sexta-feira, 28 de março de 2014
quinta-feira, 27 de março de 2014
GENIVAN VALE DEFENDE A
MUNICIPALIZAÇÃO DO NOGUEIRÃO
Durante pronunciamento em plenário da Câmara Municipal de Mossoró
(CMM), o vereador Genivan Vale (Pros) defendeu a proposta de
municipalização do estádio Manoel Leonardo Nogueira, o Nogueirão.
O
parlamentar relatou que se reuniu, esta semana, com a direção da Liga
Desportiva Mossoroense (LDM) para discutir a situação do estádio. Na
ocasião, os dirigentes externaram as dificuldades financeiras
enfrentadas pela Liga para realizar as obras que atendam todas as
exigências legais para funcionamento do Nogueirão, bem como para a sua
manutenção. Diante do atual cenário, a proposta de municipalização é
tida como uma solução viável para sanar os problemas enfrentados pelo
estádio.
"Com a municipalização, será possível elaborar projetos
para captar recursos federais para o Nogueirão", diz. E acrescenta: "Já
que a permuta não foi possível ser feita, vamos lutar para que a
prefeitura possa assumir o Nogueirão". A LDM se mostrou favorável à
proposta.
Genivan Vale aproveitou o ensejo para cobrar políticas
públicas voltadas para o esporte de uma maneira geral. Ele defendeu a
criação da Secretaria de Esporte e Juventude para otimizar as ações
voltadas para este setor.
AÇÕES
Também na sessão de ontem, 26, o vereador Genivan Vale (Pros) denunciou a falta de segurança no conjunto Abolição I. Segundo informações que recebeu de moradores, criminosos andam armados no conjunto à luz do dia e os assaltos estão cada vez mais constantes. "As pessoas do Abolição I estão apavoradas", afirmou.
Genivan Vale enfatizou que a insegurança é um problema que
afeta toda a cidade. Segundo pesquisas recentes, Mossoró está entre as
dez cidades mais violentas do mundo. "É preciso coragem para apontar os
problemas da segurança pública, buscando soluções para a questão",
destaca o parlamentar.
Fonte: assessoria de Comunicação
NOTA DO BLOG:
Com relação ao Estádio Leonardo Nogueira, acho que ele, não deve ser demolido.
Com 5 milhões ele ficaria um brinco.
Infelizmente, existe muita gente, querendo tirar vantagem com a permuta do Nogueirão.
O mais racional, é deixar no local onde está, e lutar pela sua municipalização.
Para concretizar o processo de municipalização, só depende da vontade política da Câmara Municipal de Mossoró e da coragem do prefeito(a), já que o terreno do estádio pertence a prefeitura, não tendo, a liga condições de bancar a reforma, bem como o pagamento de impostos e tributos, para o Nogueirão funcionar como uma iniciativa privada.
Com a palavra, os nobres edis da terrinha, e o jovem prefeito interino, que se auto intitula, como grande desportista.
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Futebol
COPA DO BRASIL 2014
ARBITRAGEM PARA CONFRONTO
ENTRE POTIGUAR X PORTUGUESA/SP
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou a arbitragem para
o confronto entre Potiguar x Portuguesa/SP, que será realizado na
quarta-feira, 02 de abril, às 19h30, no estádio Nogueirão, em Mossoró. O
confronto é válido pela primeira rodada da Copa do Brasil 2014.
