quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
CONFIRA OS CONCURSOS MAIS
ESPERADOS PARA 2016
COM VAGAS NO RN
Atenção concurseiros de plantão! 2016 pode ser o ano para conquistar
aquela tão sonhada vaga na carreira pública. Isso porque somente nos
primeiros três meses do ano, a expectativa é de que sejam confirmados
pelo menos oito concursos, nas diferentes esferas.
Os mais esperados pelos candidatos são os certames para o INSS, IBGE,
Ministério Público, Prefeitura de Natal e para e a Prefeitura de
Macaíba, que já contam com editais lançados ou previstos para serem
lançados ainda este mês.
Somados, estes principais processos seletivos devem movimentar um
total de 2.443 vagas, somente no início do ano, além dos demais que tem
editais previstos para os próximos meses.
De acordo com Aldo Rocha, diretor de um cursinho preparatório para
concursos, diferentemente do que se pensa a tão falada crise não tem
diminuído muito a demanda pelos cursinhos.
“Justamente porque as pessoas enxergam no concurso público a chance
de conquistar estabilidade profissional e fugir da crise e da ameaça do
desemprego”, diz o diretor da unidade de estudos.
No entanto, Aldo revela que o cenário para o segundo semestre do ano
não é tão promissor assim. Ele diz que em função de algumas medidas e
cortes feitos pelo governo federal no intuito de combater a crise
financeira, as oportunidades deverão diminuir na segunda parte do ano.
“O primeiro semestre de 2016 é mesmo o período das grandes
oportunidades. Quem quiser conquistar seu espaço vai ter que aproveitar
agora. Deixar para depois pode ser arriscado”, alerta ele.
Rotina de concurseiro
A jovem Wlliana dos Santos, de 26 anos é uma dessas pessoas que não
querem deixar as oportunidades passarem. Graduada em Pedagogia e
pós-graduada em Linguística, a jovem diz que já vem há quatro anos
enfrentando todos os percalços da vida de concurseira.
Ela revela ainda não ter um foco definido, mas que seu interesse é na
área da educação, por ser parte de sua formação acadêmica, além da
carreira jurídica. “Hoje em dia temos que abraçar as oportunidades e é
isso que venho tentando fazer”, disse ela.
Como todo concurseiro que se preze, Wlliana diz que sua rotina gira
em torno dos estudos e que de fato teve que abdicar de muitas coisas em
função de seu objetivo.
“Não é nada fácil. Sou bem festeira, mas tive que deixar isso um pouco
de lado, pelo menos por um tempo. O foco agora mesmo está nos estudos e
na minha aprovação. Depois posso aproveitar o que eu quiser”, almeja ela
cheia de expectativas.
Lista de concursos para o primeiro semestre de 2016
INSS – Edital publicado
Ministério Público – Lançamento de edital previsto para fevereiro
Prefeitura de Natal – Lançamento de edital previsto para a próxima semana
Prefeitura de Macaíba – Minuta de edital publicada
Polícia Militar – Lançamento de edital até o final do primeiro semestre
Polícia Civil – Lançamento de edital até o final do primeiro semestre
IBGE – Edital Publicado
UFRN – Edital Publicado
Atualizado em 5 de janeiro às 18:20
Fonte: Portal no Ar
Por Saulo de Castro
Por Saulo de Castro
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Economia
POUPANÇA FRACA, DÓLAR ALTO,
JURO SUBINDO: CENÁRIO RUIM
PARA O BOLSO EM 2016
A vida vai continuar difícil para os brasileiros em 2016. Essa é a conclusão de 19 especialistas consultados pelo UOL.
A previsão é que o país continue em recessão e com indicadores negativos:
- queda no PIB
- juros altos
- inflação um pouco mais baixa, mas acima da meta
- dólar em alta
Veja previsões para emprego, poupança, viagens, prestações, conta de luz e imóveis:
DESEMPREGO
Clemens Nunes,
professor da Escola de Economia de São Paulo da FGV: Deve aumentar e
chegar a 11,5%. As empresas procuram retardar o processo de demissão
porque é custoso e significa abrir mão de um funcionário e qualificado.
