínimo SP (6)
UFIR (7)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(R$)
(R$)
(R$)
(R$)
(R$)
(R$)

0,5496
0,5496
0,0494
0,42
0,2961
0,79
0,78
22,32
19,37
1,8690
115,00
678,00
755,00

0,6132
0,6132
0,1126
0,42
0,3595
0,85
0,84
22,36
20,14
1,9619
120,69
724,00
810,00

0,5540
0,5540
0,0537
0,38
0,3005
0,79
0,83
22,36
20,14
1,9619
121,80
724,00
810,00

0,5267
0,5267
0,0266
0,42
0,2733
0,77

22,36
20,14
1,9619
121,80
724,00
810,00

1,70
1,70
0,19
1,23
0,94
2,42
-----
0,18



6,78
----

6,58
6,29
0,38
5,07
3,40
9,04
-----
0,22
18,44
1,6994
108,66
6,78
-----
---
* TR – Taxa Referencial; ** Débitos Federais; *** Unidade Padrão de Capital; (1) Rendimento no 1º dia do mês seguinte, para depósitos até 03/05/12; (2) Rendimento no primeiro dia do mês seguinte para depósitos a partir de 04/05/2012 – MP nº 567, de 03/05/2012. (3) Crédito no dia 10 do mês seguinte (TR + juros de 3 % ao ano). (4) Juro pela taxa Selic para pagamentos de débitos federais em atraso – no mês do pagamento, a taxa é de 1%; (5) Taxa DI Over com base na cotação diária da Anbima; (6) Valores: R$ 810,00 e R$ 820,00, com vigência a partir deste mês; (7) Extinta pela Medida Provisória nº 1973/67, de 27/10/00 – último valor: R$ 1,0641; BTN + TR cheia – suprimido por ser título extinto pela Lei nº 8.177, de 01/03/1991, embora ainda existam alguns em circulação.
Fonte: Folha Online, Valor Econômico 
 
 
 CUSTO DO CRÉDITO - 7 E 30 DIAS
 POSTO 25/03/2014

. .
Desconto de Duplicata – ao mês --- há 7 dias e --- há 30 dias
Desconto de Duplicata – Hot Money - 1ªLinha --- há 7 dias e ---a.m., há 30 dias
Desconto de Duplicata – Hot Money - 2ª Linha ---a.m., há 7 dias e ---a.m., há 30 dias
Capital de Giro Pré - 1ª Linha ---a.m., há 7 dias e ---a.m., há 30 dias
Capital de Giro Pré - 2ª Linha ---a.m., há 7 dias e ---a.m., há 30 dias
Factoring 3,86a.m., há 7 dias e 3,80a.m., há 30 dias
Export Notes
---a.a., há 7 dias e ---a.a., há 30 dias
Fonte: CMA, ANFAC, Valor Econômico
 
 
 INFLAÇÃO - FONTES DIVERSAS - REFERÊNCIA ATUALIZADA
 MARÇO/ 2014

ÍNDICES
jul/13 ago/13 set/13 out/13 nov/13
INPC / IBGE (%)
IPCA / IBGE (%)
IPCA Esp / IBGE (%)
ICV / DIEESE (%)
IPC / FIPE (%)
ClasMéd/Ordem (%)
IGP-DI / FGV (%)
IPA -DI / FGV (%)
IPC-DI / FGV (%)
INCC-DI / FGV (%)
IGP-M / FGV (%)
IPA-M / FGV (%)
IPC-M / FGV (%)
INCC-M / FGV (%)
CUB-Sinduscon (%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
-0,13
0,03
0,07
0,09
-0,13
0,17
0,14
0,28
-0,17
0,48
0,26
0,30
-0,07
0,73
0,32
0,16
0,24
0,16
0,09
0,22
0,38
0,46
0,58
0,20
0,31
0,15
0,14
0,09
0,31
0,16
0,27
0,35
0,27
0,24
0,25
0,36
1,36
1,90
0,30
0,43
1,50
2,11
0,27
0,43
0,12
0,61
0,57
0,48
0,64
0,48
0,50
0,63
0,71
0,55
0,26
0,86
1,09
0,43
0,33
0,17
0,54
0,54
0,57
0,45
0,46
0,50
0,28
0,12
0,68
0,35
0,29
0,17
0,65
0,27
0,09


