terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

POLÊMICA RIDÍCULA

No Brasil, nunca perdemos a oportunidade de criar uma polêmica sobre decisões da autoridade monetária. No mundo, também. Em nenhum país elas sabem muito bem o que estão fazendo.

Ou alguém acredita que o Federal Reserve, o Banco Central Europeu, o Banco Central do Japão ou o Banco Central da China têm o “mapa” (teoria) e a “bússola” (prática segura) para saber aonde estão nos levando neste mar revolto que ajudaram a construir?

Foi obra lenta, apoiada na imaginária “ciência dos mercados perfeitos”. Com ela, colonizaram e submeteram à sua vontade os pobres nativos que, sem imaginação, se limitaram à produção de bens e serviços.

Um exemplo da eterna vigilância do tal “mercado” para garantir a “dominância financeira” conquistada é a reação à decisão do BC de manter a taxa Selic em 14,25%, na reunião do dia 20. Para entender isso, é preciso aceitar o fato de que os economistas não são portadores de uma “ciência”. 

A propósito, quero lembrar que, em 1948, meu primeiro professor da ainda Economia Política, o francês Paul Hugon, entregou aos seus alunos o excerto de um depoimento no Congresso dos Estados Unidos, de 16 de maio de 1939, do grande economista Alvin Hansen, o introdutor do keynesianismo naquele país, onde revelou a sua grandeza e as limitações do seu enorme conhecimento:

Eu gostaria muito de prefaciar meu depoimento sobre a análise econômica e suas conclusões. Estou seguro de que aqui trataremos de matérias que não são sujeitas a demonstrações matemáticas inequívocas ou a resultados possíveis nos laboratórios das ciências naturais.

Os dados com os quais trabalhamos são sujeitos a erros com margens variáveis. Os métodos com os quais os analisamos são imperfeitos. Logo, as conclusões a que chegamos são inevitavelmente tentativas.

O papel do economista no seu esforço para interpretar as tendências econômicas será, se ele for honesto, muito modesto. Vivemos num mundo perigoso. É perigoso agir e perigoso não agir. É perigoso dar conselhos e seria mais fácil tentar escapar dessa responsabilidade recusando-se a fazê-lo.

Eu gostaria de pedir-lhes que tenham em mente desde o início que todas as pesquisas nesta área devem ser feitas com muita humildade. Dizer-lhes que há lugar para outras competentes e honestas opiniões, tanto com relação às tendências econômicas atuais quanto para a adequada solução de nossos problemas.

Pois bem, 77 anos depois desse depoimento, a situação não é muito diferente. Os nossos dados continuam sujeitos a erros e os nossos métodos, mesmo com o desenvolvimento da matematização e os avanços da econometria, continuam “imperfeitos”. Logo, discutir as decisões do Banco Central não é apenas possível, mas, provavelmente, necessário.
Pode a declaração do presidente do BC, Alexandre Tombini, ser considerada uma heresia só porque “não há evidência na história de que o BC do Brasil tenha feito isso antes”? Pode o simples fato de ter visitado a presidenta da República ser suficiente para afirmar que “o BC perdeu o que lhe restava de credibilidade”?
Não é possível que ele tenha ido até ela para expor os problemas do mundo? Pode alguém invocar uma inexistente “ciência monetária”, para dizer que “foi grave erro decepcionar o mercado” não aumentando a taxa Selic? Poder, pode!

Mas tem de reconhecer, também, que ela produziria, como efeito colateral, o aumento da relação dívida pública/PIB, cuja dinâmica é preocupante; que já há uma tendência ao aprofundamento do desemprego e a magnitude da correção de preços já processada não se repetirá em 2016.

Com um desemprego da ordem de 10 milhões de trabalhadores e as ameaça do agravamento do quadro fiscal, é difícil imaginar que apenas a política monetária do Banco Central possa “salvar o Brasil”.

Talvez o Boletim Focus revele um aumento na expectativa de inflação. Mas não é possível esquecer que a semana encerrada em 23 de janeiro revelou fenômenos novos e assustadores que estão ocorrendo no mundo em que estamos inseridos.