Mas com recessão as empresas devem cortar ainda mais.
Eduardo Terra, presidente da SBVC (Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo): Deve aumentar e chegar a 11% em março. Se a economia se estabilizar, há possibilidade de as demissões pararem. Caso contrário, o índice pode aumentar ainda mais.
Pedro Paulo Silveira, economista da TOV Corretora: Deve aumentar nos dois primeiros trimestres. Situação só começa a melhorar no segundo semestre. Previsão de 11%.
POUPANÇA
Alexandre Cabral,
economista da NeoValue Investimentos: Deve render um pouco melhor do
que a inflação (8,5% da poupança x 7% da inflação no ano). Continua a
não ser um bom destino para o dinheiro.
Alberto Felix de Oliveira Neto,
responsável pela Tesouraria do Banco Máxima: A poupança deve render 8%,
enquanto a inflação fica em 7,2%. Outros investimentos em renda fixa
continuarão a superar em muito a poupança.
Pedro Paulo Silveira: Investimento
deve ser evitado, pois vai continuar rendendo bem abaixo das outras
modalidades de renda fixa. Rendimento da poupança deve ficar entre 8% e
9%, ante juros médios de 13,5% e inflação de 6,5%.
VIAGENS
Edmar Bull,
vice-presidente administrativo da Associação Brasileira das Agências de
Viagem (Abav) e presidente da Abracorp (Associação Brasileira de
Agências de Viagens Corporativas): O brasileiro vai trocar as viagens ao
exterior por férias no país. O setor corporativo deve ter um pequeno
crescimento, pois alguns que perdem o emprego se tornam empresários e
viajam para divulgar o negócio. Previsão de crescimento de 5% no
faturamento.
Eduardo Sanovicz, presidente da
Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas): A crise pressiona
pelo encolhimento do mercado de aviação, com redução de oferta de voos,
corte de frequência e de destinos. Não vê perspectiva de melhora para os
próximos dois anos.
Magda Nassar, presidente
da Braztoa (Associação Brasileira das Operadoras de Turismo): Espera
reação no mercado, pois vê melhora na cotação do dólar. 2016 vai ser
melhor que 2015, principalmente com trunfos como as Olimpíadas. Não
estimou percentual de crescimento.
PRESTAÇÕES
Flávio Calife,
economista da Boa Vista SCPC: Prevê aumento dos juros, desemprego e
inflação alta. Deve haver mais calotes nas dívidas já existentes, mas o
consumidor deve evitar novos débitos. Estima queda de 2% no comércio e
atraso de 6,5% nas dívidas dos consumidores.
Luiz Rabi,
economista da Serasa Experian: Crédito estagnado ou reduzido. Quem
precisar de dinheiro emprestado vai pagar taxas altas. O atraso de
díviddas deve continuar subindo, porque o desemprego, pode bater até 11%
em 2016. Financiamentos de bens duráveis e veículos devem cair. O único
que pode subir é o de imóveis, graças a subsídios.
Nicola Tingas, economista-chefe da Acrefi (Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento): O aperto no bolso deve dura até o primeiro trimestre, no mínimo, com mais desemprego, inflação alta, menos renda e capacidade de consumo. Dívidas em atraso devem crescer, e o movimento de crédito será fraco, pois os consumidores não estarão dispostos a fazer mais dívidas.
Nicola Tingas, economista-chefe da Acrefi (Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento): O aperto no bolso deve dura até o primeiro trimestre, no mínimo, com mais desemprego, inflação alta, menos renda e capacidade de consumo. Dívidas em atraso devem crescer, e o movimento de crédito será fraco, pois os consumidores não estarão dispostos a fazer mais dívidas.