dez/13 jan/14 fev/14 mar/14 12meses
INPC / IBGE (%)
IPCA / IBGE (%)
IPCA Esp / IBGE (%)
ICV / DIEESE (%)
IPC / FIPE (%)
ClasMéd/Ordem (%)
IGP-DI / FGV (%)
IPA -DI / FGV (%)
IPC-DI / FGV (%)
INCC-DI / FGV (%)
IGP-M / FGV (%)
IPA-M / FGV (%)
IPC-M / FGV (%)
INCC-M / FGV (%)
CUB-Sinduscon (%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
0,72
0,92
0,75
0,44
0,65
0,77
0,69
0,78
0,69
0,10
0,60
0,63
0,69
0,22
0,06
0,63
0,55
0,67
1,95
0,94
1,18
0,40
0,12
0,99
0,88
0,48
0,31
0,87
0,70
0,05
0,64
0,69
0,70
0,61
0,52
0,73
0,85
1,00
0,66
0,33
0,38
0,27
0,70
0,44
0,23


0,73












5,38
5,68
5,90
6,75
3,97
5,54
6,30
6,15
5,95
8,04
5,76
5,39
5,81
8,00
7,61
Fonte: Folha Online, Valor Econômico, Ordem dos Economistas
 
 


quarta-feira, 26 de março de 2014

ECONOMIA SIMPLIFICADA
  

CIDADE DO PIAUÍ CRIA PRÓPRIA MOEDA


Fato Econômico

   FATO ECONÔMICO


A REVOLUÇÃO DO COCAL

O nome é Cocal. O símbolo é C$. Essa é a moeda que também circula e movimenta boa parte da economia do município de São João do Arraial, no Piauí. Foi criada há três anos, juntamente com o Banco dos Cocais, um modelo de instituição financeira comunitária que vem despertando o interesse de diversos países em desenvolvimento. Essa experiência, com traços genuinamente piauienses, assegurou a Francisco das Chagas Limma o título de Vencedor Nacional do Prêmio Nacional Prefeito Empreendedor na categoria Região Nordeste.

A moeda foi criada para que o dinheiro circulante no município permaneça em São João do Arraial, fortalecendo a economia da cidade. Emitida por um banco comunitário, também conhecido como Banco dos Cocais, a nova moeda tem o mesmo valor do Real, mas com maior poder de compra graças aos descontos oferecidos em todos os estabelecimentos comerciais do município. Se um produto custa R$ 10, pagando com a moeda social, custará C$ 9. O desconto é possível porque, para cada cocal emitido, há um lastro de um real garantido pela organização financeira comunitária.

Salários em cocais


Além de implantar o banco e a nova moeda, o prefeito conseguiu que a Câmara de Vereadores aprovasse, em 2007, uma lei estabelecendo que 35% dos servidores públicos do município recebessem seus salários em cocais.

A medida foi proposta para evitar que servidores concursados, que vieram de outros municípios, gastassem seus vencimentos fora de São João do Arraial. Nada impede, porém, que eles troquem os cocais por reais, já que a moeda social só tem valor dentro do município. Além disso, a moeda é aceita em todo o comércio do município. Resultado: o crescimento da economia do município coincide com a entrada em circulação do Cocal. Com a nova moeda no mercado, o banco comunitário movimentou 3 milhões em cocais, o que representa 25% dos 12 milhões que foram movimentados em todo o município.

Isso aconteceu porque o banco passou a investir diretamente em setores produtivos, especialmente com a liberação de microcrédito para a promoção de pequenos negócios.

Planejamento


Todo o movimento do Banco dos Cocais é registrado diariamente e as ações são planejadas a cada bimestre pelo Conselho Gestor do Banco, a partir dos seguintes indicadores: ações desenvolvidas, número e perfil de famílias beneficiadas, volume de crédito disponibilizado e de moeda social circulando, nível de pagamento em dia e situação dos empreendimentos apoiados.

Esse mecanismo contou com o apoio dos fundadores da instituição: Prefeitura, Câmara de Vereadores, igrejas, associações de moradores e produtores, sindicatos em geral, grupos de produção, comerciantes, grupos culturais e quebradeiras de coco babaçu, que se reúnem periodicamente para debater e fiscalizar o funcionamento do Banco dos Cocais.

Babaçu valorizado


Fundado em 1997, São João do Arraial tem quase 8 mil habitantes. As bases da economia são a agricultura e a pecuária de subsistência. A extração de babaçu e tucum é a principal atividade do campo, mas o comércio na cidade, desde o lançamento do Cocal, é bastante diversificado.

