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segunda-feira, 29 de junho de 2015

E O FLAMENGO CONSEGUIU

PERDER PARA O VASCO


Vasco e Flamengo, ambos na zona do rebaixamento, fizeram em Cuiabá um dos piores Clássicos dos Milhões de todos os tempos, diante de  apenas 14 mil pagantes…

A Arena Pantanal não merecia um futebol tão pantanoso, apesar do gol do colombiano Riascos aproveitando um belo cruzamento de Mádson que se aproveitou de uma bela escorregada de Anderson Pico, uma das heranças de Vanderlei Luxemburgo, trocada por Alan Patrick no intervalo.

Os dois times são tão ruins que fica difícil imaginá-los na primeira divisão no ano que vem e dá até pena de Sheik e Guerrero que têm a missão de salvar o Flamengo.

Só aos 34 minutos do segundo tempo, o rubro-negro fez o goleiro vascaíno Charles trabalhar pela primeira vez.

Já o Vasco não chutou uma bola no gol do rival no segundo tempo.

O Vasco, em seu nono jogo no Brasileirão, obteve seus primeiros três pontos no campeonato.

Tem agora seis pontos, contra sete do adversário. O líder, Sport, tem 19…

E foi duro ver o jogo até o fim, porque como miséria pouca é bobagem, o assoprador de apito deu nada menos do que seis minutos de acréscimos, num exercício típico de sado-masoquismo.

Mas Eurico Miranda há de estar feliz com a nova vitória cruzmaltina sobre o rival, mais um título em 2015, apesar do penúltimo lugar na tábua de classificação.

Celso Roth é a solução!

Quem sabe se a CBF também não se convence?

Fonte: UOL Esporte
Por Juca Kfouri 

quinta-feira, 22 de setembro de 2011




ATRASADA, OBRA DO ESTÁDIO ARENA 

DAS DUNAS DÁ LUGAR A MICARETA


A Arena das Dunas, estádio que está sendo construído em Natal (RN) para receber os jogos da Copa do Mundo, foi o último a entrar em obras entre as arenas do Mundial. O início dos trabalhos se deu no dia 15 de agosto deste ano, com os serviços de terraplanagem. O estado foi o último a fechar negócio com uma construtora, a OAS, e a empreitada só atingirá o ritmo necessário após a demolição do estádio Machadão e do ginásio Machadinho, localizados exatamente onde será a nova arena.

Apesar disso, a demolição do estádio só poderá acontecer a partir da segunda semana de dezembro. É que a área escolhida para erguer o estádio para 42 mil pessoas é a mesma onde acontece o Carnatal, tradicional micareta (carnaval fora de época) do Rio Grande do Norte que é o principal evento do calendário turístico de Natal. A folia está marcada para os dias 1, 2, 3 e 4 de dezembro, datas em que a obra terá que ser paralisada. E, antes da festa, nada de demolição.

A situação é justificável. A cada edição, o Carnatal atrai 1 milhão de foliões por noite de evento, gera 10 mil empregos diretos e 30 mil indiretos, segundo o Sine-RN (Sistema Nacional de Empregos). Estrela da agenda de eventos da cidade desde 1991, a micaereta é tão importante cultural e economicamente para Natal que a Secopa-RN (Secretaria Extraordinária para Assuntos Relativos à Copa do Mundo) se coloca em posição defensiva quando o assunto é perturbar a festa.

Em junho, o secretário da Secopa, Demétrio Torres, após tentativas fracassadas junto à empresa organizadora do Carnatal para mudar o local do evento, anunciou que havia-se chegado a um entendimento. "Eles (a empresa organizadora) pediram para isolar o mínimo possível de área (em obras), o que foi atendido", contou.

A fala do secretário era quase uma justificativa para as reduções que sofrerá o evento em virtude das obras para o estádio da Copa: o tradicional "Corredor da Folia" não será montado em torno das arenas Machadão e Machadinho, e o percurso terá que ser reduzido em 800 metros, passando a ter três quilômetros de extensão.

Nada que gere perda de interesse dos foliões, que vão desembolsar, em média, R$ 500 para participar da festa, que terá Chiclete com Banana, Ivete Sangalo e Asa de Águia, entre outras estrelas do Axé da Bahia.

Projeto perde cobertura

O projeto original da Arena das Dunas, de R$ 420 milhões, previa que 100% dos 42 mil lugares (10 mil deles tornados removíveis a posteriori) estariam sob cobertura contra a chuva e o sol. O governo estadual anunciou na quarta-feira, porém, haverá 10 mil assentos sem cobertura, graças a uma alteração realizada no projeto inicial para baratea-lo em 5%. É que a primeira licitação feita pelo Estado à procura de interessados em construir a arena resultou deserta.