Potiguar – RN x Portuguesa – SP
Fase: 1a Fase / Grupo: GRUPO 27 / Jogo: 29 / Rodada: Ida
| Data | Horário | Estádio |
|---|---|---|
| 02/04/2014 | 19:30 | Nogueirão – Mossoro – RN |
| Árbitro | Gilberto Rodrigues Castro Junior – PE (CBF-1) | |
| Árbitro Assistente 1 | Renan Aguiar da Costa – CE (CBF-2) | |
| Árbitro Assistente 2 | Anderson Moreira de Farias – CE (CBF-2) | |
| Quarto Árbitro | Carlos José da Silva – RN (CBF-2) | |
| Assessor | José Nilman de Lima – RN (ASS) | |
Fonte: Site do Potiguar
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Futebol
ABEGÁS CONFIRMA NATAL
COMO SEDE DE ASSEMBLEIA
Natal será o centro nacional de soluções para debater o gás natural, no dia 1º de agosto de 2014. A informação foi confirmada pelo Diretor Presidente da Potigás, Isaltino Guedes, após participar, na última sexta-feira (21), da 50ª Assembleia da Abegás (Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Natural Canalizado). Na oportunidade, a Companhia Potiguar de Gás, empresa do Governo do Estado e Petrobras, foi confirmada como a anfitriã da próxima reunião, prevista para 1º de agosto.
A conquista para o Rio Grande do Norte ocorreu durante a reunião, que definiu também seis assembleias da entidade, por ano, sendo três no Rio de Janeiro, as demais em outros estados. A volta do evento para Estado será uma oportunidade dos fornecedores se apresentarem às distribuidoras de todo o Brasil.
A assembleia apresentou algumas novidades, tais como a utilização de veículos Dual Fuel, com gás natural e diesel, explanação feita pela Mercedes-Benz, já em pleno funcionamento com modelos da marca disponíveis: O500 12m e O500 Articulado. É uma solução para mobilidade urbana, reduzindo custos para empresas de transporte, projeto este que deve ser implantado em Natal, assim com já vem sendo utilizado no Rio de Janeiro (no sistema BRT), São Paulo , Paraná, Minas Gerais.
O Dual Fuel é um motor motor cummins 8.9L, utilizado em todos os veículos em duas potências. Entre as vantagens estão a possibilidade de revenda do veículo como diesel, maior flexibilidade ao cliente, perspectiva de crescimento do mercado GNV para transporte público, vantagem econômica para o operador, motor OM926 não sofre modificações internas, além de intenso trabalho na definição dos mapas de injeção e, em marcha lenta, somente injeção de diesel.
Fonte: Assessoria de Imprensa
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Economia
Indicadores e Índices Econômicos - 27/03/2014
Fonte: Empresário Online
REAJUSTE DE ALUGUEL E OUTROS CONTRATOS:
| ÍNDICES | ACUMULADO % ATÉ JANEIRO/ 14 | |||
| Trimestr | Quadrim | Semestr | Anual | |
|
FIPE
IGP-DI IGP-M INPC |
2,06 1,37 1,38 1,90 |
2,55 2,01 2,24 2,52 |
3,04 3,87 3,93 2,96 |
3,66 5,62 5,66 5,26 |
| ACUMULADO % ATÉ FEVEREIRO/ 14 | ||||
| Trimestr | Quadrim | Semestr | Anual | |
|
FIPE
IGP-DI IGP-M INPC |
2,12 1,95 1,47 2,00 |
2,59 2,23 1,76 2,55 |
3,34 4,27 4,18 3,46 |
3,97 6,30 5,76 5,39 |
Fonte: Folha Online
a) Acumulado até janeiro/14 reajusta aluguéis e contratos a partir de fevereiro/14, para pagamento em março/14.
b) Acumulado até fevereiro/14 reajusta a partir de março/14, para pagamento em abril/14.
a) Acumulado até janeiro/14 reajusta aluguéis e contratos a partir de fevereiro/14, para pagamento em março/14.
b) Acumulado até fevereiro/14 reajusta a partir de março/14, para pagamento em abril/14.
POUPANÇA/ DIA – MARÇO
| Período |
Poupança (1)
|
Poupança (2)
|
| 13/03 a 13/04 14/03 a 14/04 15/02 a 15/04 16/03 a 16/04 17/03 a 17/04 18/03 a 18/04 19/03 a 19/04 20/03 a 20/04 21/03 a 21/04 |
0,6004%
0,5489% 0,5833% 0,6108% 0,6211% 0,6401% 0,5856% 0,5856% 0,5201% |
0,5489% 0,5833% 0,6108% 0,6211% 0,6401% 0,5856% 0,5856% 0,5201% |
(1) Depósitos até 03/05/12
(2) Depósitos a partir de 04/05/12 - MP nº 567, de 03/05/12
Rendimento da Caderneta de Poupança no último dia do período.