CONTA DE LUZ
Alexei Vivan,
diretor-presidente da ABCE (Associação Brasileira de Companhias de
Energia Elétrica): Se chover mais, o custo da conta pode cair até 8%. As
empresas podem reajustar as tarifas um pouco abaixo da inflação.
Carlos Faria,
presidente da Anace (Associação Nacional dos Consumidores de Energia): A
conta de luz em 2015 chegou a subir 58%. Para 2016, a expectativa é que
a conta tenha uma alta entre 15% e 20%, por causa do aumento dos custos
de geração de energia e alta do dólar.
Reginaldo Medeiros,
presidente da Abraceel (Associação Brasileira dos Comercializadores de
Energia): Prevê aumento médio de 10% na conta de luz para os
consumidores cativos, aqueles que não podem escolher de onde comprar a
energia elétrica. Dólar alto e empréstimos às distribuidoras são fatores
negativos. As termelétricas devem permanecer ligadas até a recomposição
dos níveis mínimos dos reservatórios, e isso encarece.
IMÓVEIS
Claudio Bernardes,
presidente do Secovi-SP (Sindicato da Habitação): O mercado imobiliário
teve uma queda de 20% nos lançamentos e de cerca de 35% nas vendas em
2015. Isso fez com que o estoque de produtos ficasse alto, o que força
os preços para baixo. Para 2016, o cenário deve continuar ruim, com
desestruturação do sistema de produção.
Luiz Fernando Moura,
diretor da Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras
Imobiliárias): Se a economia continuar como em 2015, a perspectiva é de
manutenção de um cenário difícil até o final de 2016, com menor nível de
lançamentos e de vendas.
José Romeu Ferraz Neto,
presidente do Sinduscon/SP (Sindicato da Construção Civil): O sindicato
estima uma queda de 5% do PIB da construção em 2016. Os motivos são
alta do desemprego e retração de investimento público e privado e atraso
nos pagamentos do Minha Casa, Minha Vida e PAC (Programa de Aceleração
do Crescimento).
COMIDA FORA DE CASA
Eduardo Terra:
Com inflação alta e aumento do desemprego, a previsão é de corte de
gastos supérfluos, como restaurantes. Em vez de sair para gastar, o
consumidor vai fazer tudo em casa.
Eugenio Foganholo, diretor da Mixxer, consultoria especializada em varejo e bens de consumo:
O aumento no desemprego e a redução na renda fazem com que a tendência
de redução de consumo fora do lar seja enorme. As pessoas vão procurar
ofertas e novidades para poder comer fora, como um prato mais barato ou
uma promoção diferente.
Olegário Araújo, diretor da Inteligência de Varejo:
Quem estava indo ao restaurante sofisticado passará a ir ao mais
simples, e quem estava no simples vai tentar manter algumas saídas, mas
aos poucos vai perceber que nem isso é possível e vai preparar tudo em
casa.
SUPERMERCADOS
Eduardo Terra: Com menos dinheiro, o consumidor vai reduzir a lista de compras em 2016, deixando supérfluos nas prateleiras.
Eugenio Foganholo:
Em 2016, os consumidores terão de abrir mão de categorias de produtos,
como iogurtes e cereais matinais, e substituir marcas premium por
versões mais econômicas. O preço da cesta básica deve ficar estável em
relação à inflação. Outros, como a carne, tendem a subir menos, por
falta de demanda.
Olegário Araújo: 2016 deve
ser o ano da pechincha, em que as famílias vão buscar alternativas para
fugir da inflação: compras em grande quantidade, troca de marcas,
procura por embalagens maiores e diminuição das compras por impulso.
