quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
ESTADUAL RN 2015
05ª RODADA
América 4x0 Palmeiras
Força e Luz 1x2 Santa Cruz
Alecrim 2x1 Baraúnas
Potiguar x ABC
Corintians x Globo
Marcadores:
Futebol
Fonte: Fiscosoft
ÍNDICES ECONÔMICOS E FINANCEIROS
Mês: 01/2015
Mês: 01/2015
|
Mês: 12/2014
|
Mês: 11/2014
|
Marcadores:
Indicadores
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
PREFEITURA DE MOSSORÓ PROPÕE
PARCERIA COM UERN PARA
CONSTRUÇÃO DO CENTRO
DE CONVENÇÕES
O secretário municipal de turismo de Mossoró, Rútilo Coelho, visitou
nesta segunda-feira (23) o reitor da Universidade do Estado do Rio
Grande do Norte, Prof. Dr. Pedro Fernandes Ribeiro Neto, acompanhado do
secretário municipal de planejamento do município, Josivan Barbosa, e
equipe técnica da prefeitura.
A visita teve o objetivo de propor uma parceria com a Universidade
para a construção do Centro de Convenções de Mossoró no terreno da UERN,
localizado no Alto da Pelonha. De acordo com o secretário de turismo, a
visita ao reitor foi o primeiro contato com a Universidade para só
então ser formalizada uma parceria. “Hoje existem dois gargalos que
dificultam a atração de grandes eventos para Mossoró. Um deles é o
aeroporto, que o Governador Robinson Faria já está tomando providências
para reativar, e o outro é um local para receber esses eventos, já que o
município não conta com um centro de convenções, que traria benefícios
para o desenvolvimento de toda a região. Ainda vamos levar a sugestão do
terreno ao prefeito Francisco José. Esta visita é uma antecipação para
saber da abertura da Universidade quanto à parceria”, explicou Rútilo
Coelho.
O secretário de planejamento, Josivan Barbosa, destacou a importância
da parceria com a UERN neste projeto. “Precisamos de um Centro de
Convenções que atenda as necessidades atuais, mas também as necessidades
para os próximos vinte anos. A presença da UERN neste projeto é
fundamental para levar desenvolvimento para esta região da cidade, além
de que o equipamento poderá servir para a própria instituição, como
campo de estágio para diversos cursos”, afirmou o secretário.
O reitor Pedro Fernandes manifestou apoio ao projeto de parceria. Ele
explicou que a intenção da parceria ainda precisa ser formalizada por
parte da prefeitura e que o projeto ainda precisa ser apreciado pelo
Conselho Diretor da instituição. “Acredito que essa parceria venha
trazer muitos benefícios para a instituição. Vários cursos podem ser
beneficiados diretamente com o Centro de Convenções, servindo de
laboratório e campo de estágio para os nossos estudantes, no sentido até
mesmo de gerir esse equipamento. Essa parceria tem o meu apoio, mas
ainda precisa passar pelo nosso conselho diretor. Mesmo assim, acredito
que toda a instituição enxergue como um grande investimento da
Universidade”, afirmou o reitor.
A reunião contou com a presença do vice-reitor Aldo Gondim; do Chefe
de Gabinete da Reitoria, Tarcísio Barra; da Pró-Reitora de Planejamento,
Raquel Morais; do Pró-reitor de Administração, Iata Anderson; da
Pró-Reitora de Recursos Humanos, Lúcia Musmée; do Pró-Reitor de
Extensão, Etevaldo Almeida; do Pró-Reitor Adjunto de Extensão, Fabiano
Mendes; do assessor da Reitoria, Wogelsanger Oliveira e do assessor de
obras da Universidade, Osmídio Dantas.
Após a reunião, o reitor e o vice-reitor acompanharam o secretário
Rútilo Coelho ao terreno onde poderá ser construído o Centro de
Convenções, após a área construída do Campus Central da UERN.
Fonte: Assessoria de Comunicação da UERN
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Diversas
CAMPANHA DA FRATERNIDADE
É LANÇADA EM MOSSORÓ
Na
manhã de ontem (24), a Diocese de Mossoró reuniu a imprensa para uma
coletiva a respeito do lançamento da Campanha da Fraternidade 2015 em Mossoró e
Região. O encontro foi no prédio do Projeto Reviver, que cuida de mulheres que
usaram drogas.