Foi preciso reduzir custos para que empresas como a vencedora do segundo certame (Odebrecht) se convencessem da viabilidade e potencial de retorno do negócio, em uma praça esportiva que não conta com equipes que normalmente disputam os principais campeonatos nacionais.

“Esta mudança foi feita normalmente, do primeiro para o segundo edital. A Fifa tomou conhecimento e autorizou”, explicou-se o secretário Demétrio Torres. Outras simplificações aconteceram, como a renúncia em demolir três prédios do governo potiguar vizinhos ao Machadão.

Fonte: UOL Esporte
Enviado por Togo Ferrário


sexta-feira, 18 de março de 2011

SAIU NA FOLHA ONLINE


ROMÁRIO CONVOCA TEIXEIRA SOBRE

ACUSAÇÃO DE CORRUPÇÃO NA CBF



Romário diz que denúncias são ’sérias’ e quer ouvir Teixeira


JOHANNA NUBLAT
FILIPE COUTINHO
DE BRASÍLIA


O deputado Romário (PSB-RJ) disse nesta quarta-feira que o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, deve ir à Câmara dos Deputados responder às acusações do deputado Anthony Garotinho (PR-RJ), que quer uma CPI para investigar a organização da Copa-2014.

Romário disse que vai apresentar, na próxima semana, um requerimento para convidar Teixeira a explicar as “sérias acusações” apresentadas por Garotinho. “Um esclarecimento dele na comissão seria, hoje, bem mais positivo que uma CPI.”

O comparecimento, porém, não afasta de todo a possibilidade da CPI. “Dependendo do que ele responder, a CPI pode não ter nenhum motivo [de ser instalada]. Se a resposta não for convincente, a gente terá mais que nunca a certeza da necessidade dela”, disse o ex-craque da seleção.

Em discurso na Câmara, Garotinho disse que Ricardo Teixeira é o chefe de uma “quadrilha que assalta os cofres públicos”. No requerimento para instalar a CPI, o deputado afirma que devem ser investigadas supostas “denúncias de irregularidades da composição societária do Comitê Organizador Local; no critério de divisão dos lucros da Copa e nos acordos firmados entre a CBF e as redes de tevê e patrocinadores”.
 
Enviado por Antonio Capistrano


domingo, 17 de outubro de 2010

GOL DE LETRA



 POR GUSTAVO BOLÃO
 
 UM MASSACRE CARIOCA

Na foto o goleiro carioca Pompéia defende aos pés do atacante paulista Maurinho. Zózimo e Mazzola observam o lance.

Terminado o primeiro turno da série final do Campeonato Brasileiro de Seleções de 1956, a seleção de São Paulo foi surpreendida no maracanã, perdendo inapelavelmente para o Rio de Janeiro por 4x0. Um marcador que não estava nas cogitações dos paulistas. Os bandeirantes, depois das duas primeiras vitórias e líderes do campeonato, tinham sua responsabilidade aumentada. Entretanto, os cariocas venceram, e venceram muito bem, apesar do placar parecer exagerado. O que houve foi tão somente outro capricho do futebol relacionado ao marcador, mas a vitória da seleção dirigida por Silvio Pirilo foi justíssima, porque soube explorar todas as deficiências dos paulistas.

Desde os primeiros movimentos já se notava certo descontrole entre os bandeirantes. Com o meio campo inteiramente desguarnecido, pois nem Zito nem Luizinho souberam sair do cerco dos armadores do time carioca. Benedito e Dequinha ganharam à batalha no meio campo e o próprio jogo. Índio foi a grande figura do ataque vencedor. Ele marcou três dos quatro gols dos cariocas.

Detalhes:

10 de fevereiro – Seleção Carioca 4x0 Seleção Paulista

Gols: 3 gols de Índio e 1 de Joel;

Local: Maracanã;

Juiz: Antônio Musitano;

Seleção Carioca: Pompéia, Paulinho e Edson; Benedito, Zózimo e Altair; Joel, Índio, Valdo, Dequinha e Pinga.

Seleção Paulista: Gilmar, Mauro e Olavo; Djalma Santos, Ramiro e Zito; Maurinho, Mazzola, Pagão, Luizinho e Pepe.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

FRASES DOS ÔNIBUS DAS SELEÇÕES DA COPA 2010


África do Sul: “Uma nação orgulhosamente unida sob um arco-íris”


Alemanha: “No caminho para pegar a Copa”


Argélia: “Estrela e crescente com um objetivo: vitória!”