Fonte: UOL Economia
Por Sophia Camargo
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Economia
POUPANÇA/DIA – DEZEMBRO
| Período |
Poupança (1)
|
Poupança (2)
|
| 05/12 a 05/01 06/12 a 06/01 07/12 a 07/01 08/12 a 08/01 09/12 a 09/01 10/12 a 10/01 11/12 a 11/01 12/12 a 12/01 13/12 a 13/01 14/12 a 14/01 15/12 a 15/01 16/12 a 16/01 17/12 a 17/01 18/12 a 18/01 19/12 a 19/01 20/12 a 20/01 21/12 a 21/01 |
0,6235%
0,6518% 0,6930% 0,6605% 0,6679% 0,6588% 0,6114% 0,6137% 0,6439% 0,6768% 0,6567% 0,6726% 0,6480% 0,5960% 0,6115% 0,6416% 0,6789% |
0,6518% 0,6930% 0,6605% 0,6679% 0,6588% 0,6114% 0,6137% 0,6439% 0,6768% 0,6567% 0,6726% 0,6480% 0,5960% 0,6115% 0,6416% 0,6789% |
(1) Depósitos até 03/05/12
(2) Depósitos a partir de 04/05/12 - MP nº 567, de 03/05/12
Rendimento da Caderneta de Poupança no último dia do período.
Fonte: Valor Econômico
(2) Depósitos a partir de 04/05/12 - MP nº 567, de 03/05/12
Rendimento da Caderneta de Poupança no último dia do período.
Fonte: Valor Econômico
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terça-feira, 5 de janeiro de 2016
segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
FELIZ ANO VELHO? O QUE ESPERAR
DA ECONOMIA EM 2016
No que diz respeito a economia, o Brasil deve começar o Ano-Novo com problemas velhos.
Consultorias econômicas preveem que 2015 deve registrar uma queda do PIB de algo em torno de 3,5%. A inflação deve ficar na casa dos 10%, e o desemprego continuará sua trajetória de alta, apesar da trégua que costuma dar no fim de ano.
O pior, porém, é que parece haver certo consenso entre economistas de que ainda não atingimos o fundo do poço.
Até o governo admite que a atividade econômica continuará a se contrair em 2016, o que resultaria em dois anos seguidos de recessão - algo que não ocorria no Brasil desde 1930.
"Em termos de crescimento econômico o que temos é uma tragédia. Nessa toada, o segundo mandato de Dilma Rousseff pode terminar até com uma média de crescimento do PIB negativa", disse a BBC Brasil André Biancarelli, economista da Unicamp.
Ele faz a ressalva, porém, que isso não quer dizer que haverá retrocessos significativos nas conquistas dos últimos anos.
"Já estivemos muito pior - e conseguimos avançar. Nos anos 1980, por exemplo, havia hiperinflação, a desorganização das contas públicas era maior e havia uma grande restrição de crédito ao país - sem falar na questão social. Nos resta esperar que a saída dessa crise seja menos complicada, embora a essa altura esteja muito difícil ver um horizonte de melhora."
Mas, afinal, o que isso deve significar para a vida dos brasileiros no ano que vem? E quando e como a crise pode dar sinais de arrefecimento?
A BBC Brasil conversou com economistas para entender o que se pode esperar da economia em 2016. Confira:
Consultorias econômicas preveem que 2015 deve registrar uma queda do PIB de algo em torno de 3,5%. A inflação deve ficar na casa dos 10%, e o desemprego continuará sua trajetória de alta, apesar da trégua que costuma dar no fim de ano.
O pior, porém, é que parece haver certo consenso entre economistas de que ainda não atingimos o fundo do poço.
Até o governo admite que a atividade econômica continuará a se contrair em 2016, o que resultaria em dois anos seguidos de recessão - algo que não ocorria no Brasil desde 1930.
"Em termos de crescimento econômico o que temos é uma tragédia. Nessa toada, o segundo mandato de Dilma Rousseff pode terminar até com uma média de crescimento do PIB negativa", disse a BBC Brasil André Biancarelli, economista da Unicamp.
Ele faz a ressalva, porém, que isso não quer dizer que haverá retrocessos significativos nas conquistas dos últimos anos.