De acordo com Dom Mariano Manzana, a escolha do local se deu pela união do projeto com o lema da Campanha ‘Eu vim para servir’. “Nós tratamos o Projeto Reviver como a doçura da Diocese. Estamos aqui com o objetivo de ajuda-las. Esta casa vive de caridade e é importante abraçamos essa causa, por isso a importância da igreja na sociedade. Este período da quaresma é o momento de renovar as nossas atitudes e o espírito”.
Já a coordenadora do Projeto Reviver, Cláudia Almeida, todo esse acolhimento dado pela Diocese é uma resposta de Deus. Ele se emocionou ao falar do projeto e diz a satisfação de todos em ser voluntários no local.
“Sentimos que estamos no caminho. Ajudamos as mulheres que vem para cá a encontrar o seu caminho. Para nos a voz de Dom Mariano Manzana é a voz de Deus. Só saber o sofrimento quem convive com o sofrimento destas mulheres”, finalizou.
De acordo com Dom Mariano Manzana, a escolha do local se deu pela união do projeto com o lema da Campanha ‘Eu vim para servir’. “Nós tratamos o Projeto Reviver como a doçura da Diocese. Estamos aqui com o objetivo de ajuda-las. Esta casa vive de caridade e é importante abraçamos essa causa, por isso a importância da igreja na sociedade. Este período da quaresma é o momento de renovar as nossas atitudes e o espírito”.
Já a coordenadora do Projeto Reviver, Cláudia Almeida, todo esse acolhimento dado pela Diocese é uma resposta de Deus. Ele se emocionou ao falar do projeto e diz a satisfação de todos em ser voluntários no local.
“Sentimos que estamos no caminho. Ajudamos as mulheres que vem para cá a encontrar o seu caminho. Para nos a voz de Dom Mariano Manzana é a voz de Deus. Só saber o sofrimento quem convive com o sofrimento destas mulheres”, finalizou.
Fonte: Jornal de De Fato
Por Edinaldo Moreno
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Diversos
Indicadores e Índices Econômicos - 25/02/2015
Fonte: Empresário Online
INFLAÇÃO - FONTES DIVERSAS - REFERÊNCIA ATUALIZADA
JANEIRO/ 2015
| ÍNDICES | mai/14 | jun/14 | jul/14 | ago/14 | set/14 | |
INPC / IBGE (%)
IPCA / IBGE (%) IPCA Esp / IBGE (%) ICV / DIEESE (%) IPC / FIPE (%) ClasMéd/Ordem (%) IGP-DI / FGV (%) IPA -DI / FGV (%) IPC-DI / FGV (%) INCC-DI / FGV (%) IGP-M / FGV (%) IPA-M / FGV (%) IPC-M / FGV (%) INCC-M / FGV (%) CUB-Sinduscon (%) |
(%) (%) (%) (%) (%) (%) (%) (%) (%) (%) (%) (%) (%) |
0,60 0,46 0,58 0,14 0,25 0,24 -0,45 -1,21 0,52 2,05 -0,13 -0,65 0,68 1,37 1,71 |
0,26 0,40 0,47 0,00 0,04 0,14 -0,63 -1,21 0,33 0,66 -0,74 -1,44 0,34 1,25 2,77 |
0,13 0,01 0,17 0,68 0,16 0,32 -0,55 -1,01 0,10 0,75 -0,61 -1,11 0,15 0,80 0,59 |
0,18 0,25 0,14 0,02 0,34 0,37 0,06 0,04 0,12 0,08 -0,27 -0,45 0,02 0,19 0,47 |
0,49 0,57 0,39 0,23 0,21 0,23 -0,02 -0,18 0,49 0,15 0,20 0,13 0,42 0,16 0,01 |
| out/14 | nov/14 | dez/14 | jan/15 | 12meses | ||
INPC / IBGE (%)