Argentina: “Última parada: a glória”


Austrália: “Ouse sonhar, avante Austrália”


Brasil: “Lotado! O Brasil inteiro está aqui dentro!”


Camarões: “Os leões indomáveis estão de volta”


Chile: “Vermelho é o sangue do meu coração: Chile campeão”


Coreia do Norte: “1966 de novo! Vitória para a Coreia do Norte!”


Coreia do Sul: “O grito dos vermelhos: República da Coreia”


Costa do Marfim: “Elefantes, vamos lutar pela vitória!”


Dinamarca: “Tudo o que você precisa é a seleção dinamarquesa e um sonho”


Eslováquia: “Sacuda o gramado verde: vai, Eslováquia!”


Eslovênia: “Com 11 bravos corações até o fim”


Espanha: “Esperança é meu caminho. Vitória, meu destino”


Estados Unidos: “Vida, liberdade e a perseguição pela vitória!”


França: “Todos juntos pelo novo sonho em azul”


Gana: “A esperança da África”


Grécia: “A Grécia está em todo lugar!”


Holanda: “Não tema os cinco grandes, tema os 11 de laranja”


Honduras: “Um país, uma paixão e cinco estrelas no coração!”


Inglaterra: “Jogando com orgulho e glória”


Itália: “O nosso azul no céu africano”


Japão: “O espírito do samurai nunca morre! Vitória para o Japão!”


México: “É o tempo de um novo campeão!”


Nigéria: “Super Águias, supertorcida unidos estamos”


Nova Zelândia: “Chutando no estilo Kiwi”


Paraguai: “O leão guarani ruge na África do Sul”


Portugal: “Um sonho, uma ambição: Portugal campeão!”


Sérvia: “Jogue com o coração, lidere com um sorriso!”


Suíça: “Força, Suíça! Vamos, Suíça!”


Uruguai: “O sol brilha sobre nós. Vamos Uruguai!”

domingo, 16 de maio de 2010

EM MÔNACO, WEBBER ASSUMIU A LIDERANÇA DA TEMPORADA


Foto: Reuters

A equipe mais rápida deste início de temporada de Fórmula 1 fez sua segunda dobradinha na temporada e viu seus dois pilotos dividirem a liderança da classificação geral. O australiano Mark Webber venceu neste domingo o monótono Grande Prêmio de Mônaco e foi seguido pelo parceiro alemão Sebastian Vettel, enquanto o brasileiro Felipe Massa, da Ferrari terminou em quarto. O polonês Robert Kubica foi quem completou pódio no terceiro lugar.


Com a segunda vitória em 2010, Webber somou 25 pontos e chegou aos 78 na temporada, mesma quantidade de Vettel (segundo na classificação geral por ter triunfado apenas uma vez). O espanhol Fernando Alonso usou uma boa estratégia após largar dos boxes e terminou o GP de Mônaco em sétimo ao ser ultrapassado por Michael Schumacher na última volta, ficando com 73 pontos.


Já Massa aproveitou para subir na classificação. Antes sétimo colocado do Mundial de Pilotos, o brasileiro da Ferrari alcançou os 61 pontos e subiu para o quinto posto. Atrás dele, o polonês Robert Kubica e o inglês Lewis Hamilton têm 59. Os brasileiros Rubens Barrichello, Lucas di Grassi e Bruno Senna tiveram problemas e abandonaram.


A próxima parada da Fórmula 1 será dentro de duas semanas, no Grande Prêmio da Turquia. O brasileiro Felipe Massa é o maior vencedor em Istambuk Park, com três triunfos na prova disputada pela primeira vez em 2005.


A corrida


A largada reservou poucas mudanças no pelotão de frente, com Vettel assumindo a segunda posição ao ultrapassar Kubica. Massa seguiu em quarto, enquanto outro brasileiro teve desempenho melhor: Barrichello pulou do nono para o sexto lugar, ao passo que Button despencou de oitavo para o 11º posto.


Ainda na primeira volta, o alemão Nico Hulkenberg bateu com sua Williams direto no muro, forçando a entrada do safety car. Pouco depois, o motor da McLaren de Button estourou e tirou da prova o então líder da temporada.


Quem se deu bem com a entrada do carro de segurança na pista foi o espanhol Fernando Alonso, que largou dos boxes, mas se livrou de boa parte do prejuízo ao colocar pneus duros em seguida para seguir no asfalto até o final da prova. A partir da sexta volta, o bicampeão passou a ganhar posição atrás de posição - a maior dificuldade foi para superar Lucas di Grassi.