Lá tem de tudo um pouco: butiques, restaurantes, lojas de eletrodomésticos, empresas de construção civil. E, com a nova moeda, o próprio babaçu foi valorizado. É possível saborear desde sorvete até pizza e macarronada feitas com a massa do babaçu.


O modelo do sucesso

A criação do Banco dos Cocais nasceu de discussões da Prefeitura com lideranças dos segmentos produtivos da comunidade sobre a realidade econômica do município e as alternativas para desenvolver São João do Arraial. “Debatemos soluções e estratégias para desencadear um processo de desenvolvimento sustentável”, lembra Francisco das Chagas. Desses debates, nasceu o Conselho de Organizações Comunitárias de Apoio à Inclusão Social (Cocais), que viria a administrar o banco.

Após a criação do conselho, da nova moeda e do banco, aumentou a demanda por microcrédito. O município aprofundou uma discussão sobre a criação de instrumentos de apoio aos grupos de produção comunitária e a Prefeitura decidiu pela criação do Fundo Municipal de Apoio à Economia Solidária (Fumaes), aprovado por lei municipal. A iniciativa foi comemorada por empreendedores locais.

Muitos comerciantes que dependiam da Prefeitura agora andam com as próprias pernas. É o caso do padeiro Francisco José da Rocha. “No início de 2009, percebi que tinha aumentado a circulação de dinheiro no município”, conta Rocha. “Resolvi investir em uma pequena padaria. Fui ao Banco dos Cocais e solicitei crédito. Eu, minha esposa e meu filho trabalhamos na padaria e contratamos duas pessoas para ajudar. Em pouco mais de um ano, tripliquei a produção.”

“O Banco dos Cocais ajuda muito o trabalhador, o pequeno produtor e tem que fazer mais empréstimos e continuar ajudando a gente”, aponta o agricultor Raimundo Nonato.

Para assegurar bom emprego de seus recursos, o Banco dos Cocais ainda oferece capacitação aos tomadores de empréstimos. “Foi por meio dos cursos e capacitações oferecidos pelo Banco dos Cocais que melhorei meus trabalhos”, afirma Lenilda de Oliveira Lima, coordenadora do grupo de produção de artesanato e trabalhos manuais de 12 mulheres. “Hoje, eu sou sempre convidada a expor meus produtos em feiras municipais, de economia solidária e tudo mais. Já comprei uma máquina de costura.”

Formação de empreendedores rurais


Outra importante ação da Prefeitura para ampliar as oportunidades de negócios no município foi qualificar os agricultores familiares para melhorar a produção. Para isso, foi criada a Escola Família Agrícola dos Cocais (EFA), instituição formadora de empreendedores rurais. A partir daí, a Prefeitura buscou parcerias para os seus empreendimentos, obtendo o apoio do Sebrae, do Governo do Piauí, do governo federal e até do governo alemão.

Assim, além de contar com recursos financeiros e acesso fácil a financiamentos, os produtores passaram a ter uma moeda com maior poder de compra e formação empresarial. Resultado: atualmente, 20% das famílias do município estão envolvidas em algum tipo de empreendimento produtivo. A produção também foi diversificada. Além de babaçu e tucum, as famílias se dedicam à criação de bovinos, caprinos e aves.

Também foram desenvolvidos projetos nas áreas de suinocultura, avicultura caipira, horticultura, aproveitamento integral do babaçu e extrativismo do jaborandi, envolvendo três grandes empresas privadas (Pfizer, Vegeflora e Grupo Carvalho), uma empresa estatal (Petrobras), um organismo de cooperação do governo alemão (GTZ) e uma ONG (Care Brasil).

Uma escola diferente


A Escola Família Agrícola dos Cocais (EFA), localizada no vilarejo Quente, em São João do Arraial, oferece ensino técnico profissionalizante em Agropecuária e Agroindústria a 120 alunos de 13 municípios. A escola é bem estruturada e equipada. Além de dormitórios, refeitório e áreas para aulas práticas ao ar livre, a escola conta com laboratório de informática conectado à internet.

O sistema de ensino da escola é dividido por quinzena. A cada mês, nos primeiros 15 dias, os alunos passam integralmente na escola aprendendo técnicas agrícolas e disciplinas convencionais. Nos outros 15 dias, eles não ficam na escola. Atuam diretamente no campo, participando de 40 projetos de agricultura familiar e ajudando o trabalho de 700 agricultores participantes do programa.