IPCA / IBGE (%) IPCA Esp / IBGE (%) ICV / DIEESE (%) IPC / FIPE (%) ClasMéd/Ordem (%) IGP-DI / FGV (%) IPA -DI / FGV (%) IPC-DI / FGV (%) INCC-DI / FGV (%) IGP-M / FGV (%) IPA-M / FGV (%) IPC-M / FGV (%) INCC-M / FGV (%) CUB-Sinduscon (%) |
(%) (%) (%) (%) (%) (%) (%) (%) (%) (%) (%) (%) (%) |
0,38 0,42 0,48 0,50 0,37 0,40 0,59 0,73 0,43 0,17 0,28 0,23 0,46 0,20 0,12 |
0,53 0,51 0,38 0,52 0,69 0,77 1,14 1,44 0,65 0,44 0,98 1,26 0,53 0,30 0,02 |
0,62 0,78 0,79 0,52 0,30 0,45 0,38 0,30 0,75 0,08 0,62 0,63 0,76 0,25 0,03 |
1,48 1,24 0,89 2,25 1,62 1,31 0,67 0,23 1,73 0,92 0,76 0,56 1,35 0,70 0,33 |
7,13 7,14 6,69 7,05 5,91 6,45 4,06 2,27 7,66 6,99 3,98 2,38 7,27 6,74 6,66 |
Fonte: Folha Online, Valor Econômico, Ordem dos Economistas
POUPANÇA/DIA – FEVEREIRO
| Período |
Poupança (1)
|
Poupança (2)
|
| 31/01 a 01/03 01/02 a 01/03 02/02 a 02/03 03/02 a 03/03 04/02 a 04/03 05/02 a 05/03 06/02 a 06/03 07/02 a 07/03 08/02 a 08/03 09/02 a 09/03 |
0,5169%
0,5169% 0,5236% 0,5179% 0,5434% 0,5224% 0,5016% 0,5195% 0,5195% 0,5373% |
0,5169% 0,5236% 0,5179% 0,5434% 0,5224% 0,5016% 0,5195% 0,5195% 0,5373% |
(1) Depósitos até 03/05/12
(2) Depósitos a partir de 04/05/12 - MP nº 567, de 03/05/12
Rendimento da Caderneta de Poupança no último dia do período.
(2) Depósitos a partir de 04/05/12 - MP nº 567, de 03/05/12
Rendimento da Caderneta de Poupança no último dia do período.
Fonte: Valor Econômico
REAJUSTE DE ALUGUEL E OUTROS CONTRATOS:
Fonte: Folha Online
a) Acumulado até dezembro reajusta aluguéis e contratos a partir de janeiro/15, para pagamento em fevereiro.
b) Acumulado até janeiro/15 reajusta a partir de fevereiro, para pagamento em março.
| ÍNDICES | ACUMULADO % ATÉ DEZEMBRO/ 14 | |||
| Trimestr | Quadrim | Semestr | Anual | |
|
FIPE
IGP-DI IGP-M INPC |
1,36 2,13 1,89 1,54 |
1,57 2,15 2,10 2,04 |
2,08 1,65 1,21 2,35 |
5,20 3,78 3,69 6,23 |
| ACUMULADO % ATÉ JANEIRO/ 15 | ||||
| Trimestr | Quadrim | Semestr | Anual | |
|
FIPE
IGP-DI IGP-M INPC |
2,63 2,21 2,38 2,65 |
3,01 2,81 2,67 3,04 |
3,57 2,90 2,60 3,73 |
5,91 4,06 3,98 7,13 |
a) Acumulado até dezembro reajusta aluguéis e contratos a partir de janeiro/15, para pagamento em fevereiro.
b) Acumulado até janeiro/15 reajusta a partir de fevereiro, para pagamento em março.
CÂMBIO E OURO
|
I-Dólar:
|
Comercial | |
| DIA | Compra | Venda |
|
18/02
19/02 20/02 |
R$ 2,841 R$ 2,865 R$ 2,877 |
R$ 2,842 R$ 2,866 R$ 2,879 |
Fonte: UOL
|
II-Euro:
|
||
| DIA | Compra | Venda |
|
18/02
19/02 20/02 |
R$ 3,226 R$ 3,257 R$ 3,271 |
R$ 3,228 R$ 3,259 R$ 3,274 |
Fonte: UOL
|
III-Ouro:
|
|
| DIA | Compra |
|
18/02
19/02 20/02 |
R$ 109,50 R$ 111,30 R$ 112,50 |
Fonte: BOVESPA
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Indicadores
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
VOLUME GARANTE RECEITA
EXTERNA NO AGRONEGÓCIO
O aumento do volume exportado pelo agronegócio brasileiro neste mês
ainda mantém um patamar bom de receitas em relação às obtidas em igual
período do ano passado.