"Já estivemos muito pior - e conseguimos avançar. Nos anos 1980, por exemplo, havia hiperinflação, a desorganização das contas públicas era maior e havia uma grande restrição de crédito ao país - sem falar na questão social. Nos resta esperar que a saída dessa crise seja menos complicada, embora a essa altura esteja muito difícil ver um horizonte de melhora."
Mas, afinal, o que isso deve significar para a vida dos brasileiros no ano que vem? E quando e como a crise pode dar sinais de arrefecimento?
A BBC Brasil conversou com economistas para entender o que se pode esperar da economia em 2016. Confira:
Crescimento econômico:
O governo já fez vários anúncios sobre como espera cortar gastos para
avançar no ajuste fiscal. Mas pouco foi dito até agora sobre como se
pretende retomar o crescimento.
Segundo analistas, o desafio em 2016 é, portanto, apresentar um projeto nesse sentido que recupere rapidamente a confiança dos empresários e consumidores.
"Em um cenário ideal, o governo poderia avançar na agenda de reformas estruturais, como a tributária e a da Previdência, e em outras mudanças que ampliam a competitividade das empresas brasileiras, mas sabemos que isso depende do Congresso", diz Alessandra Ribeiro, da Consultoria Tendências.
"Também seria interessante se conseguisse avançar na busca de parcerias comerciais com outros países e blocos de modo a ampliar as vendas externas e dar mais dinamismo à economia do país", opina.
Já para Biancarelli, da Unicamp, a saída passa "por esforços para se recuperar um pouco o espaço do investimento público". "O ajuste fiscal acabou cortando principalmente os investimentos, o que foi um erro", diz.
É claro que, ainda que se consiga alguma fonte de crescimento, os resultados não devem aparecer no curto prazo. Mesmo as previsões mais otimistas só esperam uma retomada do crescimento no segundo semestre de 2016, com uma retração do PIB de 2% a 3% no consolidado do ano.
Para Marcos Mollica sócio-responsável pela gestão de recursos da Rosenberg Partners, tudo indica que em 2016 chegaremos ao "fundo do poço" e a economia poderá voltar a se recuperar em 2017, "ainda que lentamente".
No entanto, na sua avaliação, haveria riscos no cenário externo relacionados à recuperação chinesa e à política monetária americana. E no cenário interno os riscos estariam ligados a crise política e às dificuldades do governo para promover o ajuste.
Segundo analistas, o desafio em 2016 é, portanto, apresentar um projeto nesse sentido que recupere rapidamente a confiança dos empresários e consumidores.
"Em um cenário ideal, o governo poderia avançar na agenda de reformas estruturais, como a tributária e a da Previdência, e em outras mudanças que ampliam a competitividade das empresas brasileiras, mas sabemos que isso depende do Congresso", diz Alessandra Ribeiro, da Consultoria Tendências.
"Também seria interessante se conseguisse avançar na busca de parcerias comerciais com outros países e blocos de modo a ampliar as vendas externas e dar mais dinamismo à economia do país", opina.
Já para Biancarelli, da Unicamp, a saída passa "por esforços para se recuperar um pouco o espaço do investimento público". "O ajuste fiscal acabou cortando principalmente os investimentos, o que foi um erro", diz.
É claro que, ainda que se consiga alguma fonte de crescimento, os resultados não devem aparecer no curto prazo. Mesmo as previsões mais otimistas só esperam uma retomada do crescimento no segundo semestre de 2016, com uma retração do PIB de 2% a 3% no consolidado do ano.
Para Marcos Mollica sócio-responsável pela gestão de recursos da Rosenberg Partners, tudo indica que em 2016 chegaremos ao "fundo do poço" e a economia poderá voltar a se recuperar em 2017, "ainda que lentamente".
No entanto, na sua avaliação, haveria riscos no cenário externo relacionados à recuperação chinesa e à política monetária americana. E no cenário interno os riscos estariam ligados a crise política e às dificuldades do governo para promover o ajuste.