“Vivemos num mundo perigoso”, como disse o prof. Hansen. Tombini deve ter se assustado não com a previsão sobre o Brasil, não muito diferente da do nosso Banco Central, mas com o que se vê no mundo, que, como de costume, será muito diferente do que prevê o FMI.

E o que se vê é um aumento da probabilidade de um agravamento da crise no segundo semestre de 2016!

Fonte: CartaCapital
Por Delfim Netto 


BC PODE TER ESPAÇO PARA CORTAR

 TAXA DE JUROS ATÉ O FIM DO ANO


(Bloomberg) - As autoridades brasileiras não descartam um corte na taxa básica de juros (Selic) ainda este ano, caso a recessão reduza a pressão sobre os preços ao consumidor, disse uma fonte da equipe econômica da presidente Dilma Rousseff à agência de notícias Bloomberg. Seria o primeiro corte de taxas de juros desde 2012.

Em 2015, o Banco Central elevou a taxa básica de juros para combater a inflação. Apesar da previsão de investidores de mais altas de juros, o Banco Central manteve a taxa Selic inalterada, em 14,25%, nas últimas quatro reuniões.

Por ora, o BC sinaliza a manutenção dos juros e ainda é cedo para prever quando e em qual direção a Selic será alterada, disse a fonte, que não pode ser identificada porque as discussões são internas.

Fatores domésticos e internacionais devem provocar uma desaceleração da inflação nos próximos meses e podem diminuir a pressão por alta de juros, disse a fonte. Entre esses fatores estão o arrefecimento da alta de preços administrados pelo governo brasileiro e uma desaceleração econômica na China.

"O mercado está começando a perceber que a situação externa não permitirá ao Banco Central aumentar os juros", disse André Perfeito, economista-chefe da corretora Gradual, com sede em São Paulo. "Eu espero um corte da Selic em outubro".

Taxas


Os contratos futuros de juros DI com vencimento em janeiro de 2017 caíram19 pontos-base do pico registrado nesta segunda-feira (1º), para 14,44%, após a divulgação dos comentários. Investidores reduziram as apostas de que o BC vai subir os juros neste ano.

Operadores de mercado e economistas foram surpreendidos no mês passado, quando o BC manteve a Selic sem alteração. Desde então, os analistas mudaram suas previsões de uma alta para nenhuma mudança nos juros neste ano, de acordo com pesquisa semanal do BC.

As expectativas para os preços ao consumidor também mudaram desde a decisão inesperada do banco central. Os analistas estimam que a inflação se manterá acima do teto da meta, de 6,5%, em 2016. A inflação atingiu dois dígitos em 2015 pela primeira vez em mais de uma década, chegando a 10,67%.

O governo aposta na desaceleração da inflação ao longo do ano e estima que ela possa ficar abaixo do teto da meta, de 6,5%, disse a fonte. O atual ritmo de aumentos dos custos não pode ser considerado um fracasso por causa da depreciação do real e da disparada nos preços administrados no ano passado, disse a fonte.

Fonte: UOL Economia
Por Mário Sérgio Lima e André Soliani


ADUERN ENTRA COM AÇÃO 

JUDICIAL CONTRA O GOVERNO


Através de sua assessoria jurídica, a  ADUERN – Associação dos Docentes da UERN –  vai entrar com uma ação judicial exigindo que o Governo do Estado repasse o dinheiro da folha de pagamento para a administração da universidade e que a Reitoria pague os salários dos professores imediatamente.

De acordo com o assessor jurídico do sindicato, Lindocastro Nogueira, a iniciativa foi tomada após a divulgação do calendário de pagamento dos servidores estaduais, prevendo que as remunerações serão concedidas nos dias 4 e 5 de Fevereiro. Ele explicou que o Governo tem obrigação de pagar todos os seus servidores até o último dia trabalhado do mês, no caso 31/01.

A diretoria estará amanhã em Natal acompanhada de sua assessoria jurídica. Na ocasião será entregue a ação contra o Governo no Tribunal de Justiça do Estado (TJE) 

Fonte: ADUERN
Por Cláudio Palheta Jr.