Dos 15 principais produtos exportados pelo setor, 10 tiveram aumento de
volume até a terceira semana deste mês, segundo dados divulgados nesta
segunda-feira (23) pela Secex (Secretaria de Comércio Exterior).
Como consequência desse aumento do volume, houve também elevação média
das receitas. A Secex se baseia nas médias diárias por dia útil para
compilar os dados.
O volume exportado é maior, mas o valor internacional das commodities
cai. Das 15 principais analisadas pela Secex, 12 tiveram redução de
preços neste mês em relação a igual período do ano anterior.
Ou seja, a balança comercial do agronegócio continua sendo sustentada
mais pelo volume do que pelos bons preços dos últimos anos.
Um dos destaques são as exportações de frango. As indústrias brasileiras
estão colocando 15 mil toneladas de carne de frango "in natura" no
mercado externo a cada dia útil de fevereiro. É o maior volume desde
2005, conforme informações disponíveis da Secex e do Ministério do
Desenvolvimento.
O setor está exportando 15% mais do que em igual período do ano
anterior. Apesar da queda de 8% nos preços médios no mercado
internacional, o país conseguiu uma evolução de 6% nas receitas deste
mês nesse segmento na comparação com o registrado em igual período do
ano passado.
O volume mensal, mesmo com os feriados de Carnaval, deverá superar o de janeiro.
Isso não ocorre com as demais carnes. Tanto a suína como a bovina
tiveram recuo nos preços internacionais, no volume vendido e nas
receitas obtidas.
No caso da carne suína, o volume diário embarcado neste mês é o menor para esse período desde 2005.
As exportações do agronegócio ganham força a partir do próximo mês, quando o volume das vendas externas de soja aumenta.
Principal item de exportação na balança em 2014, a soja deverá ter, no
entanto, preços menores neste ano. Os deste mês são 18% inferiores aos
de fevereiro de 2014.
Mais renda O cooperativismo foi a melhor solução encontrada por
36 produtores de batata-doce de Braúna (SP) para eliminar o
atravessador. O resultado será um ganho de renda.
Estrutura Em uma ação conjunta com o Sescoop/SP (Serviço Nacional
de Aprendizagem do Cooperativismo), os produtores vão investir R$ 400
mil para a construção de um galpão de 500 m? e um lavador de batatas.
Direto para o varejo Toda a produção, próximo de 2.500 toneladas
por ano, será comercializada com as redes de varejo e indústrias,
elevando em 50% o faturamento, segundo produtores.
Redução de custos Para Edivaldo Del Grande, do Sescoop/SP, a
formação de uma cooperativa permite ganho de escala e redução de custos
para esses produtores.
Alumínio As importações do setor deverão atingir US$ 146 milhões
neste mês, 29% mais do que em igual período do ano passado, segundo a
Secex.
Fertilizantes O ritmo de importações está mais dinâmico neste mês
ante igual período de 2014. As indústrias do setor deverão gastar US$
439 milhões em fevereiro, 63% mais do que em igual mês do ano passado,
apontam dados da Secex.
Efeito clima Previsões de chuva nas regiões brasileiras de café
provocaram recuo de 3,8% nos preços do primeiro contrato de Nova York,
para US$ 1,44 por libra-peso.
Fonte: Folha de São Paulo
Por Mauro Zafalon
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Economia
DE VOLTA AO RURAL
O comodismo dos analistas em folhas e telas
cotidianas e aquelas cinco linhas no Facebook que esclarecem questões há
séculos pendentes no planeta, Brasil em particular, fazem o agronegócio
ser visto do alto, assim como Paulinho da Viola viu a Mangueira parecer
um céu no chão.
Nas últimas cinco décadas, houve brutal
despovoamento no campo, com aumento da concentração de pobreza em áreas
urbanas. Um processo inerente à sucessão de ciclos do capitalismo,
sobretudo em países pobres e emergentes.