Emprego
Desde o início de 2015, mais de 800
mil pessoas perderam seus postos de trabalho no Brasil. A taxa de
desemprego, que em dezembro de 2014 chegou a 4,3%, já beira os 8% e
muitos economistas não descartam um índice de dois dígitos em 2016.
"Acho que vai piorar antes de melhorar e é bem provável que passe de 10%", diz Otto Nogami, professor do Insper.
Segundo especialistas, os índices de desemprego são impulsionados por duas dinâmicas que continuarão expressivas em 2016.
De um lado, a queda na atividade de setores como construção civil, serviços, indústria de transformação e produção de óleo e gás estaria fechando postos de trabalho.
Do outro, a redução da renda real das famílias estaria obrigando algumas pessoas que tinham optado por não trabalhar, como jovens estudantes e aposentados, a procurar emprego. "Estimamos uma queda da renda (real dos trabalhadores) de 2% em 2016", diz Alessandra Ribeiro.
A economista da Tendências afirma que isso ocorre porque, além de a inflação alta acabar reduzindo o poder de compra da população, a crise no mercado de trabalho dificulta as negociações salariais.
E o problema é que um mercado de trabalho deteriorado também comprime ainda mais a demanda por produtos e serviços. "As empresas não investem se não acharem que haverá consumidores", diz André Perfeito, economista chefe da Gradual Investimentos. "O desafio é quebrar este ciclo."
"Acho que vai piorar antes de melhorar e é bem provável que passe de 10%", diz Otto Nogami, professor do Insper.
Segundo especialistas, os índices de desemprego são impulsionados por duas dinâmicas que continuarão expressivas em 2016.
De um lado, a queda na atividade de setores como construção civil, serviços, indústria de transformação e produção de óleo e gás estaria fechando postos de trabalho.
Do outro, a redução da renda real das famílias estaria obrigando algumas pessoas que tinham optado por não trabalhar, como jovens estudantes e aposentados, a procurar emprego. "Estimamos uma queda da renda (real dos trabalhadores) de 2% em 2016", diz Alessandra Ribeiro.
A economista da Tendências afirma que isso ocorre porque, além de a inflação alta acabar reduzindo o poder de compra da população, a crise no mercado de trabalho dificulta as negociações salariais.
E o problema é que um mercado de trabalho deteriorado também comprime ainda mais a demanda por produtos e serviços. "As empresas não investem se não acharem que haverá consumidores", diz André Perfeito, economista chefe da Gradual Investimentos. "O desafio é quebrar este ciclo."
Inflação
Em 2015, a inflação foi impulsionada por uma alta dos preços
administrados, como telefonia, água, energia, combustíveis e transporte
público, que, segundo alguns economistas, haviam sido "represados" em
2014, ano eleitoral.
A desvalorização do real também teve um impacto sobre os produtos importados, e os "exportáveis", como os produtos agrícolas. Isso porque, como os exportadores ganham mais vendendo para compradores estrangeiros, acabam cobrando um preço mais alto para manter seus produtos no mercado interno.
A boa notícia é que em 2016 os preços administrados não devem subir tanto, o que reduzirá a pressão pela inflação, embora o índice ainda deva ficar longe do centro da meta estipulada pelo Banco Central, de 4,5%.
No geral, as consultorias econômicas estimam uma alta de preços entre 6,5% e 7,5% em 2016.
"Por um lado, podemos ter um alívio nos preços administrados, mas acho que o dólar no patamar elevado vai continuar pressionando os custos das empresas que dependem de máquinas e insumos importados", diz Nogami, do Insper.
Uma das dificuldades para se conter a elevação de preços após um ano de alta é que no Brasil parte da inflação é inercial, ou seja, é alimentada pela indexação de contratos como aluguel e prestação de serviços e da prática de renegociações salariais.