Fonte: Valor Econômico
(2) Depósitos a partir de 04/05/12 - MP nº 567, de 03/05/12
Rendimento da Caderneta de Poupança no último dia do período.
Fonte: Valor Econômico
DÓLAR – EURO – OURO
Fonte: CMA
|
I-Dólar:
|
Comercial | Paralelo | ||
| DIA | Compra | Venda | Compra | Venda |
|
21/03
24/03 25/03 |
R$ 2,324 R$ 2,320 R$ 2,304 |
R$ 2,326 R$ 2,322 R$ 2,306 |
R$ 2,190 R$ 2,170 R$ 2,150 |
R$ 2,490 R$ 2,480 R$ 2,470 |
|
II-Euro:
|
. | . | .2,2900 | . |
| DIA | Compra | Venda. | . | . |
|
21/03
24/03 25/03 |
R$ 3,202 R$ 3,203 R$ 3,185 |
R$ 3,204 R$ 3,205 R$ 3,186 |
. | |
|
III-Ouro:
|
||||
| DIA | Compra | |||
|
21/03
24/03 25/03 |
R$ 98,51 R$ 97,00 R$ 97,00 |
|||
INDICADORES/MÊS
| dez/13 | jan/14 | fev/14 | mar/14 | Ano | 12 meses | ||
|
Poupança antiga (1)
Poupança (2) TR* TJLP FGTS (3) SELIC - Déb Fed (4) DI Over (5) UPC *** UFESP FCA / SP UFM Salário Mínimo Salário Mínimo SP (6) UFIR (7) |
(%) (%) (%) (%) (%) (%) (%) (R$) (R$) (R$) (R$) (R$) (R$) |
0,5496 0,5496 0,0494 0,42 0,2961 0,79 0,78 22,32 19,37 1,8690 115,00 678,00 755,00 |
0,6132 0,6132 0,1126 0,42 0,3595 0,85 0,84 22,36 20,14 1,9619 120,69 724,00 810,00 |
0,5540 0,5540 0,0537 0,38 0,3005 0,79 0,83 22,36 20,14 1,9619 121,80 724,00 810,00 |
0,5267 0,5267 0,0266 0,42 0,2733 0,77 22,36 20,14 1,9619 121,80 724,00 810,00 |
1,70 1,70 0,19 1,23 0,94 2,42 ----- 0,18 6,78 ---- |
6,58 6,29 0,38 5,07 3,40 9,04 ----- 0,22 18,44 1,6994 108,66 6,78 ----- --- |
* TR – Taxa Referencial; ** Débitos Federais; *** Unidade Padrão
de Capital; (1) Rendimento no 1º dia do mês seguinte, para depósitos
até 03/05/12; (2) Rendimento no primeiro dia do mês seguinte para
depósitos a partir de 04/05/2012 – MP nº 567, de 03/05/2012. (3) Crédito
no dia 10 do mês seguinte (TR + juros de 3 % ao ano). (4) Juro pela
taxa Selic para pagamentos de débitos federais em atraso – no mês do
pagamento, a taxa é de 1%; (5) Taxa DI Over com base na cotação diária
da Anbima; (6) Valores: R$ 810,00 e R$ 820,00, com vigência a partir
deste mês; (7) Extinta pela Medida Provisória nº 1973/67, de 27/10/00 –
último valor: R$ 1,0641; BTN + TR cheia – suprimido por ser título
extinto pela Lei nº 8.177, de 01/03/1991, embora ainda existam alguns em
circulação.