Parte da solução deve vir de ações do
Estado, parte já ocorre em formas autônomas e descentralizadas de
desenvolvimento. Daí a necessidade de entender as mudanças no setor
agropecuário com lupa.
É possível notar movimentos reversos de
fragmentos ricos e pobres da sociedade rumo ao mundo rural. O fato não
se restringe ao Brasil, mas também a outros gigantes agrícolas. Nos
Estados Unidos pós-perrengue do fim da década passada, o campo foi o
primeiro a reagir de forma positiva, o que fez muitos jovens voltarem à
agricultura.
Na China, o papo é diferente, mas dá no
mesmo. Zonas urbanas, cada vez mais inchadas e sem aparelhagem social
para atender 54% do 1,35 bilhão de pessoas que lá trabalham, pretendem
devolver para “estágio” no campo 270 milhões de seres em terras que o
governo antes lhes cedia, porém sem autorização de venda.
No Brasil, os principais motores da
reversão são a modernização tecnológica em busca de produtividade e
lucro e as mudanças importantes no perfil das famílias.
Nas duas últimas décadas, vários fatores
fizeram o agro defrontar-se com problemas de mão de obra similares aos
dos demais setores da economia. Escassez pelo aumento da oferta de
empregos com carteira assinada nas zonas urbanas, maiores custos com os
requisitos da legislação trabalhista, idealização do conforto urbano
informado pela tevê, redução no tamanho médio das famílias colonas,
envelhecimento dos outrora ocupados com lavouras são alguns deles.
Ao mesmo tempo,
a intensificação tecnológica condicionou os produtores à
especialização. Escolher entre variedades de sementes, certificar-se dos
benefícios da transgenia, analisar mapas e planilhas da agricultura de
precisão, usar produtos específicos em cada fase do crescimento vegetal,
operar máquinas e implementos de altos valor e potência, combinar ou
não os usos de agrotóxicos e controles biológicos, decidir entre
precocidade e retardamento da comercialização.
Com a vida nas grandes metrópoles se
deteriorando ao ponto do insuportável e novos polos urbanos, menores e
regionais, formando-se em torno de regiões agrícolas, cada vez mais bem
aparelhados social, educacional e culturalmente, criou-se um movimento
reverso de profissionais capacitados e herdeiros familiares, inclusive
mulheres, em direção ao campo.
Depois de um período nas metrópoles,
esses migrantes passaram a questionar a valia de emprego com patrão,
ameaças de desemprego, o estresse e o custo urbano, comparando-os à
maior autonomia, vida perto da natureza e o sentimento atávico de
pertencimento, perdidos na migração.
Acrescente-se que voltar ao trabalho
rural qualificado não exclui acesso às redes digitais, contato com o
entretenimento ou morar em cidades próximas. Estatísticas mostram que
perto de 50% dos que trabalham em lavouras habitam zonas urbanas,
considerados o maior acesso à mobilidade, pela ampla malha de estradas
vicinais, e o crescimento na aquisição de veículos motorizados. Essa
tendência não aparece apenas em estatísticas e estudos acadêmicos. Quem
mora nessas regiões sabe que assim é. Eu, em Andanças Capitais, também.
Sobrevive, hoje em dia, um olhar
deformado sobre a agropecuária e seus sucedâneos no agronegócio.
Precisamos de um olhar heterogêneo. Perceber as assimetrias profundas
que coexistem no mundo rural, todas passíveis de rearranjos pelos
principais atores sociais na direção de um capitalismo equilibrado e
menos selvagem.
Que não se pense em estudos acadêmicos
muito complexos ou profundos. Estes servem a construir currículos e não à
prática. Como no antigo curso primário, usem as Cartilhas 1 e 2. Na
primeira, os capítulos referem-se às regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste
do País. Professora, a dona Iniciativa Privada. A segunda é dedicada ao
Norte e Nordeste. Leciona o professor-doutor Estado.
Na formatura, talvez após uma década,
vocês encontrarão a maior potência agropecuária do planeta e felizes
cidadãos pescando à beira de riachos límpidos. Licença, pois. Vou andar por aí, perguntar por aí, pra ver se eu encontro a paz que perdi (Newton Chaves, 1964).
Fonte: CartaCapital
Por Rui Daher
Por Rui Daher
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