Câmbio
Viagens ao exterior continuarão a pesar mais no bolso. Para o câmbio,
as apostas parecem ser uma estabilização do dólar na casa dos R$ 4, ou
um pouco abaixo.
"O mais provável é um dólar por volta de R$ 4,2 no final do ano que vem", diz Alessandra Ribeiro.
"Muito mais que isso, com uma taxa próxima dos R$ 5 por dólar, por exemplo, acho muito difícil. Isso só aconteceria em um cenário extremo que combinasse uma situação externa muito ruim com uma guinada heterodoxa na política econômica que aumentasse o clima de incerteza nos mercados."
Para Nogami, se houver uma estabilização do cenário político e ligeira melhoria das expectativas dos investidores, o câmbio pode se acomodar no patamar dos R$ 3,5 ou R$ 3,6.
"Mas também pode passar dos R$ 4 se a crise política se agravar e houver um ambiente de maior incerteza", diz o economista do Insper.
"A questão é que para a economia, um dólar mais alto é uma boa notícia", opina André Perfeito, economista-chefe da Gradual Investimentos.
"Até o ano passado a classe média brasileira estava indo para Miami para comprar de lençol egípcio a pasta de dente. Agora, não só os importados vão ficar mais caros, como as exportações brasileiras também vão ter mais chances de competir lá fora."
André Biancarelli, da Unicamp concorda, mas diz que as exportações não serão suficientes para "puxar a economia" como em 2004. "O cenário externo é outro, e o preço das commodities não está em alta", diz.
"O mais provável é um dólar por volta de R$ 4,2 no final do ano que vem", diz Alessandra Ribeiro.
"Muito mais que isso, com uma taxa próxima dos R$ 5 por dólar, por exemplo, acho muito difícil. Isso só aconteceria em um cenário extremo que combinasse uma situação externa muito ruim com uma guinada heterodoxa na política econômica que aumentasse o clima de incerteza nos mercados."
Para Nogami, se houver uma estabilização do cenário político e ligeira melhoria das expectativas dos investidores, o câmbio pode se acomodar no patamar dos R$ 3,5 ou R$ 3,6.
"Mas também pode passar dos R$ 4 se a crise política se agravar e houver um ambiente de maior incerteza", diz o economista do Insper.
"A questão é que para a economia, um dólar mais alto é uma boa notícia", opina André Perfeito, economista-chefe da Gradual Investimentos.
"Até o ano passado a classe média brasileira estava indo para Miami para comprar de lençol egípcio a pasta de dente. Agora, não só os importados vão ficar mais caros, como as exportações brasileiras também vão ter mais chances de competir lá fora."
André Biancarelli, da Unicamp concorda, mas diz que as exportações não serão suficientes para "puxar a economia" como em 2004. "O cenário externo é outro, e o preço das commodities não está em alta", diz.
Fonte: UOL Economia
BBCBrasil
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Economia
sábado, 2 de janeiro de 2016
VOLTANDO NO TEMPO: CARTA
A MINHA FILHA CARLA
Hoje é um dia especial para mim, dia do aniversário da minha primeira filha, não podendo compartilhar com ela esse belo momento in loco, resolvi publicar uma carta que fiz para ela no dia 02 de janeiro de 1994, dia que completou 15 anos.
Para socializar e dividir minha emoção, estou publicando na íntegra a carta.
Carlinha,
Há 15 anos atrás, você nascia para trazer alegria e esperança ao meu viver. Com você, nasceram em mim a responsabilidade e orgulho de ser pai. E como é inesquecível a sensação de lhe ter em meus braços, tão pequenina e indefesa, a me fazer acreditar que somente eu poderia lhe proteger dos perigos dessa vida. Ainda penso assim e às vezes custo admitir que você cresceu e hoje, ao invés de minha menina, é a mais bela mocinha que meus olhos já vislumbraram.