 

GOVERNADOR ANUNCIA PAGAMENTO 

PARA SERVIDORES A PARTIR

 DESTA QUARTA


O Governo do Estado antecipou em um dia a data de pagamento do funcionalismo estadual referente ao mês de janeiro, que estava previsto para os dias 4 e 5 deste mês. Agora, os servidores aposentados e pensionistas terão os vencimentos depositados no dia 3 e os ativos terão os salários creditados no dia 4.
O pagamento dos servidores no mês subsequente foi adotado em virtude da forte frustração de receitas federais nos repasses da União para o Rio Grande do Norte, devido à crise econômica que afeta o país.

No entanto, o governador tem determinado à equipe econômica todos os esforços para que os pagamentos possam ocorrer no melhor prazo possível dentro do previsto na legislação.

Fonte: Portal no Ar 


PROEG DIVULGA QUANTITATIVO

DE VAGAS DISPONÍVEIS PARA 

SEGUNDA CHAMADA DO SISU 2016


A Pró-Reitoria de Ensino de Graduação (PROEG/UERN) divulga o preenchimento de vagas na 1ª chamada do SiSU 2016 e o quantitativo de vagas disponíveis para a 2ª chamada.

A UERN ofertou 2.216 vagas no SiSU 2016, sendo 1.356 para o 1º semestre e 860 vagas para o 2º semestre. Desse total, 1.015 vagas foram ocupadas na 1ª chamada e estão disponíveis 1.201 vagas para a 2ª chamada.

Para participar da lista de espera, o candidato deve manifestar seu interesse por meio da página do SiSU na internet, no endereço eletrônico http://sisu.mec.gov.br até às 23 horas e 59 minutos de hoje, 29 de janeiro de 2016. Esse prazo foi aberto no dia 18 de janeiro.

Na UERN, a lista de espera e os procedimentos para as matrículas em segunda chamada serão divulgados em edital próprio no dia 16 de fevereiro de 2016.

Clique e veja:



Fonte: Assessora de Comunicação da UERN

 

Fonte: Fiscosoft

ÍNDICES  ECONÔMICOS E FINANCEIROS
Mês: 01/2016

Índice Período Valor
BTN+TR 01/2016 1,6152

Índices Econômicos e Financeiros
Mês: 12/2015
Índice Período Valor
BTN+TR 12/2015 1,6116
CUB-SINDUSCON/SP 12/2015 0,18
ICV-DIEESE 12/2015 0,77
IGP-FGV 12/2015 0,44
IGP-M FGV 12/2015 0,49
INCC-DI 12/2015 0,10
INCC-M 12/2015 0,1200
INPC-IBGE 12/2015 0,90
IPC-FGV 12/2015 0,88
IPC-FIPE 12/2015 0,82
IPCA-IBGE 12/2015 0,96
SELIC 12/2015 1,16
Índices Econômicos e Financeiros
Mês: 11/2015
Índice Período Valor
BTN+TR 11/2015 1,6096
CUB-SINDUSCON/SP 11/2015 0,02
ICV-DIEESE 11/2015 1,02
IGP-FGV 11/2015 1,19
IGP-M FGV 11/2015 1,52
INCC-DI 11/2015 0,34
INCC-M 11/2015 0,4000
INPC-IBGE 11/2015 1,11
IPC-FGV 11/2015 1,00
IPC-FIPE 11/2015 1,06
IPCA-IBGE 11/2015 1,01
SELIC 11/2015 1,06


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

VITÓRIA E LIDERANÇA


Uma vitória incontestável. Assim foi o triunfo do Potiguar no POTIba 103, por 1 a 0, sobre o Baraúnas. Resultado que garantiu ao Bicampeão a liderança no primeiro turno, com sete pontos ganhos. A equipe está empatada com o Globo em número de pontos, mais leva vantagens no saldo de gols. Quatro contra três do adversário.

O gol do Alvirrubro foi marcado por Carlos Alberto, estreante no clássico, o atacante marcou o seu primeiro gol com a camisa vermelha e branca. A vitória foi de fundamental importância para o Time Macho, que terá pela frente na próxima quarta-feira, às 20h, no Nogueirão, a equipe do Assu, pela quarta rodada.