Massa foi para os boxes na 20ª volta e, com um bom trabalho da Ferrari, conseguiu se livrar temporariamente das ameaças de Hamilton. Após todas as trocas de pneus, os cinco primeiros colocados não se alteraram, mas Alonso já aparecia no sexto posto, perto de Hamilton.

Dois brasileiros deixaram o GP de Mônaco pouco depois: Di Grassi teve um problema com sua Virgin na 27ª volta, quatro antes de Barrichello bater forte, forçando a segunda entrada do safety car e a redução da vantagem do líder Webber, então 10s à frente de Vettel. O carro de segurança retornou às ruas monegascas na 43ª volta, por conta de uma boca de bueiro solta no circuito.


O último brasileiro a abandonar Monte Carlo foi Bruno Senna, da Hispania, na volta 58. Em uma corrida de poucas emoções, o final foi igualmente monótono - exceção feita à forte batida entre o indiano Karun Chandhok e o italiano Jarno Trulli logo à frente de Webber na 75ª volta. Com o safety car na pista novamente, os carros seguiram em procissão para a bandeirada final.


A única mudança foi uma inesperada ultrapassagem de Schumacher sobre Alonso nos poucos metros em que a última volta ficou sob luz verde. O heptacampeão atacou o espanhol, que espalhou e perdeu a sexta posição.

Fonte: www.esporte.terra.com.br

domingo, 28 de março de 2010

FÓRMULA 1: GRANDE PRÊMIO DA AUSTRÁLIA


ORDEM DE CHEGADA

1°. Jenson Button (ING/McLaren), 58 voltas em 1h33min36s531


2°. Robert Kubica
(POL/Renault), a 12s034

3°. Felipe Massa
(BRA/Ferrari), a 14s488

4°. Fernando Alonso
(ESP/Ferrari), a 16s304

5°. Nico Rosberg
(ALE/Mercedes), a 16s683

6°. Lewis Hamilton
(ING/McLaren), a 29s898

7°. Vitantonio Liuzzi
(ITA/Force India), a 59s847

8°. Rubens Barrichello
(BRA/Williams), a 1min00s536

9°. Mark Webber
(AUS/Red Bull), a 1min07s319

10°. Michael Schumacher
(ALE/Mercedes), a 1min09s391

11°. Jaime Alguersuari
(ESP/Toro Rosso), a 1min11s301

12°. Pedro de la Rosa
(ESP/Sauber), a 1min14s084

13°. Heikki Kovalainen
(FIN/Lotus), a 2 voltas

14°. Karun Chandhok
(ING/Hispania), a 4 voltas

Não completaram:


Timo Glock (ALE/Virgin), 41 voltas


Sebastian Vettel
(ALE/Red Bull), 26 voltas

Lucas di Grassi
(BRA/Virgin), 25 voltas

Adrian Sutil
(ALE/Force India), 12 voltas

Vitaly Petrov
(RUS/Renault), 10 voltas

Bruno Senna
(BRA/Hispania), 5 voltas

Sébastien Buemi
(SUI/Toro Rosso), 1 volta

Nico Hulkenberg
(ALE/Williams), 1 volta

Kamui Kobayashi
(JAP/Sauber), 1 volta

Jarno Trulli
(ITA/Lotus), 0 voltas

sábado, 12 de dezembro de 2009

NOVIDADE NO BLOG

Carlos Escóssia

Apart
ir de amanhã (domingo), este bolg terá mais um colaborador, trata-se do engenheiro civil Gustavo (Bolão) Azevedo.

O amigo e primo Gustavo irá assinar uma coluna todos os domingos nesse blog, falando do que ele mais gosta e conhece com profundidade e competência.

Confira amanhã, Tio Colorau, o que é conhecimento, estilo e didática esportiva.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

LIVRO TRAZ HISTÓRIAS SURPREENDESTES DE ROMÁRIO

Portal Terra

Ao ler 'Romário', livro que será lançado no Rio na próxima segunda-feira, escrito pelo jornalista Marcus Vinicius Rezende de Moraes e dedicado àquele que é considerado o melhor jogador de área da historia do futebol, o homenageado disse: 'Gostei. Mas senti falta de umas porradinhas'. E Romário, o crítico literário, tem lá suas razões. Quem ler as quase 300 páginas do livro vai passear por histórias pitorescas e nunca antes reveladas, mas não vai encontrar declarações de desafetos - o que, na verdade, acaba não comprometendo a obra, embora saibamos que a lista de desafetos não é pequena.