Festival de cultura e negócios


Cultura e turismo também passaram a ser atividades empreendedoras em São João do Arraial. Para gerar novos negócios, a Prefeitura investe no Festival Cultural Arraiá de Todos, uma festa que reúne centenas de moradores da cidade e de outros municípios. O evento resgata e preserva tradições culturais locais, mostradas por meio de grupos folclóricos, como as quadrilhas juninas Fogueirão e Flor do Sertão.

O festival conta, ainda, com venda de artesanato e pratos típicos, tudo feito pelos moradores. Em 2009, a festança gerou 1.000 empregos diretos e 3.000 indiretos em serviços como limpeza, decoração, organização, segurança, iluminação, transporte, costura e venda de alimentos.

Outra ação nessa área foi a Caravana Cultural, com a finalidade de também promover a educação empreendedora e profissionalizante. Idealizado pelo Ponto de Cultura Coco Babaçu em parceria com a Prefeitura, esse projeto nasceu da necessidade de resgatar, divulgar e valorizar as diversidades e potencialidades culturais e artísticas existentes no município e em todo o Território dos Cocais.

Caravana de profissões


Seu foco principal são os adolescentes e jovens que, muitas vezes, se mostram carentes de atividades extraescolares, não aproveitando o tempo ocioso ou dedicando-o a atividades que os levam à marginalidade.

Eles passaram a se integrar às atividades do Ponto Cultural, a exemplo de quadrilhas juninas, hip hop, dança do coco, teatro, fantoche e cinema, dentre outros. E também das oficinas ofertadas nas Caravanas, como artesanato, culinária do babaçu, musical, danças populares, tambor de crioula, leitura e redação, teatro, fotografia, rádio, filmagem e produção de audiovisuais.

"Por meio das Caravanas, vimos o quanto a juventude de São João do Arraial era carente de perspectivas que elevassem sua autoestima, seu potencial para as artes ou para profissões ligadas à tecnologia, como era o caso das oficinas de fotografia, filmagem e rádio”, afirma Aline Alencar Barros, monitora da Caravana Cultural.

Fonte: Portal do Desenvolvimento


 DEL MONTE DEMITIRÁ 6 MIL 

FUNCIONÁRIOS NO VALE DO AÇU


A principal exportadora de bananas do Rio Grande do Norte, a Del Monte - empresa que mantém 10 fazendas na região do Vale do Açu com 1.450 hectares de área plantada -, irá demitir mais de 6 mil trabalhadores no Estado.
 
A informação foi levada ao Plenário da Assembleia Legislativa pelo deputado George Soares (PR), durante sessão plenária desta terça-feira (25). Na ocasião, o parlamentar fez um apelo ao Governo do Estado, Federação da Indústria (Fiern), Federação da Agricultura (Faern) e todo setor produtivo para que interfiram nessa situação.
 
"São milhares de pais de família que perderão suas fontes de sustentação. Milhões de reais que deixarão de circular na economia do Estado. Em 2008 o Vale do Açú sofreu com uma grande enchente e agora vive os efeitos da seca. O setor produtivo depende do clima e tem enfrentado grandes dificuldades. Há quem pense que se trate de qualquer empresa, mas é uma demissão de mais de 6 mil postos de trabalho. Isso é um desastre par a economia do RN. Isso irá gerar muito prejuízo", afirmou.
 
Para o deputado, o RN tem uma péssima condição de infraestrutura que impede investimentos privados. "É preciso que o Governo crie condições para a chegada de novas indústrias, mas também dê apoio às que já funcionam aqui. Por causa dessa precariedade, o Vale do Açú está na iminência de perder uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE). O projeto foi apresentado nesta Casa, fizemos audiências públicas sobre isso", disse George.
 
O parlamentar lembrou que Estado vizinhos como Ceará, Pernambuco e Alagoas estão à frente do RN no setor industrial.
 
"Até quando vamos assistir esses Estados se transformarem em celeiros de apoio, enquanto o RN se afasta aos poucos dos empreendedores que podem gerar riquezas para nosso Estado? O Vale do Açú clama por ajuda. Essas demissões causarão um terremoto econômico para o RN", argumentou.

Fonte: O Mossoroense