Fonte: Folha Online, Valor Econômico
CUSTO DO CRÉDITO - 7 E 30 DIAS
POSTO 25/03/2014
Fonte: CMA, ANFAC, Valor Econômico
| . | . |
| Desconto de Duplicata – ao mês | --- há 7 dias e --- há 30 dias |
| Desconto de Duplicata – Hot Money - 1ªLinha | --- há 7 dias e ---a.m., há 30 dias |
| Desconto de Duplicata – Hot Money - 2ª Linha | ---a.m., há 7 dias e ---a.m., há 30 dias |
| Capital de Giro Pré - 1ª Linha | ---a.m., há 7 dias e ---a.m., há 30 dias |
| Capital de Giro Pré - 2ª Linha | ---a.m., há 7 dias e ---a.m., há 30 dias |
| Factoring | 3,86a.m., há 7 dias e 3,80a.m., há 30 dias |
|
Export Notes
|
---a.a., há 7 dias e ---a.a., há 30 dias |
INFLAÇÃO - FONTES DIVERSAS - REFERÊNCIA ATUALIZADA
MARÇO/ 2014
Fonte: Folha Online, Valor Econômico, Ordem dos Economistas
| ÍNDICES | jul/13 | ago/13 | set/13 | out/13 | nov/13 | |
|
INPC / IBGE (%)
IPCA / IBGE (%) IPCA Esp / IBGE (%) ICV / DIEESE (%) IPC / FIPE (%) ClasMéd/Ordem (%) IGP-DI / FGV (%) IPA -DI / FGV (%) IPC-DI / FGV (%) INCC-DI / FGV (%) IGP-M / FGV (%) IPA-M / FGV (%) IPC-M / FGV (%) INCC-M / FGV (%) CUB-Sinduscon (%) |
(%) (%) (%) (%) (%) (%) (%) (%) (%) (%) (%) (%) (%) |
-0,13 0,03 0,07 0,09 -0,13 0,17 0,14 0,28 -0,17 0,48 0,26 0,30 -0,07 0,73 0,32 |
0,16 0,24 0,16 0,09 0,22 0,38 0,46 0,58 0,20 0,31 0,15 0,14 0,09 0,31 0,16 |
0,27 0,35 0,27 0,24 0,25 0,36 1,36 1,90 0,30 0,43 1,50 2,11 0,27 0,43 0,12 |
0,61 0,57 0,48 0,64 0,48 0,50 0,63 0,71 0,55 0,26 0,86 1,09 0,43 0,33 0,17 |
0,54 0,54 0,57 0,45 0,46 0,50 0,28 0,12 0,68 0,35 0,29 0,17 0,65 0,27 0,09 |
| dez/13 | jan/14 | fev/14 | mar/14 | 12meses | ||
|
INPC / IBGE (%)
IPCA / IBGE (%) IPCA Esp / IBGE (%) ICV / DIEESE (%) IPC / FIPE (%) ClasMéd/Ordem (%) IGP-DI / FGV (%) IPA -DI / FGV (%) IPC-DI / FGV (%) INCC-DI / FGV (%) IGP-M / FGV (%) IPA-M / FGV (%) IPC-M / FGV (%) INCC-M / FGV (%) CUB-Sinduscon (%) |
(%) (%) (%) (%) (%) (%) (%) (%) (%) (%) (%) (%) (%) |
0,72 0,92 0,75 0,44 0,65 0,77 0,69 0,78 0,69 0,10 0,60 0,63 0,69 0,22 0,06 |
0,63 0,55 0,67 1,95 0,94 1,18 0,40 0,12 0,99 0,88 0,48 0,31 0,87 0,70 0,05 |
0,64 0,69 0,70 0,61 0,52 0,73 0,85 1,00 0,66 0,33 0,38 0,27 0,70 0,44 0,23 |
0,73 |
5,38 5,68 5,90 6,75 3,97 5,54 6,30 6,15 5,95 8,04 5,76 5,39 5,81 8,00 7,61 |
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quarta-feira, 26 de março de 2014
Fato Econômico
FATO ECONÔMICO
A REVOLUÇÃO DO COCAL
O nome é Cocal. O símbolo é C$. Essa é a moeda que também circula e
movimenta boa parte da economia do município de São João do Arraial, no
Piauí. Foi criada há três anos, juntamente com o Banco dos Cocais, um
modelo de instituição financeira comunitária que vem despertando o
interesse de diversos países em desenvolvimento. Essa experiência, com
traços genuinamente piauienses, assegurou a Francisco das Chagas Limma o
título de Vencedor Nacional do Prêmio Nacional Prefeito Empreendedor na
categoria Região Nordeste.