'Romário', ou o craque analisado, descrito e revelado por parentes, amigos e colegas de trabalho, não é, tecnicamente falando, uma biografia, mas nos aproxima do homem, de suas fraquezas, esquisitices e genialidade como nenhuma entrevista conseguiu fazer até hoje. Repleto de cenas cotidianas, o livro traz à tona alguns bastidores curiosos. Como, por exemplo, saber que a primeira proposta que ele recebeu para deixar o Brasil foi para jogar na segunda divisão na Itália. Quando tomou conhecimento da proposta, Romário foi falar com Eurico Miranda, então presidente do Vasco, e dizer que gostaria muito de ir. Eurico explicou que Romário não era jogador para segunda divisão e que, quando saísse, seria para um clube maior. E Romário pensou: 'esse cara tá querendo me prejudicar'. Logo depois veio a proposta do PSV e Eurico cumpriu a palavra.

Sobre o pai, seu Edevair, o craque diz. 'Ele vivia repetindo: nunca soltar pipa, nunca fumar, nunca beber e nunca roubar', e essas palavras Romário diz carregar até hoje como um mantra. Foi o pai, também, o primeiro treinador de Romário, que, ainda nos campinhos de várzea e antes dos dez anos, era orientado a cabecear sempre para baixo. Dia após dia, o pai pegava uma bola e forçava o pequeno a subir e testar para baixo, um fundamento que Romário, já mundialmente famoso, tratou de eternizar - quem não lembra do baixinho subindo e testando certeiramente para baixo?

Alguns episódios são inesquecíveis. Como o que conta que Romário, tentando ajudar os pais, passou algum tempo indo ao Ceasa de madrugada para descarregar caminhões de melancia. Ou o caso da quase-dispensa do Vasco, em 1983, porque ele não tinha massa muscular. Ou a enorme dificuldade financeira da família que, mesmo tendo os dois filhos aceitos na base do clube carioca, não tinha o dinheiro da condução para ambos e resolveu, então, que cada dia um deles iria treinar enquanto o outro ficaria em casa. Ou o primeiro encontro com a atual mulher, Isabella, contado por ela: 'Ele me convidou para sair e eu pensei que fosse parar num pagode. Mas me enganei: ele me levou a um jantar super-chique. Foi carinhoso e cavalheiro. Me conquistou'.

Mas está no capítulo de Vanderlei Luxemburgo uma das melhores passagens, nas palavras do treinador: 'Tentei levá-lo para o Palmeiras em 2002. Ofereci um contrato de 4 meses em que ele receberia US$ 400 mil. Estava tudo acertado, mas o presidente Mustafá Contursi não bancou o negócio. Fiquei aborrecido e deixei o Palmeiras, transferindo-me para o Cruzeiro. Nos aproximamos e, em seguida foi a vez de ele me convidar para dirigir o Fluminense: 'parceiro, quer trabalhar aqui no Fluminense? Só você pode dar jeito'. Respondi: 'parceiro, acho que não vai dar. Eu continuo o mesmo'. E ele disse: 'eu também, então vamos deixar isso quieto'.

Mas talvez seja o primeiro encontro de Romário com Eurico a história mais interessante do livro. Prestes a ser contratado pelo Vasco, Romário chegou à antessala de Eurico com outros vários jogadores que também aguardavam ser chamados para conversar com o presidente e assinar seus primeiros contratos. Quando Romário foi chamado e entrou na sala, Eurico foi logo dizendo quanto ele ganharia. Mas Romário não aceitou. Eurico, surpreso, respondeu: 'Gostei de você. Foi o único que teve atitude. Quanto quer receber?' Romário deu seu preço e foi aceito.

Já no final, ficamos sabendo de alguns hábitos atuais do aposentado Romário, confidenciado pela mulher: 'Romário está amarradão em casa. Fica horas no computador baixando músicas. Acorda, vai direto para o computador. Tem dia que fica até o final da tarde'.

Ao terminar o livro, a imagem irreverente que temos de Romário fica mais sólida. Especialmente por causa de passagens como essa, nas palavras do treinador Antônio Lopes, contando como era Romário quando chegou ao time principal do Vasco. 'Um belo dia Romário me chamou num canto e disse, enfático: 'professor, eu já tenho que ser titular. Jogo mais que o Roberto Dinamite'. Achei curiosa a pretensão dele, mas argumentei que o Roberto era artilheiro e ídolo do clube. Sugeri que esperasse a vez dele chegar. E chegou'.

Essas e outras histórias fazem parte de 'Romário', livro que será lançado na segunda-feira, dia 20 de julho, na Livraria da Travessa, Rio de Janeiro.