É difícil expressar o amor que sinto neste papel. Como aqui descrever a alegria de ouvir sua voz a qualquer instante ou vela perto de mim? E como expressar a mágoa que sinto quando descubro tristeza em seu olhar e tenho ímpetos de acalentá-la em meu peito, para devolver-lhe o sorriso no rosto? Não, com certeza não é possível escrever todo o sentimento que tenho por você. Eu a amo muito e você não sai do meu pensamento e do meu coração.
Hoje, eu gostaria de sentá-la em meu colo, acariciar-lhe a cabeça e falar do mundo que está a sua frente e onde você vai desfrutar do esplendor de sua juventude. Que a vida possa lhe recompensar pelo que eu não pude fazer e que você saiba me perdoar pelas vezes que eu calei, falei o que você não queria ouvir ou estive ausente em momentos que você me queria perto.
Obrigado pela filha maravilhosa que você sempre foi. Obrigado a você, que é como um arco-íris em minha vida, a iluminar-me o futuro quando tudo parece escurecer, quando me sinto órfão de ideal, viúvo de utopia e vazio de esperança. Você, que é a aurora dos meus dias, fazendo despertar meus sonhos e conferindo-me ânimo para enfrentar o amanhã. Você que é o luar das minhas noites sem estrelas, povoando meu céu de esperança. Você que é a filha que se faz amiga, que me escuta, me aconselha, enxuga minhas lágrimas, dança e canta comigo, dá gargalhadas, viaja, dorme, acorda..., você, que é mais, muito mais do que eu consiga escrever, é razão de minha existência, causa de minha alegria, alicerce dos meus planos.
Queria poder lhe ofertar, hoje, tudo que você deseja, mas tenho somente amor para lhe entregar. Um amor terno e eterno, as vezes tolo, exigente, mas sempre sincero. Um amor que lembra dos seus primeiros passos, das brincadeiras, da primeira queda, da escola, das festinhas, do primeiro namoro. Um amor que hoje lhe admira, embevecido, incrédulo diante da sua beleza, sua meiguice, sua compreensão, seu caráter. Um amor que lhe idealiza no futuro, mais e melhor do que hoje (se isso for possível) e se encanta quando pensa em toda felicidade que você irá me proporcionar.
Quisera de maneira egoísta, pedir a Deus que congele-a no tempo para mim, para que seja sempre minha, Carlinha, filha que eu tanto amo. E é em nome desse amor que eu renuncio ao meu egoísmo e peço, com humildade, que ele lhe proteja e acompanhe os seus passos na maturidade que se aproxima a passos largos ao seu encontro. Que seja uma mulher bonita, honesta, sensível e inteligente. Mas...sabe, filha, se mesmo adulta um dia a vida lhe maltratar, seu pai estar sempre perto de você e quando o peito se apertar, com o choro preso na garganta, venha correndo sentar em meu colo e chorar baixinho porque o amor que hoje nos une em seus 15 anos, não diminuirá jamais.
Seja feliz hoje e sempre, é o que mais desejo...
Carlos Escóssia
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Diversas
ONDE INVESTIR EM 2016
O ano de 2016 não será para investidores fracos. Mas com esse especial, você tem a oportunidade de se informar para tomar as decisões que melhor se adequam ao seu perfil.
Confira as principais reportagens:
Cenário econômico
- Em ano de jogos olímpicos, Conheça as recomendações dos especialistas para garantir uma rentabilidade premiada para seus investimentos em 2016. Saiba mais
- Assim como ocorreu em 2015, a crise política pode atrapalhar a travessia econômica no ano que vem. Saiba mais
Ouro
- Retorno de investimento em ouro é o segundo maior de 2015 no País, mas nem assim é o preferido dos especialistas. Saiba mais
Ações
- Com uma série de obstáculos desconhecidos pela frente, a bolsa de valores é o mais desafiador investimento para 2016. Você está preparado para enfrentá-lo? Saiba mais
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Fonte: Isto É Dinheiro
Marcadores:
Economia
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