A moeda foi criada para que o dinheiro circulante no município
permaneça em São João do Arraial, fortalecendo a economia da cidade.
Emitida por um banco comunitário, também conhecido como Banco dos
Cocais, a nova moeda tem o mesmo valor do Real, mas com maior poder de
compra graças aos descontos oferecidos em todos os estabelecimentos
comerciais do município. Se um produto custa R$ 10, pagando com a moeda
social, custará C$ 9. O desconto é possível porque, para cada cocal
emitido, há um lastro de um real garantido pela organização financeira
comunitária.
Salários em cocais
Além de implantar o banco e a nova moeda, o prefeito conseguiu que a
Câmara de Vereadores aprovasse, em 2007, uma lei estabelecendo que 35%
dos servidores públicos do município recebessem seus salários em cocais.
A medida foi proposta para evitar que servidores concursados, que
vieram de outros municípios, gastassem seus vencimentos fora de São João
do Arraial. Nada impede, porém, que eles troquem os cocais por reais,
já que a moeda social só tem valor dentro do município. Além disso, a
moeda é aceita em todo o comércio do município. Resultado: o crescimento
da economia do município coincide com a entrada em circulação do Cocal.
Com a nova moeda no mercado, o banco comunitário movimentou 3 milhões
em cocais, o que representa 25% dos 12 milhões que foram movimentados em
todo o município.
Isso aconteceu porque o banco passou a investir diretamente em
setores produtivos, especialmente com a liberação de microcrédito para a
promoção de pequenos negócios.
Planejamento
Todo o movimento do Banco dos Cocais é registrado diariamente e as
ações são planejadas a cada bimestre pelo Conselho Gestor do Banco, a
partir dos seguintes indicadores: ações desenvolvidas, número e perfil
de famílias beneficiadas, volume de crédito disponibilizado e de moeda
social circulando, nível de pagamento em dia e situação dos
empreendimentos apoiados.
Esse mecanismo contou com o apoio dos fundadores da instituição:
Prefeitura, Câmara de Vereadores, igrejas, associações de moradores e
produtores, sindicatos em geral, grupos de produção, comerciantes,
grupos culturais e quebradeiras de coco babaçu, que se reúnem
periodicamente para debater e fiscalizar o funcionamento do Banco dos
Cocais.
Babaçu valorizado
Fundado em 1997, São João do Arraial tem quase 8 mil habitantes. As bases da economia são a agricultura e a pecuária
de subsistência. A extração de babaçu e tucum é a principal atividade
do campo, mas o comércio na cidade, desde o lançamento do Cocal, é
bastante diversificado.
Lá tem de tudo um pouco: butiques, restaurantes, lojas de
eletrodomésticos, empresas de construção civil. E, com a nova moeda, o
próprio babaçu foi valorizado. É possível saborear desde sorvete até
pizza e macarronada feitas com a massa do babaçu.
O modelo do sucesso
A criação do Banco dos Cocais nasceu de discussões da Prefeitura com
lideranças dos segmentos produtivos da comunidade sobre a realidade
econômica do município e as alternativas para desenvolver São João do
Arraial. “Debatemos soluções e estratégias para desencadear um processo
de desenvolvimento sustentável”, lembra Francisco das Chagas. Desses
debates, nasceu o Conselho de Organizações Comunitárias de Apoio à
Inclusão Social (Cocais), que viria a administrar o banco.