O JOGO

Primeiro tempo

Como de costume na atual temporada, o Potiguar começou o jogo buscando abrir o placar logo nos primeiros minutos. Apostamento nas velocidades do meia Radames e do atacante João Manoel, o alvirrubro chegou com perigo logo aos quatro minutos. Após receber passe de Jozicley, João Manoel finalizou, mas o goleiro Érico acabou fazendo a defesa. Aos seis minutos, João Manoel recebeu de Ciel e tocou para Carlos Alberto, mas o atacante foi travado por Cláudio Baiano na hora da finalização.

A dupla de ataque voltou a dar trabalho ao setor defensivo do rival aos oito minutos. Novamente lançado pela esquerda, João Manoel ganhou na velocidade e cruzou para Carlos Alberto, que cabeceou com estilo, mas a bola passou perto da trave esquerda, levando perigo ao gol de Érico. Aos 22 minutos, o técnico Bira Lopes foi obrigado a mexer na equipe, colocando Léo Paulista na vaga de Vitor Leal, que deixou o campo com dores na coxa direita.

Com domínio e maior posse de bola, o Maior do Interior abriu o placar aos 27 minutos. Radames recebeu pela direita e cruzou para João Manoel, o atacante acabou ajeitando sem querer para Carlos Alberto, que acertou um belo chute de primeira no ângulo direito, sem chances para o goleiro do rival. Mesmo com a vantagem no placar, o Potiguar continuou criando oportunidades. Aos 36, Magno cruzou da direita para João Manoel, o atacante cabeceou livre, mas a bola passou a direita do gol.

O primeiro lance de perigo do rival foi aos 40 minutos. Marquinhos Bahia cruzou para Fabinho Cambalhota, que cabeceou fraco e a bola chegou tranquila para Santos. Três minutos depois, Marquinhos recebeu passe de Da Silva e cruzou para Cambalhota, que finalizou na entrada da pequena área para a defesa de Santos.

Segundo tempo

A segunda etapa começou com o Potiguar pressionando o Baraúnas. Aos sete minutos, Ciel recebeu bom passe de Magno, mas finalizou para fora. Em seguida, João Manoel recebeu passe de Jozicley e ficou na frente Érico, mas demorou na finalização. Aos 11, Magno fez boa jogada e cruzou para João Manoel, que desviou para a boa defesa do goleiro Érico.

O Potiguar voltou a criar boas chances no final da partida. Aos 41, Radames fez boa jogada pela esquerda, e de perna direita mandou uma bomba, Érico fez a defesa, na sequência da jogada a zaga do Baraúnas afastou o perigo. Três minutos depois, Carlos Alberto pegou de primeira, mas a bola passou a direita do gol. Final de jogo: Potiguar 1 x 0 Baraúnas.

FICHA TÉCNICA

POTIGUAR 1 x 0 BARAÚNAS

Local: Leonardo Nogueira (Nogueirão), em Mossoró-RN
Horário: 17h
Data: 31 de janeiro de 2016
Árbitro: Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro
Auxiliares: Francisco de Assis da Hora e Alex Batista da Silva
Gol: Carlos Alberto aos 27’ do 1ºT
Cartões amarelos: Léo Paulista e Magno (Potiguar); Nildo e Batata (Baraúnas)
Cartão vermelho: Não houve
Renda: R$ 49.120,00
Público pagante: 2.196
Público total: 2.452

Potiguar: Santos; Magno, Anselmo, Ramon e Ciel; Dunga, Jozicley, Vitor Leal (Leo Paulista) (Roberto Baggio) e Radames; João Manoel (Gilkley) e Carlos Alberto. Técnico: Bira Lopes.

Baraúnas: Érico; Victor, Cláudio Baiano e Nildo; Fernandes, Batata, Júnior Borracha; Da Silva e Marquinhos Bahia; Rafinha (Chalerson) (Romário) e Fabinho Cambalhota. Técnico: Givanildo Sales.

Fonte: Site do Potiguar
Por Marcelo Diaz

 

ESTADUAL RN 2016

Alecrim 2x0 Palmeiras 
Potiguar 1x0 Baraúnas
Assu 0x1 Globo
América 0x2 ABC