Após a criação do conselho, da nova moeda e do banco, aumentou a
demanda por microcrédito. O município aprofundou uma discussão sobre a
criação de instrumentos de apoio aos grupos de produção comunitária e a
Prefeitura decidiu pela criação do Fundo Municipal de Apoio à Economia
Solidária (Fumaes), aprovado por lei municipal. A iniciativa foi
comemorada por empreendedores locais.
Muitos comerciantes que dependiam da Prefeitura agora andam com as
próprias pernas. É o caso do padeiro Francisco José da Rocha. “No início
de 2009, percebi que tinha aumentado a circulação de dinheiro no
município”, conta Rocha. “Resolvi investir em uma pequena padaria. Fui
ao Banco dos Cocais e solicitei crédito. Eu, minha esposa e meu filho
trabalhamos na padaria e contratamos duas pessoas para ajudar. Em pouco
mais de um ano, tripliquei a produção.”
“O Banco dos Cocais ajuda muito o trabalhador, o pequeno produtor e
tem que fazer mais empréstimos e continuar ajudando a gente”, aponta o
agricultor Raimundo Nonato.
Para assegurar bom emprego de seus recursos, o Banco dos Cocais ainda
oferece capacitação aos tomadores de empréstimos. “Foi por meio dos
cursos e capacitações oferecidos pelo Banco dos Cocais que melhorei meus
trabalhos”, afirma Lenilda de Oliveira Lima, coordenadora do grupo de
produção de artesanato e trabalhos manuais de 12 mulheres. “Hoje, eu sou
sempre convidada a expor meus produtos em feiras municipais, de
economia solidária e tudo mais. Já comprei uma máquina de costura.”
Formação de empreendedores rurais
Outra importante ação da Prefeitura para ampliar as oportunidades de
negócios no município foi qualificar os agricultores familiares para
melhorar a produção. Para isso, foi criada a Escola Família Agrícola dos
Cocais (EFA), instituição formadora de empreendedores rurais. A partir
daí, a Prefeitura buscou parcerias para os seus empreendimentos, obtendo
o apoio do Sebrae, do Governo do Piauí, do governo federal e até do
governo alemão.
Assim, além de contar com recursos financeiros e acesso fácil a
financiamentos, os produtores passaram a ter uma moeda com maior poder
de compra e formação empresarial. Resultado: atualmente, 20% das
famílias do município estão envolvidas em algum tipo de empreendimento
produtivo. A produção também foi diversificada. Além de babaçu e tucum,
as famílias se dedicam à criação de bovinos, caprinos e aves.
Também foram desenvolvidos projetos nas áreas de suinocultura,
avicultura caipira, horticultura, aproveitamento integral do babaçu e
extrativismo do jaborandi, envolvendo três grandes empresas privadas
(Pfizer, Vegeflora e Grupo Carvalho), uma empresa estatal (Petrobras),
um organismo de cooperação do governo alemão (GTZ) e uma ONG (Care
Brasil).
Uma escola diferente
A Escola Família Agrícola dos Cocais (EFA), localizada no vilarejo Quente, em São João do Arraial, oferece ensino técnico
profissionalizante em Agropecuária e Agroindústria a 120 alunos de 13
municípios. A escola é bem estruturada e equipada. Além de dormitórios,
refeitório e áreas para aulas práticas ao ar livre, a escola conta com
laboratório de informática conectado à internet.
O sistema de ensino da escola é dividido por quinzena. A cada mês,
nos primeiros 15 dias, os alunos passam integralmente na escola
aprendendo técnicas agrícolas e disciplinas convencionais. Nos outros 15
dias, eles não ficam na escola. Atuam diretamente no campo,
participando de 40 projetos de agricultura familiar e ajudando o
trabalho de 700 agricultores participantes do programa.
Festival de cultura e negócios
Cultura
e turismo também passaram a ser atividades empreendedoras em São João
do Arraial. Para gerar novos negócios, a Prefeitura investe no Festival
Cultural Arraiá de Todos, uma festa que reúne centenas de moradores da
cidade e de outros municípios. O evento resgata e preserva tradições
culturais locais, mostradas por meio de grupos folclóricos, como as
quadrilhas juninas Fogueirão e Flor do Sertão.
O
festival conta, ainda, com venda de artesanato e pratos típicos, tudo
feito pelos moradores. Em 2009, a festança gerou 1.000 empregos diretos e
3.000 indiretos em serviços como limpeza, decoração, organização,
segurança, iluminação, transporte, costura e venda de alimentos.
Outra
ação nessa área foi a Caravana Cultural, com a finalidade de também
promover a educação empreendedora e profissionalizante. Idealizado pelo
Ponto de Cultura Coco Babaçu em parceria com a Prefeitura, esse projeto
nasceu da necessidade de resgatar, divulgar e valorizar as diversidades e
potencialidades culturais e artísticas existentes no município e em
todo o Território dos Cocais.
Caravana de profissões
Seu
foco principal são os adolescentes e jovens que, muitas vezes, se
mostram carentes de atividades extraescolares, não aproveitando o tempo
ocioso ou dedicando-o a atividades que os levam à marginalidade.
Eles
passaram a se integrar às atividades do Ponto Cultural, a exemplo de
quadrilhas juninas, hip hop, dança do coco, teatro, fantoche e cinema,
dentre outros. E também das oficinas ofertadas nas Caravanas, como
artesanato, culinária do babaçu, musical, danças populares, tambor de
crioula, leitura e redação, teatro, fotografia, rádio, filmagem e
produção de audiovisuais.
"Por meio das Caravanas, vimos o quanto a juventude de São João do
Arraial era carente de perspectivas que elevassem sua autoestima, seu
potencial para as artes ou para profissões ligadas à tecnologia, como
era o caso das oficinas de fotografia, filmagem e rádio”, afirma Aline
Alencar Barros, monitora da Caravana Cultural.
Fonte: Portal do Desenvolvimento
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DEL MONTE DEMITIRÁ 6 MIL
FUNCIONÁRIOS NO VALE DO AÇU
A principal exportadora de bananas do Rio Grande do Norte, a Del Monte -
empresa que mantém 10 fazendas na região do Vale do Açu com 1.450
hectares de área plantada -, irá demitir mais de 6 mil trabalhadores no
Estado.
A informação foi levada ao Plenário da Assembleia
Legislativa pelo deputado George Soares (PR), durante sessão plenária
desta terça-feira (25). Na ocasião, o parlamentar fez um apelo ao
Governo do Estado, Federação da Indústria (Fiern), Federação da
Agricultura (Faern) e todo setor produtivo para que interfiram nessa
situação.
"São milhares de pais de família que perderão suas fontes
de sustentação. Milhões de reais que deixarão de circular na economia do
Estado. Em 2008 o Vale do Açú sofreu com uma grande enchente e agora
vive os efeitos da seca. O setor produtivo depende do clima e tem
enfrentado grandes dificuldades. Há quem pense que se trate de qualquer
empresa, mas é uma demissão de mais de 6 mil postos de trabalho. Isso é
um desastre par a economia do RN. Isso irá gerar muito prejuízo",
afirmou.
Para o deputado, o RN tem uma péssima condição de
infraestrutura que impede investimentos privados. "É preciso que o
Governo crie condições para a chegada de novas indústrias, mas também dê
apoio às que já funcionam aqui. Por causa dessa precariedade, o Vale do
Açú está na iminência de perder uma Zona de Processamento de Exportação
(ZPE). O projeto foi apresentado nesta Casa, fizemos audiências
públicas sobre isso", disse George.
O parlamentar lembrou que Estado vizinhos como Ceará, Pernambuco e Alagoas estão à frente do RN no setor industrial.
"Até
quando vamos assistir esses Estados se transformarem em celeiros de
apoio, enquanto o RN se afasta aos poucos dos empreendedores que podem
gerar riquezas para nosso Estado? O Vale do Açú clama por ajuda. Essas
demissões causarão um terremoto econômico para o RN", argumentou.
Fonte: O Mossoroense
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